quarta-feira, julho 14, 2021

Conheça uma maneira simples e eficaz de conferir se há fraudes nas eleições brasileiras

Publicado em 14 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Duke (O Tempo)

Carlos Newton

Essa questão da urna eletrônica é um debate meio religioso, cheio de dogmas de caráter espiritual. As autoridades eleitorais dizem que o sistema é à prova de fraudes, porque opera isoladamente, sem estar ligado à internet. Belo argumento, mas é apenas um dogma fantasioso, pois todo mundo sabe que a informática jamais se mostrou imune a falsificações, muito pelo contrário.

Antes da eleição, são sorteadas as urnas de uma “votação paralela”. No dia do pleito, funcionários da Justiça Eleitoral votam em candidatos pré-determinados. Depois, verifica-se se os resultados dessas votos coincidem com os votos pré-determinados. E até ai morreu Neves, como se dizia antigamente, não prova nada.

OUTRAS SALVAGUARDAS – Meses antes do pleito, o TSE convida uma série de especialistas em informática de importantes instituições públicas e privadas, para que testem a segurança do sistema. Assim, se surgir algum problema, a Justiça eleitoral tem como corrigi-los até a data da eleição. Ou seja, admite-se a priori que pode haver falhas. 

Dizem também que, com o advento da biometria, fica impossível substituir a pessoa na cabine eleitoral. Além disso, as urnas são lacradas, de modo a impedir a inserção de algum dispositivo estranho, como um pendrive.

Por fim, os votos são embaralhados no sistema, de forma a impedir que se identifique como cada um votou. E para mim é justamente aí que mora o perigo, porque a votação fica inauditável.

NADA É PERFEITO – Fala sério, diria Bussunda. Se os hackers conseguem penetrar na rede do Pentágono, podemos avaliar o que conseguiriam fazer no modesto esquema do Tribunal Superior Eleitoral…

 É claro que ninguém defende um retrocesso para o tempo do voto impresso, o que se procura é dar a máxima garantia de fidelidade ao voto. De toda forma, é importante discutir alguma maneira de dar maior segurança ao sistema eleitoral no Brasil.

A reforma está na Câmara e tem de estar em vigor antes de 9 de outubro, porque a legislação proíbe alteração eleitoral no mesmo ano do pleito. E o desafio é arranjar uma forma de auditar a eleição que seja barata e eficaz.

POR AMOSTRAGEM – Com a máxima vênia, acho que poderia haver uma auditoria por amostragem.  Em cada mil seções eleitorais de cada Estado, seria sorteada uma delas, onde haveria votação dupla.

Os eleitores digitariam a urna eletrônica e depois preencheriam um voto impresso à antiga, no qual escreveriam os números de seus candidatos a deputado estadual, federal, senador, governador e presidente da República, depositando o papel numa urna separada. 

Depois, basta conferir os resultados de cada sistema – eletrônico e impresso, que devem ser rigorosamente iguais.

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P.S. – A amostragem é uma das bases da ciência estatística. Simples e eficaz, sem gastar muito dinheiro, e logo se saberá se a eleição é verdadeira ou fraudada. E assim poderemos manter a urna eletrônica, com um sistema tão seguro que pode até ser usado nos mais países mais desenvolvidos. (C.N.)

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