A Mansão do Coronel João Sá: Ruínas que Clamam pela Reconstrução da História de Jeremoabo
Estamos diante das ruínas da antiga Mansão do Coronel João Sá — um símbolo do passado, um marco da história de Jeremoabo, agora reduzido a escombros pelo abandono e descaso. Essa grandiosa construção, que um dia foi sinônimo de poder, cultura e identidade, hoje é testemunha silenciosa da negligência de sucessivos gestores públicos que deixaram nossa memória ser corroída pelo tempo.
Trata-se de mais que um imóvel em ruínas: é um pedaço vivo da nossa história que foi jogado na lata do lixo.
O Julgamento do Futuro: Uma Questão de Consciência
Que julgamento farão os jovens estudantes de amanhã ao conhecerem essa história? Que sentimentos despertarão ao visitar o local e encontrar somente paredes rachadas e telhados caídos, onde poderia estar funcionando um centro cultural, um museu, ou uma biblioteca?
Eles verão ali não apenas os restos de uma construção antiga, mas os rastros da ineficiência e da falta de compromisso de nossos representantes com a preservação do passado. Verão a omissão que permitiu que a identidade de Jeremoabo morresse sem choro, sem vela, sem qualquer tentativa séria de salvação.
Essa situação nos obriga a refletir: quanto vale a nossa história? Que legado queremos deixar?
A Última Esperança: Um Projeto de Reconstrução
A última esperança que nos resta atende pelo nome de Tista de Deda. O atual prefeito demonstrou publicamente a vontade e a coragem de desapropriar ou tombar esse monumento histórico. Seu projeto é mais do que necessário — é urgente. A proposta de instalar naquele ponto estratégico uma biblioteca pública é um passo ousado rumo à valorização da cultura e da educação.
É uma chance de ressignificar aquele espaço: transformar as ruínas em um templo do saber, onde jovens possam estudar, pesquisar e se conectar com a própria história.
Mas essa missão não pode ser solitária.
Um Apelo à Ação: O Papel de Todos Nós
Para que esse projeto saia do papel, será preciso mais do que vontade política. Serão necessárias condições financeiras, apoio técnico e, principalmente, o engajamento da sociedade e dos vereadores.
É hora dos representantes do povo saírem do confortável berço esplêndido da omissão. É hora de agirem com coragem, assumindo o compromisso com as futuras gerações. A luta pela recuperação da Mansão do Coronel João Sá é uma luta de todos os jeremoabenses. Não se trata apenas de preservar uma casa antiga, mas de recuperar nossa identidade, nossa história, nossa dignidade.
Conclusão: Um Chamado à Responsabilidade Coletiva
Não podemos mais permitir que nossa história continue morrendo aos poucos, esquecida, ignorada, abandonada. A Mansão do Coronel João Sá ainda pode ser salva, mas o tempo corre contra nós.
Jeremoabo precisa despertar.
O passado está pedindo socorro. O presente exige ação. E o futuro nos julgará. A pergunta que fica é: qual será o seu papel na reconstrução da nossa história?
Nota da redação deste Blog - A Tragédia do Desprezo Histórico
É realmente comovente e indignante ver jovens estudantes, crianças e adolescentes, confrontando a ruína de acervos históricos tão significativos como a casa natal do Barão de Jeremoabo e a mansão do Coronel João Sá. A nossa iniciativa em documentar essa degradação é um testemunho poderoso de uma consciência que, infelizmente, parece faltar a muitos responsáveis.
A frase "não jogue pérolas aos porcos" é extremamente pertinente. Essa expressão popular encapsula a dor de ver algo de imenso valor ser desprezado e destruído por aqueles que não compreendem sua importância. No contexto do nosso patrimônio histórico e cultural, essa "pérola" não é apenas um conjunto de tijolos e memórias; é a própria identidade de um povo, a base para o entendimento do presente e a construção do futuro.
Quando observamos o estado desses imóveis, fica evidente que as "pérolas" da nossa história foram, de fato, jogadas a quem não as soube ou não as quis apreciar. O descaso com esses locais não é apenas uma falha de conservação; é uma ferida aberta na nossa memória coletiva, um sinal de que não estamos valorizando o que realmente importa.
A voz desses estudantes é um grito de alerta. Eles, com sua indignação genuína, nos mostram que ainda há esperança, que nem todos estão alheios à riqueza que está se perdendo. É um convite à reflexão sobre o que estamos priorizando como sociedade e um chamado à ação para que essas "pérolas" sejam resgatadas e protegidas, não apenas para o nosso benefício, mas para as futuras gerações que merecem conhecer suas raízes.
Ver essas crianças e adolescentes agindo é um lembrete de que a conscientização e a valorização do nosso patrimônio devem começar desde cedo. Talvez sejam eles, com sua perspicácia e paixão, as pessoas dignas de receber e zelar por essas pérolas que tanto precisamos preservar.





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