quarta-feira, agosto 11, 2021

CPI discute propor indiciamento de Jair Bolsonaro por charlatanismo e curandeirismo na Pandemia

Publicado em 11 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPIPANDEMIA) realiza oitiva do empresário que teria atuado informalmente durante meses no Ministério da Saúde, sem ter qualquer vínculo com o setor público.  Bancada: senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE);  senador Izalci Lucas (PSDB-DF);  senador Humberto Costa (PT-PE);  senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP);  senador Jorginho Mello (PL-SC);  senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA);  senadora Simone Tebet (MDB-MS);  senador Eduardo Girão (Podemos-CE);  senadora Soraya Thronicke (PSL-MS).  Foto: Pedro França/Agência Senado

CPI já tem várias opções para incriminar Jair Bolsonaro

Sarah Teófilo
Correio Braziliense

 A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19 deve  propor o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro por charlatanismo e curandeirismo pela condução de ações no âmbito da pandemia. A questão foi discutida durante almoço, nesta quarta-feira (11/8), entre o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), o vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e o relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL).

Acusações de curandeirismo e charlatanismo no âmbito do governo federal são comentadas pelos senadores desde o início da pandemia, mas não havia nenhuma decisão de indiciar o presidente por isso.

OUTROS CRIMES – Até então, as decisões seriam de indiciar Bolsonaro por crime de responsabilidade e por prevarização — neste caso, relativamente à vaxina Covaxin, quando o presidente foi informado sobre suspeitas envolvendo a importação do imunizante. Prevarização é quando um funcionário público sabe de uma irregularidade, mas retarda ou deixa de informar sobre ela.

A decisão da cúpula da CPI se dá no dia em que o diretor executivo da empresa Vitamedic, Jailton Batista, depõs na comissão. A empresa produz ivermectina, e financiou um anúncio da Associação Médicos pela Vida que defendeu o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra covid-19. Batista disse que a empresa pagou R$ 717 mil pela publicação do manifesto nos principais jornais do país.

Em 2020, a empresa teve aumento de faturamento em 170%, em relação ao ano anterior.

BOLSONARO  INSISTIU – O presidente Jair Bolsonaro incentivou o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra covid-19, em especial ivermectina e cloroquina, durante toda a pandemia — por isso, o indiciamento por charlatanismo e curandeirismo. Os senadores apontam que a ação, de incentivo ao tratamento que não tem eficácia contra a doença, enquanto havia demora nas negociações de compra de vacina contra a covid-19, gerou mortes no país.

O senador Humberto Costa (PT-PE) falou sobre o assunto na sessão desta quarta-feira. “A culpa principal é do presidente da República. O senhor Jair Bolsonaro atuou como se fosse um curandeiro, anunciando cura infalível para uma doença em que isso efetivamente não existe. Eu já falei com o relator e eu sei o que ele vai fazer. Ele vai indiciá-lo pelo descumprimento do Código Penal, no art. 284: prescrever, ministrar ou aplicar qualquer substância com o discurso de que é milagrosa ou infalível. Vai ser indiciado, sim”, afirmou.


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