Corrupção de Ricardo Teixeira é atração hoje, na TV britânica BBC. Mas Teixeira fez acordo e não será processado na Suíça. Ele é o Palocci que deu certo.
Carlos Newton
Muita expectativa no ar. A TV britânica BBC exibe hoje uma reportagem revelando que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, admitiu na Justiça suíça ter havido pagamentos de propinas na FIFA , reconhecendo que fez acordo para barrar a publicação dessas informações pelo tribunal da cidade de Zug, na Suíça, no caso da ISL.
Reportagem de Jamil Chade, do Estadão, confirma que o programa da BBC se baseia em investigação do repórter britânico Andrew Jennings, autor de livros sobre os bastidores da FIFA, conforme Helio Fernandes já adiantara aqui no blog da Tribuna da Imprensa.
Entre 1989 e 1999, a empresa de marketing ISL foi a responsável pela venda dos direitos de TV das Copas, maior fonte de renda da FIFA. No início da década, a ISL quebrou e quase levou consigo a Fifa. Um processo foi aberto e se constatou no ano passado que o pagamento de propinas ocorreu dentro da entidade e que a ISL servia como empresa laranja para impedir que o pagamento da corrupção fosse revelado.
“Apesar da comprovação das propinas, os bastidores do processo, depoimentos e culpados foram mantidos em sigilo. Isso porque as partes envolvidas chegaram a um acordo: multa de US$ 5,5 milhões (aproximadamente R$ 8,9 milhões) foi paga como punição. Pela lei suíça, quando há um acordo, os detalhes do processo são mantidos em sigilo”, diz Chade, acrescentando que, segundo o programa “Panorama”, da BBC, audiências do tribunal com Teixeira revelam que ele confirmou o pagamento da propina.
No total, os pagamentos chegaram a US$ 120 milhões (em torno de R$ 195 milhões) ao longo dos anos. O programa vai ao ar às vésperas das eleições na FIFA, marcadas para semana que vem e repletas de polêmicas em torno de corrupção. Joseph Blatter, presidente em exercício, concorre a mais um mandato e no domingo deu murros em um palanque na África do Sul, insistindo: “A Fifa não é corrupta”.
O presidente da CBF foi citado há duas semanas em CPI no Reino Unido por ter pedido favores em troca de votos à Inglaterra para ser sede da Copa de 2018. Questionado, Blatter declarou neste domingo ao jornal suíço NZZ que as acusações que pesam sobre Teixeira não são crimes diante da lei suíça, mostrando que o presidente da CBF continua inatingível. É o Palocci que deu certo.
Fote: Tribuna da Imprensa
terça-feira, maio 24, 2011
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