Posted: 17 Aug 2021 05:19 AM PDT No relatório que fundamentou a decisão do ministro Felipe Salomão de suspender a monetização de canais bolsonaristas, a delegada Denise Dias Rosas afirma que a prática de difusão de “supostas fraudes no processo eleitoral com o emprego de urnas eletrônicas” tem o presidente Jair Bolsonaro como “figura central”. As investigações identificaram “um processo de dupla sustentação: os canais que repercutem as insinuações ganham com o número de visualizações geradoras da monetização; de outro lado, fortalece-se a narrativa do emissor pela multiplicidade de canais que reiteram a mensagem”. De acordo com a Polícia Federal, os canais se realimentam mutuamente com difusões de outros canais (ex. lives), ampliando o lucro com a monetização. “Quanto mais polêmica e afrontosa às instituições for a mensagem, maior o impacto no número de visualizações e doações, reverberando na quantidade de canais e no alcance do maior número de pessoas, aumentando a polarização e gerando instabilidade por alimentar a suspeição do processo eleitoral, ao mesmo tempo que promove a antecipação da campanha de 2022 por meio das redes sociais.” O corregedor eleitoral determinou a suspensão da monetização dos canais bolsonaristas — seriam mais de 50 — nas plataformas Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e Twitch.TV. O ministro também obrigou as plataformas a deixarem de usar algoritmos que sugiram perfis com claro teor desinformativo e político-ideológico. Para Salomão, o esquema de difusão de fake news “corrói a confiança da população no processo eleitoral, que consubstancia uma das bases do Estado Democrático de Direito”. As informações são do Antagonista.
|
