Publicado em 25 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Pastor pediu R$ 100 mil a empresário como uma “colaboração”
Pedro Grigori
Correio Braziliense
O pastor Arilton Moura, preso na última quarta-feira (22/6) sob acusação de atuar no “balcão de negócios” do Ministério da Educação (Mec), prometeu “destruir todo mundo” se a investigação atingisse a família dele. A ameaça foi interceptada pela Polícia Federal e o áudio foi divulgado pelo jornal O Globo.
Em telefonema com a advogada, o pastor diz que havia sido detido pela Polícia Federal e demonstrava preocupação com a esposa. “Eu preciso que você ligue para a minha esposa, acalme minha esposa. Porque se der qualquer problema com a minha menininha, eu vou destruir todo mundo”, disse.
ENTRA EM ORAÇÃO – Em resposta, a advogada pede que o pastor fique calmo. “Entra em oração para se acalmar e a gente cuida das coisas por aqui”.
Arilton foi detido em Belém, na mesma ação que prendeu o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, e o pastor Gilmar Santos, de quem é considerado “braço direito”. Os dois pastores são acusados de pedirem propina a prefeitos em troca da liberação de verba e investimentos do Ministério da Educação e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para municípios.
Atualmente, Arilton é assessor de assuntos políticos da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros da Assembleia de Deus no Brasil. Antes disso, foi secretário extraordinário para Integração de Ações Comunitárias do governo Simão Jatene (PSDB) no Pará, e antigo presidente paraense do Partido Humanista da Solidariedade (PHS), que hoje é o Podemos.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O Planalto recomenda que o pastor Arilton Moura, que foi libertado sexta-feira, junto com os demais envolvidos, pelo desembargador federal Ney Bello, do TRF-1, cotado para ser promovido ao STJ, permaneça permanentemente em oração, para evitar cair em tentação de destruir todo mundo. E aí onde se lê “todo mundo”, por favor leia-se a “cúpula do governo federal”. E “vade retro”, diria o padre Quevedo, que era um religioso sério e não explorava a fé em benefício próprio. (C.N.)