quinta-feira, novembro 06, 2025

A Câmara de Jeremoabo e a “maldição dos capuchinhos”

Denúncia grave    - Vamos lá MPBA!


Enquanto vereadores brincam de mudar nomes e datas, o prefeito tenta reconstruir uma cidade destruída pela politicagem.

Hoje pela manhã, um leitor assíduo deste blog fez uma observação curiosa e, ao mesmo tempo, reveladora:

“Não entendo como os vereadores de Jeremoabo ainda não cassaram o nome do Dr. Sá da Escola Municipal Dr. Carvalho Sá, já que nomes de grandes vultos, como as Escolas Reunidas Coronel João Sá e a Escola ACM, já foram apagados da história.”

Minha resposta foi simples, curta e direta: “Porque os estudiosos vereadores devem estar muito atarefados com a trama para mudar a data da emancipação política de Jeremoabo.” Afinal, o Natal está chegando, e parece que precisam de mais algumas diárias para fechar o ano com o bolso aquecido.

Mas é isso, caros leitores — de uma Câmara dessas, nunca duvidem do impossível. Em Jeremoabo, tudo pode acontecer quando o interesse é próprio e o povo fica em segundo plano.

A verdade é que essa busca incessante por motivos fúteis e decisões absurdas tem um quê de simbólico. Muitos dizem que os vereadores estão apenas cumprindo a célebre “maldição dos capuchinhos”, segundo a qual Jeremoabo só crescerá “como rabo de cavalo: para baixo”.

De consolo, o povo ficou livre de um antigo suplício: não precisa mais escutar, em todas as sessões, o bordão “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura” — frase repetida à exaustão como se fosse um grande discurso de sabedoria parlamentar.

E há uma verdade que precisa ser dita sem rodeios: se na gestão passada os vereadores não tivessem alimentado o “quanto pior, melhor”, se, em vez de jogarem para a plateia, tivessem agido de maneira republicana, dialogando com o prefeito de forma civilizada, fiscalizando com firmeza e responsabilidade — e não apenas através de postagens e autopromoções em redes sociais —, talvez Jeremoabo hoje não precisasse estar sendo reconstruída por Tista de Deda.

A Câmara de Jeremoabo fracassou no papel de mediadora, de voz do equilíbrio, de promotora do diálogo institucional. Preferiu o confronto estéril à cooperação construtiva. E o resultado está aí: uma cidade que, após anos de descaso e disputa política, tenta se reerguer das ruínas administrativas deixadas por quem confundiu mandato com vaidade e poder com vingança.

O mais triste é perceber que, enquanto os vereadores se ocupam em rebatizar escolas e brincar de historiadores, as verdadeiras demandas da população continuam esquecidas: ruas esburacadas, escolas sucateadas, falta de medicamentos, transporte escolar precário e servidores desmotivados. Essa é a verdadeira “emancipação” que Jeremoabo precisa — a libertação da política pequena, interesseira e atrasada que ainda insiste em dominar o nosso município.

Mas há um sopro de esperança no ar. O prefeito Tista de Deda, com serenidade e firmeza, vem tentando reconstruir Jeremoabo tijolo por tijolo, com transparência, diálogo e compromisso com o interesse público. Está resgatando a confiança do povo e devolvendo à cidade o respeito que lhe foi tirado. Que esse novo tempo de gestão sirva de exemplo — e que a Câmara, um dia, aprenda que servir ao povo é muito mais nobre do que servir aos próprios interesses.


📝 Nota do autor:
E que venha a próxima sessão da Câmara — talvez nos surpreendam mudando o nome da própria Jeremoabo, quem sabe para “Jeremoabinho”, em homenagem ao tamanho das ideias que ali florescem.
Por José Montalvão – a voz crítica de Jeremoabo

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