
Lula culpa Bolsonaro pelo vandalismo no dia 8 de janeiro
Gustavo Maia e Ramiro Brites
Veja
No discurso que fez na manhã desta quarta-feira (dia 8) na abertura do café da manhã com o “Conselho Político da Coalizão”, que reuniu parlamentares e representantes de 15 partidos, o presidente Lula disse que achar que “é bom a gente esquecer quem governou esse país até o dia 31 de dezembro”.
Apesar da recomendação, o petista não cansou de falar do antecessor, mesmo que não tenha citado o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro.
MUITA FÉ – “Eu tenho dito para todas as pessoas que eu estou com muita fé de que a gente vai superar toda e qualquer dificuldade que se apresentou. Acho que é bom a gente esquecer quem governou esse país até o dia 31 de dezembro e a gente não esquecer nunca da tentativa de golpe que foi tentada no dia 8 [de janeiro], uma tentativa de golpe que possivelmente poderia ter sido organizada para o dia 1º e que não foi por causa da quantidade de gente que tinha em Brasília, mas que eles tomaram a decisão de fazer aquele vandalismo que nenhum de nós estávamos habituados a assistir no Brasil”, declarou o presidente, exatamente um mês após os ataques terroristas promovidos por bolsonaristas golpistas contra os três Poderes.
Na sequência, Lula disse que hoje não duvida “de que isso foi arquitetado pelo responsável maior de toda a pregação do ódio, a indústria de mentiras, a indústria de notícias falas que aconteceu nesse país nesses últimos quatro anos”.
FAKE NEWS – E acrescentou: “Porque não foi de agora, vem desde as eleições de 2018, quando a gente ainda não tinha tido a experiência da indústria de fake news nesse país”, acrescentou.
E antes de encerrar sua fala de quase 13 minutos, o presidente voltou a se referir ao governo Bolsonaro.
“Não esperava que o país estivesse destruído como na apresentação do companheiro Alckmin, eu achei que as coisas poderiam estar melhor, mas não estavam melhores. Estavam piores do que a gente podia imaginar e nós agora temos muito trabalho pela frente”, concluiu.
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BOLSONARO E SEU RETORNO AO BRASIL
Em Orlando, toda vez que pergunta ao ex-presidente Jair Bolsonaro quando ele retornará dos Estados Unidos para o Brasil, o ex-ministro Célio Faria Júnior ouve respostas diferentes, sempre em tom de brincadeira.
“Quando acabar o dinheiro eu volto”, disse ele recentemente ao seu ex-ministro da Secretaria de Governo e ex-chefe de gabinete. “Quando eu cansar de ficar de férias eu volto”, comentou o ex-presidente, em outra ocasião.
O aliado está no grupo dos que anseiam pela volta de Bolsonaro para liderar a oposição ao governo Lula, mas contemporiza: “Está tendo um tempo pra ele que não pôde ter na Presidência”.