Charge do Jota (O Dia-PI)
Natália Portinari e Beatriz Souza
Metrópoles
A Refinaria da Amazônia (Ream) tem o gás de cozinha mais caro do país. Hoje cobra em média 37,1% mais caro do que as refinarias da Petrobras, a refinaria foi privatizada em dezembro de 2022, último mês do governo Bolsonaro.
Antes de ser privatizada, de acordo com o Observatório Social do Petróleo, a refinaria amazonense vendia, em média, 0,8% mais barato do que as outras refinarias estatais.
FORNECEDOR ÚNICO – Detalhe importante: a Ream fornece gás de cozinha para seis dos sete estados da região Norte: Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Acre e Roraima.
Em meio ao aumento do preço do gás de cozinha, o consumo do produto tem caído no país desde 2021, segundo o Obsarvatório Social do Petróleo.
Naquele ano, a venda de botijões caiu 4,1% nacionalmente, e 2,3% na região Norte. Em 2022, a queda foi de 3% no Brasil e 0,6% na região Norte.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Este é o resultado perverso da privatização, quando se trata de produto de primeira necessidade. Os mais recentes presidentes da Petrobras, sem exceção, desde o tucano americanófilo Pedro Parente, no governo Michel Temer, todos eles são criminosos de altíssima periculosidade, capazes de prejudicar os mais indefesos moradores deste país, ao cometerem sucessivos crimes de lesa-pátria na direção da Petrobras. O engenheiro Félix Bulhões, que por décadas presidiu a multinacional White Martins, diz que é um crime permitir que existam monopólios privados, como agora está ocorrendo na produção e venda de gás de cozinha e outros derivados de petróleo na região amazônica. E o pior de tudo é que o governo Bolsonaro abrigou militares entreguistas à frente da Petrobras, uma empresa que só deve ser administrada por brasileiros de verdade. (C.N.).