quinta-feira, novembro 06, 2025

O choque entre Haddad e Galípolo no comando da Selic

Publicado em 6 de novembro de 2025 por Tribuna da Internet

Manutenção da taxa foi recebida como uma ruptura silenciosa

Pedro do Coutto

O choque anunciado entre o governo e o Banco Central expôs, de maneira cristalina, uma disputa que vinha sendo empurrada para debaixo do tapete: o rumo da política monetária do país em um momento de desaceleração econômica e pressão social crescente.

A manutenção da taxa básica de juros em 15% pelo Banco Central, sob o comando de Gabriel Galípolo, indicado pelo próprio ministro Fernando Haddad, foi recebida como uma espécie de ruptura silenciosa dentro do governo. Lula esperava que a transição de comando no BC representasse uma mudança gradual, mas firme, no sentido de reduzir juros que considera historicamente elevados.

CONTRADIÇÃO – O gesto de manter a taxa – e ainda sinalizar preocupação com expectativas inflacionárias e incertezas fiscais – foi lido no Planalto como uma contradição direta ao projeto econômico prometido pelo governo.

A crítica pública de Haddad ao Banco Central não surgiu de improviso ou de arroubo retórico. Ela foi sustentada por dados sensíveis: com juros de 15%, o peso da dívida pública – que já corresponde a cerca de 78% do PIB – torna-se um gargalo que pressiona diretamente o orçamento federal, limita investimentos públicos e afeta o crescimento.

Trata-se de uma equação explosiva. Cada ponto percentual a mais nos juros significa bilhões adicionais em despesas para rolar a dívida. Em um país que precisa investir em infraestrutura, serviços essenciais e políticas de redução da desigualdade, os recursos drenados pelos juros se tornam um entrave político e econômico.

JUSTIFICATIVA – No entanto, o Banco Central argumenta que a taxa elevada é necessária para conter pressões inflacionárias e preservar a credibilidade monetária. Parte significativa do mercado financeiro ecoa esse argumento e sustenta que a queda dos juros sem “ancoragem fiscal” seria uma aposta arriscada, capaz de desestabilizar a moeda, elevar o dólar e corroer a confiança de investidores.

Haddad, porém, devolveu o debate ao seu componente político: segundo ele, há setores do mercado que “torcem contra o Brasil”, apostando em instabilidade para preservar privilégios associados à especulação e à renda financeira. A afirmação, reproduzida por grandes veículos de imprensa, não é apenas retórica; ela busca reposicionar o debate público sobre para quem e para que serve a política econômica.

O impasse, portanto, vai muito além da taxa Selic. Ele revela duas concepções distintas de país. De um lado, uma visão que aposta na austeridade como pilar da estabilidade, mesmo diante de seus efeitos recessivos. De outro, a convicção de que o Estado precisa recuperar sua capacidade de induzir crescimento, reduzir desigualdades e fortalecer o investimento produtivo.

OBSTÁCULO – A frustração de Lula e Haddad com o Banco Central é, nesse contexto, a frustração de um governo eleito para reativar a economia, mas que se vê travado por um modelo institucional que, desde a autonomia formal do BC, tornou-se mais resistente à orientação política do Executivo.

A bomba explodiu agora, mas o pavio estava aceso desde o início do mandato. A pergunta que se coloca daqui para frente é: haverá convergência ou aprofundamento da crise? Se o governo não conseguir alinhar discurso fiscal, reconstruir confiança e propor uma trajetória crível de responsabilidade com desenvolvimento, o Banco Central continuará se sustentando no argumento da prevenção inflacionária.

Mas se a economia permanecer estagnada, o debate sobre juros deixará de ser técnico para se tornar, de forma inescapável, social. E aí, como a história brasileira já demonstrou, nenhuma autoridade monetária permanece imune ao país real.

Segurança vira palanque e a operação cria narrativas eleitorais sem solução

Publicado em 6 de novembro de 2025 por Tribuna da Internet


Projeto da Dosimetria vive impasse no Congresso e a anistia também não avança

Publicado em 6 de novembro de 2025 por Tribuna da Internet


Pensem na Rosa de Hiroshima: sem cor, sem perfume, sem rosa, sem nada


Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Paulo Peres
Poemas & Canções

O diplomata, advogado, jornalista, dramaturgo, compositor e poeta Vinícius de Moraes (1913-1980), no poema “Rosa de Hiroshima”, chama à atenção para a barbárie da guerra, sem esquecer as consequências da estupidez (da rosa radioativa) que mata a todos. A mensagem é direta, a fim alertar e despertar consciências para a liberdade do desejo de viver.

