sexta-feira, agosto 13, 2021

Nove inquéritos contra Bolsonaro no STF e no TSE impedem redução de tensão no curto prazo


Presidente Jair Bolsonaro durante live nas redes sociais - 12/08/2021

Na live de quinta, Bolsonaro chamou Barroso de “tapado”

Camila Mattoso
Painel da Folha

As investigações em andamento na Polícia Federal por ordem do TSE e do STF são obstáculos para Jair Bolsonaro colocar em prática a promessa de diminuir a pressão no enfrentamento com ministros por causa do voto impresso.

O presidente da República começou a quinta-feira (dia 12) falando em diminuir o tom e encerrou o dia na tradicional live chamando o ministro Luís Roberto Barroso de tapado e perguntando se Alexandre Moraes quer intimidá-lo com as abertura de apurações.

INVESTIGAÇÕES – A mudança de humor em poucas horas se deu pela abertura de dois inquéritos por decisão de Moraes e a tomada de depoimento do ministro Anderson Torres (Justiça) e do militar Eduardo Gomes da Silva pelo corregedor-geral do TSE, Luis Felipe Salomão.

Além de ouvir os dois, Salomão autorizou a PF a seguir com a investigação e ouvir todos envolvidos na live, como antecipou o Painel.

Nas próximas semanas, deverão ser ouvidos todos os envolvidos na live e nos ataques ao sistema de urnas eletrônicas.

Como mostrou a coluna, outra linha de investigação no inquérito do TSE é sobre o uso da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) Para fins políticos.

A PF também conduz ao menos mais três investigações que miram Bolsonaro e seus apoaidores: o inquérito das fake news, a apuração sobre organização criminosa derivado dos atos antidemocráticos e a denúncia de possível interferência na corporação feito por Sergio Moro ao pedir demissão do governo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Até agora, são quatro inquéritos no Tribunal Superior Eleitoral e cinco no Supremo, todos indiciando Bolsonaro. A nota do Painel esqueceu de mencionar um, relatado por Cármen Lúcia, que está sentada em cima – o uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para blindar os crimes do senado Flávio Bolsonaro, em conluio com o ministro Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, e com a advogada carioca Luciana Pires, que defende o filho Zero Um. Se isso ocorresse na matriz USA, todo mundo já estava em cana, e o presidente sofreria impeachment, antes de também cumprir pena. O crime é de conspiração contra a Justiça. Mas aqui na Filial Brazil, ninguém se interessa. (C.N.)

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