Publicado em 14 de fevereiro de 2023 por Tribuna da Internet

José Múcio está se tornando excessivamente conciliador
Laryssa Borges
Veja
Fritado pelo PT e pressionado a deixar o Ministério da Defesa por uma suposta falta de interlocução com o alto comando militar, José Múcio Monteiro procurou o Tribunal de Contas da União (TCU) nos últimos dias com um pedido sensível.
Ex-presidente da Corte de Contas , o auxiliar do presidente Lula consultou seus colegas de tribunal sobre a possibilidade de adiar uma auditoria que mira a compra de armas pelo Exército.
PEDIDO POUCO USUAL – O pedido de José Múcio foi considerado pouco usual por integrantes do tribunal ouvidos por VEJA.
O objetivo não era exatamente blindar de escrutínio público a compra de armamentos feita por militares em Washington, e sim aguardar que a temperatura baixasse após o amplo desgaste da caserna com os atos de vandalismo do dia 8 de janeiro, quando forças de segurança não protegeram as sedes dos três poderes atacadas por bolsonaristas que haviam se abrigado em um acampamento em frente ao QG do Exército.
Em novembro passado, em outra auditoria, o TCU decidiu abrir processo para avaliar a atuação do Exército no controle de armas – desta vez nas mãos de civis. A medida ocorreu após a constatação de possível falta de controle dos militares no registro de armamento no sistema Sigma, administrado pela força. Apenas entre janeiro de 2020 e dezembro de 2021, por exemplo, o número de armas na plataforma teve aumento de 200,83%.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Com um ministro frouxo desse jeito, o Ministério da Defesa precisa se defender de seu próprio ministro. (C.N.)