No dia em que os líderes dos sete países mais desenvolvidos (G7) se reúnem para discutir, entre outros temas, o apoio à Ucrânia e as consequências da guerra, as forças russas atacaram Kiev pela primeira vez desde dia 5 de junho. No leste do país, Lysychansk torna-se no principal foco de combate.
ONU recebeu centenas de denúncias de tortura e maus-tratos na Ucrânia
A divisão de Direitos Humanos da ONU na Ucrânia afirmou este domingo que desde o início da invasão russa, em fevereiro, "recebeu centenas de alegações de tortura e maus-tratos, incluindo violência sexual relacionada com o conflito".
"As pessoas foram mantidas amarradas e vendadas durante vários dias, espancadas, sujeitas a execuções simuladas, colocadas numa caixa de metal fechada, forçadas a cantar ou a gritar slogans glorificantes, providas de comida ou água, e mantidas em salas superlotadas e sem saneamento", disse a Missão de Monitorização dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia, citada pelo "The Guardian"
Marcelo elogia papel "incansável" de Guterres e desvaloriza saída de embaixadora
O Presidente da República elogiou hoje o papel "incansável" do secretário-geral das Nações Unidas na mediação da crise alimentar causada pela guerra na Ucrânia, e desvalorizou a saída da embaixadora deste país em Portugal.
No final de um evento de boas-vindas no âmbito da Conferência dos Oceanos da ONU, que arranca na segunda-feira em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado sobre a audiência em que recebeu António Guterres, hoje à tarde, e no final da qual o secretário-geral das Nações Unidas adiantou que "tem havido intensos contactos" para desbloquear a exportação de produtos alimentares da Ucrânia.
"O secretário-geral da ONU tem feito um esforço muito grande para ir mediando, em domínios sensíveis como esse, com persistência, com paciência, e na expectativa de que seja possível acorrer à situação de muita gente que está dependente daquilo que é uma origem de bens alimentares básicos", afirmou o chefe de Estado.
Dizendo não poder entrar em pormenores para não atrapalhar o processo, o Presidente da República salientou que Guterres "tem sido incansável, de um lado e de outro, para encontrar soluções que, mesmo no decorrer da guerra, possam ser um acordo pontual e facilitando a vida de muita gente".
Rússia diz que notícias de ataque a Kiev são "fake news"
Bombardeamento de bairro residencial causa um morto e quatro feridos. Moscovo diz que era alvo militar, uma suposta fábrica de mísseis.
Mais de 4500 edifícios destruídos em Kharkiv desde o início da invasão
Guterres revela "intensos contactos" para desbloquear exportação de alimentos
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, manifestou-se hoje muito preocupado com a situação na Ucrânia e adiantou que "tem havido intensos contactos" para desbloquear a exportação de produtos alimentares daquele país.
Guterres falava aos jornalistas após uma audiência com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em Belém.
"Estamos muito preocupados com a situação na Ucrânia e, por outro lado, estamos a fazer um grande esforço no sentido de tentar resolver ou ajudar a resolver o problema da segurança alimentar, que é absolutamente dramático", afirmou António Gutrres.
E "é por isso que tem havido intensos contactos, quer com os ucranianos, quer com os russos, quer com os turcos e, por outro lado, com os Estados Unidos e com a União Europeia, no sentido de facilitar a exportação dos produtos alimentares ucranianos sem perigo e de uma forma segura no mar Negro e ao mesmo tempo as exportações nos cereais e fertilizantes russos, que são indispensáveis", rematou.
O encontro entre António Guterres e Marcelo Rebelo de Sousa durou cerca de 45 minutos.
França pondera reabrir uma central de carvão devido à guerra na Ucrânia
O Governo francês está a ponderar reabrir provisoriamente, no próximo inverno, a central a carvão de Saint-Avold, na fronteira norte com a Alemanha, para enfrentar as dificuldades criadas pela guerra na Ucrânia.
