quinta-feira, setembro 11, 2025

Moraes desmonta defesa de general e expõe alinhamento direto com Bolsonaro


Trump ameaça: sanções e até poder militar para proteger ‘liberdade de expressão

Publicado em 10 de setembro de 2025 por Tribuna da Internet


STF tem maioria para condenar Mauro Cid por tentativa de golpe


Mauro Cid: Bolsonaro Pediu Mudanças na Minuta do Golpe

Cid é um covarde, que chorou ao saber que seria preso

Deu na BBC Brasil

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para condenar o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid, pelo crime de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito.

Ele é o primeiro réu do chamado “núcleo crucial” a ter maioria por sua condenação. Por ter firmado uma colaboração premiada, sua pena poderá ser perdoada total ou parcialmente.

TRÊS VOTOS – A maioria foi formada após o voto do ministro Luiz Fux. Ele já havia tido o voto por sua condenação dado pelo relator, Alexandre de Moraes, e pelo ministro Flávio Dino.

“Considerando as premissas, a própria colaboração que gera uma autoincriminação e a fundamentação acima, julgo procedente em parte o pedido de condenação, condenando-o pelo crime de tentativa de abolição do Estado democrático de direito”, disse Fux.

Em outro trecho de seu voto, Fux afirma que as provas colhidas pela acusação demonstram que Mauro Cid tinha conhecimento da trama golpista.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Mauro Cid é um militar covarde, que chorou e desmaiou quando soube que ia ser preso. Sua delação é cheia de furos e de denúncias que não foram confirmadas. Pertence a uma linhagem de corruptos. Junto com o pai, general Mauro Cid, e com o irmão, Daniel Cid, criou nos EUA a empresa Cid Family Trust, especializada em nebulosos negócios. No governo Bolsonaro, o general foi presidente da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), onde a raposa ficou tomando conta do galinheiro, digamos assim (C.N.)

No processo de Bolsonaro, Brasil diz que nem tudo é negociável


A imagem mostra um homem parcialmente visível, com a parte superior do corpo e o rosto aparecendo através de uma grade. Ele está usando uma camisa azul e tem cabelo escuro. O fundo é escuro, e a luz incide sobre seu rosto, destacando suas características. A grade cria um efeito de sombras sobre ele.

A grande dúvida é se Bolsonaro será preso na Papuda

Demétrio Magnoli
Folha

Jair Bolsonaro não é Josef K., por mais que Trump e a ultradireita brasileira tentem exibi-lo como o personagem de Kafka esmagado por um Estado judicial tão perverso quanto inescrutável. O processo de Bolsonaro e da sua quadrilha de conspiradores merece o “P” maiúsculo por outra razão: o adjetivo “histórico”, hoje desmoralizado por uso excessivo, aplica-se legitimamente a ele.

O Brasil que sentencia os golpistas está dizendo que nem tudo é objeto de negociação, enquanto os EUA fugiram ao dever de condenar Trump pela sua tentativa de golpe de Estado.

EROSÃO INSTITUCIONAL – O fruto disso não é o retorno do golpista à Casa Branca, algo que deriva das políticas, essencialmente da obsessão identitária do Partido Democrata, mas a erosão geral das instituições que sustentam a democracia americana.

O Brasil segue caminho diverso, submetendo o ex-presidente e uma malta de altos oficiais militares ao império da lei. Nesse passo, rompe-se a tradição da conciliação por cima, que, ao longo da República, premiou tantos inimigos da ordem democrática.

Nosso Processo é uma obra imperfeita. Num tribunal mais cuidadoso com o decoro legal, juízes não pronunciariam discurso políticos retumbantes que antecipam seus votos.

PROCESSO COM DESLIZES – Um tribunal menos ativista ajustaria seu regimento interno às circunstâncias históricas, julgando os réus no pleno de 11 ministros. Um tribunal mais atento ao futuro constrangeria o relator a se declarar impedido, pois ninguém deve ocupar simultaneamente os lugares de magistrado e vítima potencial.

