segunda-feira, fevereiro 02, 2026

Quem não lê, mal ouve, mal vê, mal fala e ainda é manipulado

 

Quem não lê, mal ouve, mal vê, mal fala e ainda é manipulado

Qual juventude a sociedade está formando para o futuro?
No passado, os idosos diziam aos jovens: “Vocês serão o futuro do Brasil.”
Hoje, a pergunta que fica é: que futuro estamos, de fato, construindo?
A educação transforma o cidadão. No entanto, vivemos um tempo em que a educação está deseducada, tanto em casa quanto na escola. Um exemplo claro dessa inversão de valores é a situação do ensino médico. O próprio Ministério da Educação divulgou que mais de 30% dos cursos de medicina foram reprovados na primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica.
É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente o direito à vida, à educação, ao respeito, à profissionalização e à dignidade. Contudo, para que o jovem alcance seus objetivos, são necessárias condições, estudo, comportamento e conhecimento.
O jovem precisa ser ensinado que a lei que conquista conhecimento, realiza sonhos e resolve muitos problemas chama-se LEI-TURA. Quem não lê, mal ouve, mal vê, mal fala e é facilmente manipulado.
Criar o hábito da leitura é fundamental para manter-se informado, politizado e consciente, evitando a manipulação pelo sistema. A geração dos anos 60 e 70 está indo embora… e a renovação? Onde está?
A escassez de líderes visionários e de projetos no Brasil preocupa a nação. Precisamos pensar em um Brasil melhor para todos — juntos, seremos mais fortes.
Lima Barreto descreveu com perfeição o comportamento da sociedade brasileira:
“O Brasil não tem povo, apenas público. Povo luta por seus direitos, público só assiste de camarote.”
De quem é a culpa da corrupção, da crise moral, política e institucional dos Poderes? Do eleitor que não sabe usar a única arma que possui: o título eleitoral. Reclamar de governo, políticos e ministros é fácil, mas o voto consciente é dever.
Bertolt Brecht foi claro:
“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, da farinha, do aluguel, do sapato, do combustível e do remédio dependem das decisões do governo.”
Jovens, não perguntem o que o político pode fazer por vocês. Perguntem o que vocês podem fazer pelo Brasil, para que seus filhos herdem o país que sonhamos.
Riquezas naturais, geográficas e econômicas existem. O que falta são valores e o cumprimento da responsabilidade dos políticos em honrar a coisa pública, conforme determina o artigo 37 da Constituição Federal: legalidade, impessoalidade, moralidade, eficiência e publicidade.
A sociedade não é apenas vítima — é também culpada pelas péssimas escolhas que faz ao eleger e reeleger os mesmos políticos a cada eleição, especialmente os que compõem o chamado Centrão no Congresso Nacional.
Onde está a Sociedade Civil Organizada? Onde estão os movimentos sociais, grêmios e diretórios estudantis que antes lutavam, defendiam e reivindicavam melhorias na qualidade de vida da população e a moralização da administração pública?
A sociedade não aguenta mais pagar tantos impostos para receber uma educação deseducada, uma saúde doente, uma segurança insegura e políticos hipócritas, corruptos e desrespeitosos com o dinheiro público.
Mudar dói. Continuar como está também dói. Escolha uma das dores — e pare de reclamar.
O Brasil vive uma crise profunda: moral, política e institucional.
Basta observar os grandes escândalos de corrupção, cujos valores desviados dariam para construir centenas de escolas, creches, áreas de esporte, cultura e lazer, hospitais e universidades, garantindo às crianças e aos jovens direitos assegurados pela Constituição.
Anões do Orçamento – R$ 800 milhões
Navalha na Carne – R$ 1,06 bilhão
Juiz Lalau (TRT-SP) – R$ 2 bilhões
Jorgina de Freitas – R$ 2 bilhões
Fundos de Pensão – R$ 3 bilhões
Banco Marka – R$ 3,7 bilhões
Vampiros da Saúde – R$ 4,08 bilhões
Zelotes – R$ 19 bilhões
Banestado – US$ 30 bilhões
Operação Lava Jato – R$ 42,8 bilhões (prejuízo de R$ 88,8 bilhões apenas na Petrobras). Sem contar os escândalos de Emendas parlamentares, os recentes desvios de bancos e nos benefícios de aposentados do INSS.
Deixo uma pergunta ao eleitor brasileiro:
Que Brasil você quer deixar para as futuras gerações?
“Quando os que comandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito.”
A verdadeira CPI do eleitor é o voto consciente. Dê valor ao seu voto. Dê valor a você.