Segundo a agência EFE, a notícia foi avançada pela estação de rádio RTL e entretanto confirmada pelo Governo francês, dando conta de que esta hipótese foi incluída no futuro projeto de lei sobre o poder de compra, com o objetivo de garantir o abastecimento de eletricidade do país no próximo inverno.
Com a reabertura daquela central, que encerrou a atividade em 31 de março, França voltaria a ultrapassar o limite máximo de 700 horas anuais de operação de centrais a carvão no seu território, numa altura em que se estão a esgotar os abastecimentos russos e quase metade das centrais nucleares do país estão ainda paradas devido a reparações.
Londres adverte Paris contra tentação de negociar solução para a guerra
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, advertiu hoje o Presidente francês, Emmanuel Macron, contra a tentação de negociar uma solução na Ucrânia com risco de prolongar a "instabilidade mundial", indicou Downing Street.
Numa reunião à margem da cimeira do G7 na Alemanha, os dois líderes "concordaram que este era um momento crítico no desenvolvimento do conflito e que era possível inverter o curso da guerra", disse um porta-voz do Governo britânico, precisando que tinham concordado em "aumentar" o apoio militar a Kiev.
"O primeiro-ministro salientou que qualquer tentativa de resolver o conflito agora só causaria instabilidade duradoura e daria a Putin o direito de manipular países soberanos e mercados internacionais perpetuamente", acrescentou.
Ao contrário de Emmanuel Macron, Boris Johnson recusou qualquer diálogo com o Presidente russo Vladimir Putin, quem descreveu como "ditador", desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, em finais de fevereiro.
Numa entrevista aos meios de comunicação britânicos, Boris Johnson disse que o Ocidente deve ter "discussões realmente, francas" na cimeira do G7, a qual se seguirá uma cimeira da NATO em Madrid, sobre as implicações da guerra e sanções para a inflação e outras questões, a fim de "proteger a unidade" exibida até agora.
"Vai haver, realisticamente, um certo cansaço entre o povo e as classes políticas", disse, reconhecendo uma "certa ansiedade" em relação a esta questão.
G7 e NATO devem "permanecer juntos" contra agressão russa, diz Biden
O G7, reunido hoje na Baviera (Alemanha), e a NATO devem "permanecer juntos" contra a agressão russa da Ucrânia, disse hoje o presidente norte-americano antes de um encontro com o chanceler alemão, Olaf Scholz.
Depois de mísseis russos terem atingido um complexo residencial em Kiev hoje de manhã, os dois líderes mostraram o seu bom entendimento, posando, com um sorriso, para os fotógrafos em frente aos Alpes bávaros, no sul da Alemanha, num encontro à margem da cimeira do G7, grupo de sete grandes potências industrializadas (Alemanha, Estados Unidos, França, Canadá, Itália, Japão e Reino Unido).
Vladimir Putin esperava "que, de uma forma ou de outra, a NATO [aliança do Atlântico Norte] e o G7 se separassem", disse Joe Biden, antes do início das negociações bilaterais. "Mas não o fizemos, nem o faremos", assegurou, referindo-se à Alemanha como "o aliado mais próximo" dos Estados Unidos.
Ataque em Kiev faz um morto
Os mísseis russos que, este domingo, atingiram um prédio residencial de nove andares e um jardim de infância no centro de Kiev mataram uma pessoa e feriram mais cinco, segundo o mais recente balanço da agência Reuters.
O ataque contra o edifício habitacional, localizado na zona de Shevchenkivskiy, provocou um incêncio, que danificou gravemente o prédio, causando uma cratera no telhado. As chamas foram combatidas pelos bombeiros, que retiraram, com vida, uma menina de sete anos do local, onde continuam à procura de pessoas sob os escombros.
Noutro local da capital, só a cerca de 400 metros de distância, um jardim de infância também foi atingido por mísseis.
Kiev pede ao G7 mais armas e mais sanções contra Moscovo
O Governo ucraniano apelou hoje aos países do G7 reunidos na Baviera, Alemanha, para enviarem mais armas e aplicarem mais sanções contra a Rússia, depois de novos ataques russos ao amanhecer num distrito perto do centro de Kiev.