Rosa de Hiroshima foi musicada por Gerson Conrad e gravada no primeiro e antológico LP que leva o nome do Secos & Molhados, em 1973, pela Continental.

ROSA DE HIROSHIMA
Vinícius de Moraes

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas

Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária

A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

A Câmara de Jeremoabo e a “maldição dos capuchinhos”

Denúncia grave    - Vamos lá MPBA!


Enquanto vereadores brincam de mudar nomes e datas, o prefeito tenta reconstruir uma cidade destruída pela politicagem.

Hoje pela manhã, um leitor assíduo deste blog fez uma observação curiosa e, ao mesmo tempo, reveladora:

“Não entendo como os vereadores de Jeremoabo ainda não cassaram o nome do Dr. Sá da Escola Municipal Dr. Carvalho Sá, já que nomes de grandes vultos, como as Escolas Reunidas Coronel João Sá e a Escola ACM, já foram apagados da história.”

Minha resposta foi simples, curta e direta: “Porque os estudiosos vereadores devem estar muito atarefados com a trama para mudar a data da emancipação política de Jeremoabo.” Afinal, o Natal está chegando, e parece que precisam de mais algumas diárias para fechar o ano com o bolso aquecido.

Mas é isso, caros leitores — de uma Câmara dessas, nunca duvidem do impossível. Em Jeremoabo, tudo pode acontecer quando o interesse é próprio e o povo fica em segundo plano.

A verdade é que essa busca incessante por motivos fúteis e decisões absurdas tem um quê de simbólico. Muitos dizem que os vereadores estão apenas cumprindo a célebre “maldição dos capuchinhos”, segundo a qual Jeremoabo só crescerá “como rabo de cavalo: para baixo”.

De consolo, o povo ficou livre de um antigo suplício: não precisa mais escutar, em todas as sessões, o bordão “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura” — frase repetida à exaustão como se fosse um grande discurso de sabedoria parlamentar.

E há uma verdade que precisa ser dita sem rodeios: se na gestão passada os vereadores não tivessem alimentado o “quanto pior, melhor”, se, em vez de jogarem para a plateia, tivessem agido de maneira republicana, dialogando com o prefeito de forma civilizada, fiscalizando com firmeza e responsabilidade — e não apenas através de postagens e autopromoções em redes sociais —, talvez Jeremoabo hoje não precisasse estar sendo reconstruída por Tista de Deda.

A Câmara de Jeremoabo fracassou no papel de mediadora, de voz do equilíbrio, de promotora do diálogo institucional. Preferiu o confronto estéril à cooperação construtiva. E o resultado está aí: uma cidade que, após anos de descaso e disputa política, tenta se reerguer das ruínas administrativas deixadas por quem confundiu mandato com vaidade e poder com vingança.

O mais triste é perceber que, enquanto os vereadores se ocupam em rebatizar escolas e brincar de historiadores, as verdadeiras demandas da população continuam esquecidas: ruas esburacadas, escolas sucateadas, falta de medicamentos, transporte escolar precário e servidores desmotivados. Essa é a verdadeira “emancipação” que Jeremoabo precisa — a libertação da política pequena, interesseira e atrasada que ainda insiste em dominar o nosso município.

Mas há um sopro de esperança no ar. O prefeito Tista de Deda, com serenidade e firmeza, vem tentando reconstruir Jeremoabo tijolo por tijolo, com transparência, diálogo e compromisso com o interesse público. Está resgatando a confiança do povo e devolvendo à cidade o respeito que lhe foi tirado. Que esse novo tempo de gestão sirva de exemplo — e que a Câmara, um dia, aprenda que servir ao povo é muito mais nobre do que servir aos próprios interesses.


📝 Nota do autor:
E que venha a próxima sessão da Câmara — talvez nos surpreendam mudando o nome da própria Jeremoabo, quem sabe para “Jeremoabinho”, em homenagem ao tamanho das ideias que ali florescem.
Por José Montalvão – a voz crítica de Jeremoabo

Atenção MPSE, acione judicialmente a Iguá e a Agrese

 

                             Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça

    “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

 

 

 

 

Há mais de um mês um esgoto exala odor insuportável na Rua de Lagarto (AJU), em frente a uma galeria (altura do número 2050) em frente a antiga clínica Homo). A cor esverdeada com água e esgoto.  Vários protocolos e nada. Dizem que é preciso trocar a tubulação, mas não fazem o serviço.

