sábado, fevereiro 18, 2023

Novo embate entre Lula e as Forças Armadas inclui também o alcance da Justiça Militar

Publicado em 18 de fevereiro de 2023 por Tribuna da Internet

A linguagem combativa das charges no Brasil - Portal Jornalismo ESPM

Charge do Zé Dassilva (NSC Total)

Matheus Leitão
Veja

Novas articulações políticas do governo Lula geraram um sentimento em oficiais das Forças Armadas de que a gestão petista quer mesmo fechar o cerco contra os militares. Nesta quinta-feira, 16, o general Gustavo Dutra, do Comando Militar do Planalto, perdeu o cargo. Ele era o responsável pelas tropas quando houve os nefastos ataques golpistas do início do ano.

Mesmo que a troca de posto fosse esperada por ocasião da reunião do Alto Comando – que analisou nesta semana promoções e trocas de postos de oficiais de alta patente -, a decisão acabou por suscitar um novo mal-estar na cúpula do Exército, Marinha e Aeronáutica.

BATALHÃO SUSPEITO – Isso porque a mudança ocorre justamente quando o Batalhão da Guarda Presidencial, que estava sob comando de Gustavo Dutra no fatídico 8 de janeiro, está sob a lupa de um inquérito policial militar, o IPM.

Coincidentemente, esse tipo de investigação – e, mais ainda, a discussão sobre qual o alcance da Justiça Militar – ganhou um novo capítulo que também incomodou generais.

Decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, levou um caso que estava quase acabando de ser julgado no plenário virtual para o plenário físico da corte. Ele trata justamente de o STF impor limites sobre a real competência da Justiça Militar. O movimento de Lewandowski parou o julgamento, que será reiniciado do zero.

VIROU O JOGO – Os militares estavam felizes com o resultado parcial do julgamento virtual que ocorria nos últimos dias – o placar era de 5 a 2 para não diminuir as competências da Justiça Militar – mas a decisão do magistrado levou a um sentimento oposto.

Lewandowski é visto no meio militar como simpático ao governo Lula, por quem foi sondado para ocupar uma cadeira no Executivo depois de sua aposentadoria que ocorrerá neste ano.

Após um início de governo apaziguador, no qual o ministro da Defesa José Múcio defendeu que era preciso acalmar os ânimos com as Três Forças antes de tomar medidas mais enérgicas, o dia 8 de janeiro mudou a visão de setores do governo sobre os militares. Agora são os militares que – mais uma vez – mudaram de opinião sobre o PT.

 

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