
Gilmar imita Lula e diz que também sofre “perseguição política”
Mônica BergamoFolha
O IDP (Instituto Brasiliense de Direito Privado), que tem entre seus sócios o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi objeto de diligência da Receita Federal no fim de 2018. Neste ano, o próprio magistrado e a mulher dele, Guiomar, passaram a ser investigados.
Quando as primeiras diligências na empresa começaram a ser feitas, o ministro orientou os gestores do instituto a fornecerem toda a documentação necessária à Receita.
ATAQUE – A abertura de averiguação contra a mulher dele, e em especial o vazamento da informação, no entanto, levaram Mendes a considerar que está sendo vítima de um ataque.
No ofício que encaminhou na sexta-feira (dia 8) ao presidente do Supremo, Dias Toffoli, o ministro explicitou a suspeita. Entre outras coisas, afirmou acreditar que há hoje no país “uma estratégia deliberada de ataque reputacional a alvos pré-determinados”.
FATOS - A notícia de que Mendes está sendo investigado repercutiu entre grupos e entidades de advogados. “Os órgãos de fiscalização do governo devem investigar fatos, e não pessoas. Quando investiga pessoas, eles não investigam: eles perseguem”, diz o criminalista Fábio Tofic Simantob, presidente do IDDD (Instituto de Defesa do Direito de Defesa).
O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, determinou que a corregedoria apurasse os fatos. Segundo ele, a decisão foi ratificada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Qual é o problema do Gilmar Mendes? Se ele e a mulher não estão fazendo nada de errado, por que estranhar a fiscalização da Receita. Agora, Gilmar imita Lula e Flávio Bolsonaro, dizendo que também sofre “perseguição política”. É uma boa candidatura à Piada do Ano. Por fim, há um detalhe importante nesse artigo de Mônica Bergamo: se a Receita investigou o Instituto em 2018 e agora resolveu investigar o casal Mendes, é porque encontrou algo errado. Elementar. (C.N.)
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Qual é o problema do Gilmar Mendes? Se ele e a mulher não estão fazendo nada de errado, por que estranhar a fiscalização da Receita. Agora, Gilmar imita Lula e Flávio Bolsonaro, dizendo que também sofre “perseguição política”. É uma boa candidatura à Piada do Ano. Por fim, há um detalhe importante nesse artigo de Mônica Bergamo: se a Receita investigou o Instituto em 2018 e agora resolveu investigar o casal Mendes, é porque encontrou algo errado. Elementar. (C.N.)