Publicado em 13 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Simone Tebet não se espanta com as divisões no MDB
Danielle Brant e Renato Machado
Folha
Pré-candidata do MDB e da terceira via à Presidência da República, a senadora Simone Tebet (MS) afirma que o presidente Jair Bolsonaro (PL) não tem a força necessária para dar um golpe caso perca as eleições e diz que as divergências dentro do próprio partido em torno de seu nome são normais.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, depois de ter obtido aval da cúpula do PSDB para aliança, ela reconheceu ainda que não seria o nome do MDB para a disputa presidencial se os principais caciques do partido estivessem unidos para fazer a escolha.
SOB ATAQUE – “Estamos vivendo um momento em que a democracia está sob ataque, diante de uma análise muito clara, mas o Brasil soube se armar contra esses ataques nos últimos três anos”, declara Tebet.
“O presidente não tem mais a força… Porque você não tem golpe, não tem ataque à democracia sem povo na rua. Você não vai ter povo na rua brigando por outro resultado que não o resultado do dia das eleições. Não há ataque à democracia sem povo, quando as instituições estão fortes. Então, eu não me preocupo.”
Tebet foi escolhida a candidata da terceira via numa aliança que também envolve o PSDB e o Cidadania. Embora tenha sido indicada candidata pela cúpula do MDB, ela ainda enfrenta resistências em diferentes estados, onde os dirigentes se dividem entre Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
VICE DO PSDB – “É uma construção [a minha candidatura]. Se fosse uma candidatura uníssona [no MDB], unânime, absoluta, não seria eu a candidata. Eu não tenho dúvida disso”, diz.
Pelos termos da aliança em construção, o vice na chapa de Simone deve ser indicado pelo PSDB.
A senadora evita entrar no mérito de suas preferências para o posto. Apenas adianta que seria uma “honra” ter como companheiro de chapa o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que vem sendo apontado como favorito pela cúpula dos dois partidos.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Recuperando-se da Covid, Simone Tebet deu uma série de entrevistas no final de semana. A pergunta mais importante foi feita por Pedro Venceslau, do Estadão, que indagou sobre o relacionamento dela com Ciro Gomes. E a resposta foi de que os dois são amigos e se falam pelo zap, pois logo terão de se reunir para unir as forças. É justamente isso que a maioria silenciosa está esperando – a chapa Ciro-Simone ou Simone-Ciro, que vai agitar essa eleição. (C.N.)