segunda-feira, junho 20, 2022

Em novo ofício, ministro da Defesa reitera o pedido de reunião que Fachin desprezou

Publicado em 20 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Em novo ofício, Defesa reitera pedido para reunião exclusiva com TSE

Fachin fingiu que não entendeu, mas o ministro insistiu

Jussara Soares e Mariana Muniz
O Globo

O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, confirmou a presença do representante das Forças Armadas na reunião do Comissão de Transparência Eleitoral (CTE), que ocorre nesta segunda-feira, às 15 horas. No ofício ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, porém, o ministro insistiu no pedido de um encontro somente entre militares e técnicos da Corte.

Paulo Sérgio Nogueira alega que há temas a serem tratados que não são contemplados na reunião desta segunda-feira na comissão.

JUSTIFICATIVA – “Reitero a necessidade de realizar uma reunião específica entre as equipes técnicas do Tribunal e das Forças Armadas, haja vista que o aprofundamento da discussão acerca de aspectos técnicos complexos suscita tempo e interação presencial, que não estão contemplados na supramencionada reunião da CTE/OTE.”

O ministro da Defesa e o presidente da Corte Eleitoral têm trocado uma série de ofícios. Em um documento enviado ao ministro na última sexta-feira e divulgado neste domingo, Fachin reforçou o convite para a participação das Forças Armadas na CTE. No documento, ele destacou o trabalho técnico da comissão e disse contar com os militares sobretudo para o suporte logístico das votações.

No ofício, o presidente do TSE ponderou ainda que a comissão “têm dado relevante contribuição para que as eleições sejam realizadas de forma segura e transparente.”

DISSE FACHIN – “Como é do conhecimento de vossa excelência, a grande maioria das sugestões apresentadas no âmbito da comissão de transparência foram acolhidas, a indicar o compromisso público desta Justiça Eleitoral com a concretização de diálogo plural não apenas com os parceiros institucionais, mas também com a sociedade civil”, disse Fachin.

O presidente do TSE acrescentou ainda que, embora algumas sugestões não tenham sido acolhidas, elas poderão ser avaliadas novamente para as próximas eleições.

Fachin encerra o convite reforçando que conta com as Forças Armadas na Comissão, mas sobretudo com suporte operacional e logístico prestado por elas em todas as últimas eleições.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Em tradução simultânea, o que está havendo é o seguinte. 1) O ministro da Defesa enviou ofício dizendo que as Forças Armadas estão sendo desprestigiadas pelo TSE; 2) Fachin deu uma resposta evasiva, no dia seguinte soltou uma segunda nota, ainda evasiva, e somente no terceiro dia admitiu que, entre as 15 propostas dos militares, dez tinham sido aprovadas, uma recusada por excesso de transparência, e quatro continuavam em análise; 3) O ministro da Defesa pediu uma reunião dos técnicos no TSE; 4) Fachin não respondeu sobre o pedido de reunião e disse que as propostas dos militares somente serão avaliadas para 2024; 5) O ministro da Defesa não engoliu a enrolação e reforçou o pedido de reunião, que agora Fachin enfim marcará, se tiver um pingo de juízo. Logo saberemos. No Dia D e na Hora H, Fachin sempre acaba afinando, como se dizia antigamente.  (C.N.)


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