sexta-feira, junho 17, 2022

Temendo veto do TSE, o partido de Bolsonaro procura um “Plano B” para fiscalizar eleições

Publicado em 16 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Pandemia torna eleitor mais pragmático e menos ideológico - CartaCapital

PL não quer desagradar Bolsonaro ao fiscalizar as eleições

Malu Gaspar e Rafael Moraes Moura
O Globo

O presidente do partido de Jair Bolsonaro, PL, Valdemar da Costa Neto, está procurando empresas alternativas ao Instituto Voto Legal (IVL) para fazer a auditoria nas urnas exigida pelo chefe do Executivo.

Costa Neto se reuniu nesta segunda-feira com uma empresa americana e está conversando com outras firmas brasileiras para fazer a contratação. O presidente do PL tem dito a interlocutores que esse trabalho seria de fiscalização e não de auditoria.

BOLSONARO EXIGE – Costa Nero discutiu o assunto com Bolsonaro na semana passada, no Palácio do Planalto. O chefe do Executivo já avisou em conversas reservadas que “se não tiver auditoria, não vai ter eleição”.

Segundo o presidente do PL disse a Bolsonaro, a lei permite fiscalização, mas não auditoria no sistema eletrônico de votação. Embora já tenha indicado o instituto IVL ao TSE, Valdemar considera que a empresa enfrentará resistências no tribunal.

Isso porque o seu dono, o engenheiro Carlos Rocha, há alguns anos travou uma disputa com a própria Corte para ser reconhecido como inventor das urnas, conforme revelou a coluna.

PEDIDO ENCAMINHADO – O pedido de credenciamento do IVL para fiscalizar as eleições foi encaminhado ao presidente do TSE, Edson Fachin, que ainda não deu aval à empresa. “Penso que não deve ser aceito o pedido, pois o instituto não possui expertise nem notório conhecimento”, avalia um ministro do TSE, que pediu para não ser identificado.

O engenheiro Celso Rocha também já fez várias críticas ao processo de votação eletrônica. O site do IVL diz, por exemplo, que a “urna faz uma apuração secreta, quando todo ato administrativo deve ser público para ter validade jurídica”.

“Sem os instrumentos técnicos necessários, os partidos políticos não conseguem fiscalizar todas as fases da votação e apuração na urna eletrônica”, critica o instituto.

CONSTRANGIMENTO – Valdemar Costa Neto e o PL querem atender o presidente Bolsonaro, mas pretendem evitar ao máximo atrair a má vontade do TSE com o partido e seus correligionários.

A ofensiva de buscar uma empresa para fiscalizar as eleições também provocou desconforto entre parlamentares do PL, que não querem comprar briga com o TSE em pleno ano eleitoral – e muito menos verem recursos financeiros da legenda serem destinados para atender a um desejo do chefe do Executivo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O engenheiro Celso Rocha é um dos maiores especialistas do país e foi um dos líderes do grupo técnico que criou a urna eletrônica brasileira. O TSE não deveria recusar a participação da empresa dele na fiscalização da eleição, sob a falsa alegação de que não há expertise. Pelo contrário, deveria aceitar calorosamente a contratação do IVL, porque neste instituto o que não falta é justamente experiência específica. Pode-se até dizer que a expertise abunda. (C.N.)

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