O blog já alertou por várias vezes o governador Fábio Mitidieri que a Iguá está sendo um “calo” para a reeleição dele. E a culpa começa no próprio governo na Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese) que serve apenas com gabide de emprego para apadrinhados políticos.

  A quem recorrer? Quem fiscaliza? Socorro MPSE, acione não só a Iguá, mas os responsáveis pela Agrese que não faz o dever de casa que é “promover e zelar pela eficiência econômica e técnica dos serviços públicos, garantindo aos usuários regularidade, continuidade, segurança, atualidade, universalidade e modicidade tarifária dos serviços regulados”.

 “Iguá inicia operação plena em Sergipe e avança rumo à universalização do saneamento básico”. Manchete da empresa em primeiro de maio deste ano. 8 meses depois a maioria dos sergipanos tem saudades da Deso. Sem contar que seis antes de assumir a gestão da água e esgoto técnicos da Iguá participaram de aç~~oes com a Deso para terem ciência de tudo. É mole governador?

 Só acionando judicialmente os responsáveis o quadro mudará. Vamos lá MPSE!

“Iguá tem pouco tempo” É duro para os sergipanos ouvir alguns comunicadores justificarem que a “Iguá tem pouco tempo” e não fazem criticas. A justificativa deles acaba quando os comerciais começam...Arrepare, eterno Osmário Plim, Plim…

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Ambulância da Prefeitura de Moita Bonita pega fogo com passageiros dentro

 

Veículo seguia em direção ao Hospital Regional de Itabaiana quando começou a pegar fogo.

(Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

Uma ambulância da Prefeitura de Moita Bonita pegou fogo na manhã desta quarta-feira, 5, enquanto trafegava em direção ao Hospital Regional de Itabaiana, no agreste sergipano. No veículo estavam o motorista, um paciente e um acompanhante. Ninguém ficou ferido.

De acordo com nota divulgada pela prefeitura, o motorista percebeu um barulho anormal e fumaça saindo da ambulância logo após passar por um quebra-molas. Ele parou o veículo e retirou os ocupantes em segurança. Em seguida, as chamas se espalharam e o automóvel foi completamente tomado pelo fogo. O Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar o incêndio.

A administração municipal informou que a ambulância estava com as revisões em dia, tendo a última manutenção realizada em 22 de outubro. O veículo, adquirido há dois anos, foi removido do local por um guincho contratado pelo município.

As causas do incêndio ainda estão sendo apuradas.

Por Nicolle Santana e Verlane Estácio

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CAIXA lança concurso com 184 vagas e salários de até R$ 14,9 mil

 As inscrições começam nesta sexta, 7. 

CAIXA lança concurso com 184 vagas e salários de até R$ 14,9 mil (Foto: Marcelo Camargo/ EBC)

A CAIXA anunciou nesta quarta-feira, 5, a abertura de concurso público com 184 vagas para cargos de nível superior. As oportunidades são para arquiteto, engenheiro (civil, elétrico, mecânico e de segurança) e médico do trabalho. As provas serão aplicadas em 1º de fevereiro de 2026, sob organização da Fundação Cesgranrio. O edital será publicado nesta sexta-feira, 7.

Os salários chegam a R$ 14.915,00 para arquitetos e engenheiros, com jornada de 40 horas semanais. Para médicos do trabalho, a remuneração é de R$ 11.186,00, com carga horária de 30 horas semanais.

Além do salário, os aprovados terão benefícios como assistência à saúde, previdência complementar, participação nos lucros, auxílio-alimentação, vale-transporte e auxílio-creche.

O processo seletivo inclui provas objetivas e discursivas, além de avaliação de títulos. Serão reservadas 5% das vagas para pessoas com deficiência, 25% para candidatos negros, 3% para indígenas e 2% para quilombolas.

As inscrições estarão abertas de 7 de novembro a 8 de dezembro de 2025, pelo site da Fundação Cesgranrio. O resultado final está previsto para 26 de maio de 2026. O concurso terá validade de dois anos, podendo ser prorrogado por igual período.

por Verlane Estácio

Com informações da CAIXA

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