sábado, agosto 21, 2021

Se não mudar, Bolsonaro será responsável pela derrota em 2022, avaliam alguns aliados dele


Charge do Cícero (Correio Braziliense)

Valdo Cruz
G1 Política

Em um momento em que o presidente da República Jair Bolsonaro eleva o tom do conflito com o Judiciário, aliados do governo avaliam negativamente o momento político. Dizem que o próprio presidente pode acabar sendo o principal responsável por uma eventual derrota na eleição presidencial do ano que vem.

Segundo eles, se o presidente não mudar, a crise política vai contaminar de vez a economia e piorar os indicadores para 2022, conforme já indicam as previsões do mercado financeiro.

TENSÃO NA ECONOMIA – Para interlocutores de Bolsonaro, o presidente perde muito tempo com polêmicas desnecessárias, só para manter seu eleitorado mobilizado, e acaba contribuindo para gerar tensão da economia. O resultado já é visto nos últimos, com o dólar subindo, a Bolsa caindo e os juros futuros já acima de 10%. Atualmente, o dólar está por volta de 5,25%.

As previsões para o crescimento da economia seguem na casa de 5%, mas para o ano da eleição elas estão recuando, alguns economistas já falando em um número de PIB abaixo de 2%.

Inflação alta e desemprego elevado, aliados ao desgaste presidencial pela crise sanitária, vão tirar, segundo aliados de Bolsonaro, a competitividade eleitoral do presidente.

RETOMADA DA ECONOMIA – Os interlocutores mais pessimistas de Bolsonaro chegam a prever que ele pode ficar fora de um eventual segundo turno da eleição presidencial se o cenário econômico não melhorar. Eles dizem que, atualmente, Bolsonaro joga contra o seu próprio time, ao não focar no que realmente interessa, como a aprovação de temas no Congresso que levem a uma recuperação sustentável da economia.

Por isso, chegam a defender uma mudança na área econômica, até com a possibilidade de saída do ministro da Economia, Paulo Guedes, para fazer uma correção de rumos. Para eles, uma saída de Paulo Guedes neste momento não criaria mais tensão no mercado como antes e, a depender do substituto, pode até significar uma retomada da credibilidade do governo junto ao empresariado.

Essa defesa já chegou aos ouvidos do presidente da República, que mantém o apoio a seu ministro da Economia. Bolsonaro tem em Paulo Guedes um aliado fiel e não pretende trocá-lo.


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