sábado, fevereiro 11, 2023

Governo está desperdiçando R$ 1,5 bilhão por mês devido a fraudes no Bolsa Família

Publicado em 11 de fevereiro de 2023 por Tribuna da Internet

Folha Política: "Ganho R$4 mil e recebo R$232 do Bolsa Família. Se eu não  pego, outro pega", afirma beneficiário

Charge do Marco Jacobsen (Arquivo Google)

Sara Resende
TV Globo — Brasília

A secretária do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), responsável pelo Cadastro Único, Letícia Bartholo, informou nesta quinta-feira (9) que os dados sobre a renda de 16 milhões de pessoas serão corrigidos. A previsão é que a atualização seja feita até abril e produza efeitos já em maio.

O modelo do Auxílio Brasil, desenhado na gestão Jair Bolsonaro, fixou um valor único – de R$ 400 e depois de R$ 600 – para as parcelas do benefício, sem considerar a discrepância de renda e composição familiar do público alvo.

DISCREPÂNCIAS – Segundo a secretária, dessa forma, mais pessoas se cadastraram individualmente no Cadastro Único, o que provocou um aumento na diferença de renda entre os usuários do programa.

O grande movimento no número de inscrições não foi compatível ao crescimento da população de baixa renda. A pasta identificou aumento, por exemplo, nas famílias formadas por uma única pessoa. Hoje, quase 23% dos beneficiários têm esse perfil.

“Temos mais divergências de renda no Cadastro Único identificadas a partir de dados vindos de emprego formal e benefícios previdenciários. O número saltou de 29 milhões de famílias, em dezembro de 2020, para 41 milhões famílias cadastradas, no fim de 2022. No Cadastro Único, a média de pessoas por família passou de 3 para 2,27. Não há mudança na demografia que justifique algo como isso”, exemplificou a secretária.

IRREGULARIDADES – O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, afirmou nesta quinta-feira que há indícios de que 2,5 milhões de famílias recebem o Bolsa Família de forma indevida. O programa substituiu o Auxílio Brasil e agora a parcela do beneficiário vai variar de acordo com seu rendimento mensal.

Para Letícia Bartholo, no governo passado, o Cadastro Único foi reduzido a uma “mera base de dados”.

Em dezembro, havia 41 milhões de famílias inscritas – 93 milhões de pessoas – no Cadastro Único, que funciona como banco de informações não só para o Bolsa Família, mas para os principais programas sociais geridos pelo ministério.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– A se confirmar a informação do ministro, de que há 2,5 milhões de pessoas recebendo irregularmente o Bolsa Família, o prejuízo mensal do governo estaria por volta de R$ 1,5 bilhão, uma quantia verdadeiramente espantosa, que poderia bancar o combate a muitos outros problemas sociais. (C.N.)

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