BRASÍLIA - A ministra Ellen Gracie, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) até o final deste mês, é candidata a uma vaga na Corte Internacional de Justiça, em Haia (Holanda). Em reunião fora da agenda com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, Ellen respondeu a uma sondagem do presidente da República dizendo que se "sentiria honrada" com a indicação para a vaga.
Com a decisão da ministra, o Brasil passa a ter dois candidatos à vaga - o segundo nome é o do juiz e ex-presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos, Antônio Cançado Trindade, que até já está em campanha. O prazo para as indicações à Corte vai até agosto. Ellen vai ser substituída na presidência do Poder Judiciário pelo ministro Gilmar Mendes.
Ellen Gracie tem uma vantagem sobre Cançado Trindade: conta com a simpatia do governo dos Estados Unidos, onde ela morou e estudou. Foi bolsista da Fundação Fulbright entre 1991 e 1992, com vinculação acadêmica à School of Public Affairs at American University. Foi também jurista em residência junto à Law Library of Congress dos EUA.
Ellen tem, ainda, apoios explícitos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do ex-ministro Celso Lafer (Relações Exteriores) e demais integrantes do governo antecessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - que também tem preferência pelo nome da ministra, entre outros motivos porque isso lhe daria o direito de indicar mais um nome para o STF, o oitavo juiz em um plenário que é formado por 11 ministros.
Para o Itamaraty, a campanha de Cançado Trindade é mais simples por dois motivos: primeiro, ele já está fazendo o corpo a corpo para obter votos; em segundo lugar porque uma derrota não significará uma grande perda para o governo, pois alguns dizem que esta é uma candidatura mais pessoal do que de governo. Com a ministra Ellen como candidata patrocinada pelo Planalto, o Itamaraty teria de fazer uma campanha obrigatoriamente vitoriosa.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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