Nenhum dos deslizes do Processo autoriza a utilização do adjetivo “kafkiano”. Os réus beneficiaram-se de amplo direito à defesa. São múltiplas, incontestáveis, provas de que foram deflagrados atos preparatórios para um golpe destinado a anular o resultado das eleições e abolir o Estado de Direito.

Infelizmente, porém, cada um desses deslizes oferecerá pretextos para operações judiciais e políticas destinadas a anular as sentenças.

NADA APRENDEU – O chefe golpista nada aprendeu, como evidencia sua conspiração com uma potência estrangeira para interromper o Processo. O novo crime, que causa danos econômicos a toda a sociedade brasileira, tende a produzir uma involuntária consequência positiva.

Antes da interferência imperial de Trump, cogitava-se no STF poupar Bolsonaro da prisão em regime fechado, condenando-o a uma mansão com vista para o lago.

Depois da sanção tarifária e da aplicação da Lei Magnitsky, tudo indica que desmoronou o ensaio de subordinar a lei às conveniências dos “homens bons”.

SEM “ACERTOS” – O Brasil nunca teve a coragem de julgar os responsáveis pelas violações de direitos humanos durante a ditadura militar, mas agora escolhe rejeitar a via dos acertos espúrios entre elites. O resultado mais relevante do Processo será ensinar às Forças Armadas que a política é território exclusivo dos cidadãos sem armas.

Os governadores da direita e o centrão ensaiam firmar um intercâmbio com Bolsonaro. O ex-presidente apoiaria a candidatura de Tarcísio de Freitas, em troca de futuro indulto presidencial. O pacto indecente, que expõe a fragilidade do compromisso da direita com a democracia, desvia a conclusão do Processo para a esfera política. 

Na prática, as sentenças judiciais só serão confirmadas após as eleições presidenciais de 2026 – e apenas na hipótese de derrota do governador paulista. 


O que é ‘data dump’, citado por Fux neste julgamento de trama golpista


Moraes fala em 'erros e acertos' e destaca colegiado - 11/08/2025 - Poder -  Folha

Voto de Luiz Fux surpreendeu Moraes e abriu nova frente

Raisa Toledo
Estadão

Durante a leitura de seu voto no julgamento da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sete aliados nesta quarta-feira, 10, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a forma como as provas foram apresentadas no processo. Ele usou as expressões em inglês ‘data dump’ e ‘document dump’, que significam, se traduzidas literalmente, “despejo” de dados ou documentos.

Os termos são usados no direito processual para indicar a disponibilização de uma quantidade massiva de informações de forma desestruturada, o que pode dificultar o trabalho jurídico.

DEFESA CERCEADA – Fux afirmou que a conduta compromete o trabalho dos advogados e usou esse argumento para acolher a preliminar da defesa dos réus que alegava violação da garantia da ampla defesa.

“Salta aos olhos a quantidade de material probatório envolvido, até pra mim. Elaborar esse voto foi motivo de extrema dificuldade. Foi exatamente nesse contexto que as defesas alegaram cerceamento de defesa, em razão dessa disponibilidade tardia que apelidei de tsunami de dados, que no direito anglo-saxônico se denomina de ‘document dump’, disse.

Ele acrescentou que o material foi disponibilizado “sem identificação suficiente e antecedência minimamente razoável”.

70 TERABYTES – O material reunido pela acusação ocupa cerca de 70 terabytes, o que equivaleria, segundo ele, “a milhões ou bilhões de páginas”. Para o ministro, isso representa um “abuso do direito de acusar e ausência de justa causa”.

A avaliação de Fux contrasta com a do relator do processo, Alexandre de Moraes, que votou pela rejeição das preliminares apresentadas pela defesa.

Moraes afirmou que todos os documentos e mídias foram disponibilizados às partes e negou uma estratégia deliberada de sobrecarregar os advogados.

SEM TEMPO – Os advogados dos réus argumentam que não tiveram tempo suficiente para analisar todas as provas reunidas pela Polícia Federal no inquérito.

