terça-feira, fevereiro 07, 2023

Partidos se unem e se reúnem para isolar o bolsonarismo golpista

Publicado em 7 de fevereiro de 2023 por Tribuna da Internet

Unificação partidária vai ampliar a base do governo

Pedro do Coutto

Na edição desta segunda-feira de O Globo, Bianca Soares e Gustavo Schmitt destacam a movimentação de partidos do Centro, projetando integrarem em blocos ou federações na forma da lei medidas através das quais pretendem desenvolver a sua atuação no Congresso em relação ao governo Lula da Silva.

Está evidente que os movimentos têm como objetivo isolar o bolsonarismo,  cuja atuação voltada para o golpismo restringe substancialmente o apoio popular, inclusive como o Datafolha já revelou há poucas semanas.

ATUAÇÃO EM BLOCO – A movimentação inclui o PT e o União Brasil de um lado, e o PSD e o PMDB de outro. Mas destaca-se a ideia de uma atuação em bloco que só pode estar voltada para o apoio ao governo Lula. Caso contrário, não faria sentido lutar por mais espaços de forma isolada.  Os partidos que se voltam agora contra o PL de Bolsonaro desejam repetir o mesmo estilo de atuação que realizaram nos governos passados, inclusive  os do próprio Lula e do ex-presidente Bolsonaro.

Isso de um lado. De outro, essa unificação partidária vai ampliar consideravelmente a base do governo tanto na Câmara quanto no Senado Federal. E, ao mesmo tempo, dará suporte indiretamente às medidas do Supremo Tribunal Federal voltadas para a punição dos participantes e articuladores da invasão que culminou com as depredações selvagens de Brasília, atingindo o Palácio do Planalto, o STF e o edifício do Congresso.

A reação partidária torna-se oportuna porque O Globo de ontem também publicou reportagem de Marlen Couto focalizando o comportamento do Facebook e do Instagram que estão aceitando anúncios que incentivam o golpe militar para derrubar o governo federal.

INVASÃO DE BRASÍLIA – Um dos anúncios baseia-se na invasão de Brasília e diz que foi o maior protesto já visto no mundo. Num anúncio paralelo, os responsáveis pelas mensagens sustentam que entre os detidos encontram-se idosos e crianças levados pela PF para campos de concentração. O anúncio captado pelo Sonar, órgão que acompanha as publicações nas redes da internet, compara, no fundo, as prisoes efetuados dos depredadores  com os campos de concentração de Adolph Hitler, na Alemanha nazistas.

Trata-se, evidentemente, de fake news, pois o movimento depredatorio nao pode ser considerado o maior protesto ja visyo no mundo, ou mesmo as prisoes dos vandalos pode se equivaler aos imundos campos de concentraçao implantados pela Alemanha nazista, sobretudo em territorio polonês. Na Segunda Guerra Mundial, os campos de extermínio em sua grande maioria funcionavam na Polônia, e poucos no próprio território alemão.

FAKE NEWS – Mas essa é outra questão. O fato é que o combate às fake news ainda não foi colocado em prática de forma efetiva e realista. Claro que a publicidade subversiva pode ser combatida, principalmente após a sua realização, como é o caso em que a reportagem focaliza.

Mas o fundamental, no caso das fake news, é o uso legítimo do direito de resposta. Pois o direito de resposta vai acarretar um grande fluxo de mensagens enedereçdas às redes sociais que então se veriam na obrigação de publicar as contestaçoes, mostrando assim que originalmente aceitaram matéria reconhecidamente ilegal.

O direito de expressão não exime os seus autores das responsabilidades.A liberdade de expressão pode ser usada, mas o anonimato não, conforme determina a Lei de Imprensa. Caso a matéria não seja assinada, a responsabilidade é do veículo que a divulgou.


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