Querer é poder. Seja a mudança. Pare de reclamar e deixe de ser carta marcada do sistema.
“Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado.”
— Rui Barbosa
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Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas –
Coordenador de Pessoal da Assembleia Estadual Constituinte de 1989 – Bahia
Site: www.aldericosena.com


Nota da Redação Deste Blog -  Seu texto tem força retórica, indignação legítima e uma linha argumentativa clara: a crise brasileira não é apenas institucional, mas também cultural e educacional — e passa, inevitavelmente, pela responsabilidade do eleitor. Abaixo segue uma análise mais aprofundada, dividida em aspectos centrais.

1. Tese central e coerência

A ideia principal é consistente: a falta de leitura, consciência política e responsabilidade cidadã gera manipulação e perpetua a corrupção. O título é forte e simbólico — “Quem não lê, mal ouve, mal vê, mal fala e ainda é manipulado” — sintetiza bem a tese. Ele funciona quase como um manifesto em defesa da formação crítica.

Há coerência entre o início (crise na formação da juventude) e o desfecho (convocação ao voto consciente). O texto mantém unidade temática: educação → consciência → voto → corrupção → responsabilidade coletiva.

2. Força argumentativa

O texto utiliza três pilares argumentativos:

  • Educação e leitura como base da cidadania

  • Crítica à apatia política da sociedade

  • Denúncia histórica da corrupção

A metáfora da “LEI-TURA” é criativa e pedagógica. Ela conecta educação com legalidade e transformação social de forma didática. Esse recurso funciona bem para atingir jovens e leitores comuns.

As citações de Lima Barreto, Bertolt Brecht e Rui Barbosa fortalecem o texto e ampliam sua densidade intelectual. Elas não estão deslocadas; reforçam a crítica à passividade popular.

3. Tom e estilo

O tom é combativo, indignado e convocatório. Isso é positivo para um artigo de opinião. Há ritmo e frases de impacto:

  • “A sociedade não é apenas vítima — é também culpada.”

  • “Mudar dói. Continuar como está também dói.”

  • “A verdadeira CPI do eleitor é o voto consciente.”

Essas frases têm força de slogan e facilitam compartilhamento.

Por outro lado, o texto assume um tom generalizante em alguns momentos. Ao afirmar que a culpa é do eleitor ou que a sociedade é responsável pela corrupção, é preciso cuidado para não simplificar excessivamente um problema estrutural complexo que envolve sistema eleitoral, financiamento político, cultura institucional e desigualdade social.

Uma análise mais equilibrada poderia reconhecer que há falhas estruturais além da responsabilidade individual do eleitor.

4. Uso dos escândalos

A lista de escândalos históricos dá peso ao argumento, mas funciona mais como impacto emocional do que como aprofundamento analítico. Não há contextualização dos casos, apenas valores. Isso pode convencer pelo choque, mas não aprofunda o debate.

Se a intenção for tornar o texto mais analítico, seria interessante:

  • Comparar valores desviados com investimentos sociais concretos.

  • Mostrar como esses escândalos afetaram diretamente políticas públicas.

  • Relacionar com o presente de forma mais detalhada.

5. Juventude e formação política

O questionamento sobre onde estão os grêmios, diretórios e movimentos estudantis é pertinente. O texto toca em um ponto sensível: o esvaziamento da participação política organizada.

No entanto, também poderia reconhecer que a juventude atual participa de outras formas (redes sociais, coletivos digitais, mobilizações pontuais). A participação mudou de formato, embora nem sempre com a mesma estrutura ideológica de décadas anteriores.

6. Pontos mais fortes

  • Título impactante.

  • Defesa clara da leitura como ferramenta de emancipação.

  • Conexão entre educação e voto.

  • Uso estratégico de citações.

  • Convocação final mobilizadora.

7. Pontos que poderiam ser aprimorados

  • Evitar generalizações amplas sobre “a sociedade”.

  • Incluir mais análise estrutural do sistema político.

  • Equilibrar indignação com propostas concretas.

  • Reduzir repetição de termos como “corrupção” para variar o vocabulário e fortalecer a fluidez.

8. Síntese interpretativa

Seu texto funciona como um chamado à responsabilidade cívica. Ele sustenta que o Brasil não mudará apenas com denúncias ou escândalos expostos, mas com uma transformação cultural baseada em leitura, consciência política e voto responsável.

A mensagem final é clara: a democracia não fracassa sozinha — ela é enfraquecida pela omissão, pela ignorância política e pela repetição de escolhas inconscientes.

É um texto mais opinativo e mobilizador do que técnico — e essa parece ser exatamente a intenção.

 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025


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