"A cimeira do G7 deve responder com mais sanções contra a Rússia e mais armas pesadas para a Ucrânia", insistiu o chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, no Twitter, pedindo a "derrota do imperialismo doente russo" na sequência de um ataque que deixou pelo menos quatro pessoas feridas.
"Uma criança ucraniana de 7 anos dormia pacificamente em Kiev até que um míssil de cruzeiro russo explodiu o seu edifício", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano.
Ministro da Defesa russo faz primeira inspeção a militares em território ucraniano
O ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu, fez a sua primeira visita de inspeção ao contingente militar russo estacionado na Ucrânia. "O ministro da Defesa russo, general do Exército, Serguei Shoigu, inspecionou o agrupamento de tropas que participam na operação militar na Ucrânia", disse a tutela num comunicado divulgado no Telegram.
Na sua primeira visita reportada à área de ações militares desde o início da "operação especial", Shoigu recebeu nos postos de comando "relatórios dos comandantes sobre a situação e ações das Forças Armadas russas nas principais direções operacionais".
Reino Unido, EUA, Canadá e Japão proíbem importações de ouro russo
Reino Unido, Estados Unidos, Canadá e Japão vão proibir as importações de ouro russo, em novas sanções impostas em resposta à invasão da Ucrânia, anunciou Downing Street, no primeiro dia de uma cimeira do G7. "Estas medidas atingirão diretamente os oligarcas russos e irão até ao coração da máquina de guerra de Putin", disse, citado num comunicado, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que, durante três dias, vai encontrar-se com os líderes das grandes potências industrializadas na Alemanha.
Menina de sete anos resgatada
Uma menina de sete anos foi resgatada com vida dos escombros de um prédio atingido por mísseis russos, em Kiev. Os ataques de hoje contra a capital ucraniana provocaram pelo menos cinco feridos.
Líderes do G7 começam hoje a debater apoio à Ucrânia
Os líderes dos sete países mais desenvolvidos (G7) reúnem-se numa cimeira, de hoje até terça-feira, nos Alpes Bávaros (Alemanha), para discutir o apoio à Ucrânia, as alterações climáticas e as crises alimentar e energética, agravadas pela agressão militar russa. Os chefes de Estado e de Governo dos Estados Unidos, Canadá, França, Itália, Japão, Reino Unido e Alemanha vão ocupar-se também de como prosseguir nas sanções à Rússia.
Ataques em Kharkiv e Zaporíjia
As forças russas intensificaram hoje os combates nas cidades de Kharkiv, a segunda maior do país, e Zaporíjia, avançaram as autoridades locais, que falam em artilharia pesada.
Mísseis com ogivas nucleares para a Bielorrússia
O presidente russo disse, no sábado, que a Rússia vai enviar mísseis capazes de transportar ogivas nucleares para a Bielorrússia nos próximos meses. “Nos próximos meses, transferiremos para a Bielorrússia os sistemas de mísseis táticos Iskander-M, que podem usar mísseis balísticos ou de cruzeiro, nas suas versões convencionais e nucleares”, disse Putin, ao receber o líder bielorrusso, Alexander Lukashenko.
Lysychansk torna-se centro dos combates
Depois de terem tomado o controlo total de Severodonetsk, reduzindo a cidade do leste da Ucrânia a escombros, as forças russas estão agora a tentar isolar Lysychansk, que se deve tornar no próximo foco de combate. A Ucrânia apelidou a saída das suas tropas de Severodonetsk como "retirada tática" para lutar a partir de um território mais alto, na cidade-irmã.
Kiev atacada por mísseis russos
As forças russas atacaram com mísseis a capital ucraniana, pela primeira vez desde 5 de junho, atingindo pelo menos dois prédios residenciais no distrito de Shevchenkivskyi. De acordo com as autoridades, citadas pelo "The Guardian", cinco pessoas ficaram feridas, estando equipas a trabalhar no local dos ataques para libertar pessoas presas sob os escombros.
Jornal de Notícias (PT)
Postado há 7 hours ago por Brasil Soberano e Livre
