sexta-feira, fevereiro 10, 2023

Piada do Ano! Foi Lula quem articulou a favor de autonomia do BC, no governo Dilma

Publicado em 9 de fevereiro de 2023 por Tribuna da Internet

Charge Clayton | Charges | OPOVO+

Charge do Clayton | O Povo/CE

Natália Portinari
Metrópoles

Hoje crítico da autonomia do Banco Central (BC), o presidente Lula da Silva articulou para que a proposta fosse adiante em 2013, ano em que o emedebistaRenan Calheiros, seu aliado, se elegeu presidente do Senado Federal.

Em fevereiro de 2013, no primeiro mandato da presidente petista Dilma Rousseff, Renan incluiu uma referência à proposta de autonomia do BC em seu discurso de posse como presidente. Quem pediu a menção ao assunto foi o próprio Lula. Mas a autonomia do Banco Central acabou só sendo aprovada pelo Congresso Nacional em 2021, durante o governo Jair Bolsonaro.

Lula queria que o projeto fosse adiante para atender o empresariado e a imprensa, que eram favoráveis. Setores do PT, porém, sempre demonstraram ser contra a ideia e preferiam um viés intervencionista na política monetária.

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LULA PENSOU EM DEMITIR MEIRELLES DO BC

Em abril de 2008, no segundo mandato presidencial, Lula decidiu demitir o então presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles. O presidente havia pedido que auxiliares preparassem o clima para o afastamento e buscassem um nome para suceder Meirelles no BC.

O relato está no livro “Eles não são loucos — os bastidores da transição presidencial FHC-Lula”, do jornalista João Borges, que foi lançado nesta terça-feira (7/2) em Brasília.

O motivo principal da irritação de Lula com Meirelles era a alta da taxa de juros. O petista já havia cobrado Meirelles diretamente em uma reunião no Planalto ainda em 2005, no primeiro mandato. “Meirelles, nós vamos perder a eleição!”, disse Lula ao presidente do BC na época, segundo o livro.

NOVA IRRITAÇÃO – Reeleito, Lula voltaria a se irritar com o ritmo lento da queda dos juros no país, o que frustrava seu objetivo de um crescimento rápido da economia. Em abril de 2008, Lula informou que demitiria Meirelles a Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda que havia convidado Meirelles ao governo. Palocci ficou encarregado de preparar o terreno para a saída.

Antes disso, Meirelles já havia notado que estava em baixa com Lula. Ao deixar uma reunião com o petista, ouviu a reclamação: “Meirelles, você nunca convidou eu e a Marisa [Marisa Letícia, então primeira-dama] para jantar na sua casa”, disse o presidente, que foi prontamente convidado.

O jantar foi preparado dali a três dias na casa de Meirelles, mas Lula não apareceu.

BAIXO RISCO – No mês seguinte à decisão de demitir Meirelles, Lula recuou. Entre um evento e outro, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s concedeu o grau de investimento ao Brasil e passou a considerar o país como de baixo risco.

O presidente comemorou a notícia e, quando foi procurado pelo então ministro da Fazenda, Guido Mantega, com um nome para suceder Meirelles, respondeu: “Nome pra quê?”.

Outras agências de classificação de risco seguiram a tendência e Lula ficou novamente amigo de Meirelles.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como presidente do BC, Meirelles nunca deu confiança a Lula. Quando foi convidado a ocupar o cargo, avisou ao chefe do governo que não aceitaria interferências e se demitiria, caso ocorressem. Mas Lula nunca teve coragem de peitar Meirelles, que exerceu em sua plenitude a autonomia do Banco Central, muito antes mesmo de ser aprovada no Congresso. (C.N.)

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