As defesas queriam mais prazo para buscar elementos que eventualmente pudessem enfraquecer a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

As provas usadas na denúncia são selecionadas pela acusação dentro de um universo maior de evidências, como a íntegra de conversas extraídas de celulares apreendidos, arquivos recuperados em computadores e cópias de documentos manuscritos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Moraes agiu como um déspota neste processo, dificultando ao máximo o trabalho das defesas. Exibiu a minuta do golpe como se fosse parte do plano secreto dos conspiradores, mesmo sabendo que era um documento público, já discutido abertamente pelas autoridades. Ainda bem que Fux acordou na undécima hora, quando os réus já estavam praticamente engaiolados. Afinal, porque não se pode fazer um julgamento justo? (C.N.)


Piada do Ano! Lula promete pôr fim à impunidade da elite financeira

Publicado em 11 de setembro de 2025 por Tribuna da Internet

Entre bandeiras importadas e juízes camaleônicos

 

    Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça

 “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No dia em que o Brasil celebrava sua Independência, parte da militância bolsonarista foi às ruas, não sob o verde-amarelo, mas sob as cores da bandeira dos Estados Unidos. O paradoxo não é novo: o patriotismo de fachada, embalado por hinos e retórica nacionalista, sempre teve como estética símbolos importados. A cena, carregada de contradições, ocorreu justamente na data que deveria reforçar a soberania brasileira.

Mas o espetáculo não parou aí. Entre cartazes, discursos exaltados e uma fé quase mística em teorias conspiratórias, muitos manifestantes pareciam viver num universo paralelo. Para eles, Lula não é apenas um adversário político: é uma entidade extraterrestre. Conversam com pneus, enxergam sinais invisíveis e atuam como personagens do filme Homens de Preto, onde a realidade é apenas um detalhe. Trata-se de um retrato de delírio coletivo que mistura política, religião e ficção científica em doses preocupantes.

Enquanto isso, no STF, o julgamento de Jair Bolsonaro e sua malta se arrasta desde terça-feira com os primeiros votos. A pauta é séria, mas não menos contraditória foi a atuação de Luiz Fux. Conhecido como um jus-punitivista ferrenho nos tempos da Lava Jato, agora ensaia ares de libertário. O mesmo magistrado que, no auge da operação, era tratado nos bastidores como aliado confiável — “in Fux we trust”, revelaram mensagens de procuradores — hoje se apresenta como defensor das garantias individuais.

Não é a primeira metamorfose. Fux sempre surpreendeu, seja pela forma como chegou ao Supremo, pelas mãos de Adriana Ancelmo e do então governador Sérgio Cabral — ambos, ironicamente, símbolos da corrupção que depois viriam a ser alvo da própria Lava Jato —, seja pela capacidade de se mover conforme o vento político. Sua trajetória reflete não apenas contradições pessoais, mas também a plasticidade de um tribunal que oscila entre o rigor punitivo e a súbita benevolência, dependendo do personagem em julgamento.

O julgamento, em si, é apenas mais um capítulo de uma história em que política e Justiça se entrelaçam em arranjos improváveis. Mas o pano de fundo — tanto nas ruas quanto no plenário — é o mesmo: um país ainda dividido entre realidades paralelas, contradições institucionais e lideranças que parecem mudar de pele conforme o vento.

Se a Independência nos ensinou algo, é que símbolos importados e certezas absolutas nunca garantiram soberania. O Brasil precisa, antes de tudo, recuperar a capacidade de olhar para si mesmo sem delírios, sem fetiches e sem juízes camaleônicos — ainda que, no Supremo, sempre haja quem se reinvente ao sabor do “in Fux we trust”.

 

 

 

 

 

 

Fusão da Iguá com a Aegea pode afetar concessão em Sergipe. Menos R$ 900 milhões   A fusão da Iguá com a Aegea Saneamento pode afetar a concessão da distribuição de água e esgoto em Sergipe. Conforme o print acima, do resultado do leilão da concessão dos serviços de água e esgoto da Deso, a Iguá venceu com a proposta de R$ 4,5 milhões. E a Aegea ficou em segundo lugar, com a proposta de R$ 3,6 milhões.

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/entre-bandeiras-importadas-e-juizes-camaleonicos/

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