quinta-feira, junho 16, 2022

TSE precisa responder logo as últimas propostas da Forças Armadas, para desarmar os espíritos

Publicado em 16 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Ataques bolsonaristas miram Edson Fachin nas redes sociais; | Política

TSE já aprovou dez propostas dos militares e faltam quatro

Roberto Nascimento

Novas respostas do Tribunal Superior Eleitoral às Forças Armadas terão pouca utilidade e não vão adiantar nada. A principal resposta já foi dada: entre as 15 propostas feitas pelos militares, dez foram aprovadas, quatro estão ainda em análise e apenas uma foi rejeitada, referente à questão da transparência. Portanto, é conveniente que o exame das quatro sugestões restantes seja logo decidido, se estão aceitas ou não, para que as Forças Armadas se deem por satisfeitas e a vida possa ir em frente.

Caso contrário, podem vir outros questionamentos e mais outros, para que, no final das eleições, o resultado possa mesmo ser contestado, como ocorreu há dois anos nos Estados Unidos.

SERVE DE PALCO – Todos sabem que o problema hoje é mais político do que tecnológico, já que a urna eletrônica apenas serve de palco para a tentativa de continuidade no poder.

Sabe-se, também, que o sistema que comanda o país não quer a volta de Lula de jeito nenhum. Mas o Supremo tem outra visão política, pois fez questão de libertar Lula e depois devolver-lhe os direitos políticos, para que pudesse de novo se candidatar.

Para o bem do país e deixando de lado essa nefasta polarização Lula versus Bolsonaro, o ideal seria um tertius, que representasse a terceira via. Mas os três candidatos que eram mais palatáveis para o centro foram destruídos no nascedouro – João Doria, Eduardo Leite e Sérgio Moro. Restaram Ciro Gomes e Simone Tebet, que só têm chances contra a polarização se integrarem a mesma chapa.

PREFERÊNCIA – A percepção que a meu juízo aflora do quadro eleitoral de hoje, sem paixão e torcida, apenas análise, é de que a Indústria, o Comércio, o Setor Financeiro e o Agronegócio preferem a continuidade de Bolsonaro. Os fatos demonstram e eles não podem ser desmentidos.

A privatização da Eletrobrás e o anúncio de que a Petrobras pode ser a próxima vítima foram as cerejas do bolo a favor de Bolsonaro, mas sua campanha congelou. Apesar disso, a eleição não está decidida em favor de Lula e a vitória no primeiro turno é um sonho de noite de verão. Mesmo assim, Gleisi Hoffmann e José Dirceu insistem na fantasia e resistem em calçar as sandálias da humildade.

Lembrem da última eleição, na qual eles subestimaram a candidatura de Bolsonaro e depois levaram um susto com a abertura das urnas. Em todas as pesquisas, Dilma era tida como eleita para o Senado em Minas, em primeiro lugar, mas abertas as urnas ela amargou a quarta colocação, em vexame enorme.

BOLSONARO VIVE – Se os petistas tirarem o pé do acelerador, logo verão Bolsonaro resfolegar nos seus cangotes e cruzar a linha final para ficar aí mais quatro anos.

Quanto ao voto impresso, seria anacrônico, um retrocesso. Bolsonaro foi eleito com as urnas eletrônicas. Por que bate nelas nessa eleição? Está ficando patética essa perseguição contra as urnas, depois de 30 anos da sua implantação, sem nenhuma discórdia dos políticos, que perderam as eleições.

Temo pelo futuro do país, se não houver respeito à decisão do eleitor em outubro. Como ensaio, estão preparando um novo Sete de Setembro, pior do que aquele de 2021. A quem interessa colocar fogo no paiol?

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