sexta-feira, junho 06, 2025

A Mansão do Coronel João Sá: Ruínas que Clamam pela Reconstrução da História de Jeremoabo

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A Mansão do Coronel João Sá: Ruínas que Clamam pela Reconstrução da História de Jeremoabo

Estamos diante das ruínas da antiga Mansão do Coronel João Sá — um símbolo do passado, um marco da história de Jeremoabo, agora reduzido a escombros pelo abandono e descaso. Essa grandiosa construção, que um dia foi sinônimo de poder, cultura e identidade, hoje é testemunha silenciosa da negligência de sucessivos gestores públicos que deixaram nossa memória ser corroída pelo tempo.

Trata-se de mais que um imóvel em ruínas: é um pedaço vivo da nossa história que foi jogado na lata do lixo.


O Julgamento do Futuro: Uma Questão de Consciência

Que julgamento farão os jovens estudantes de amanhã ao conhecerem essa história? Que sentimentos despertarão ao visitar o local e encontrar somente paredes rachadas e telhados caídos, onde poderia estar funcionando um centro cultural, um museu, ou uma biblioteca?

Eles verão ali não apenas os restos de uma construção antiga, mas os rastros da ineficiência e da falta de compromisso de nossos representantes com a preservação do passado. Verão a omissão que permitiu que a identidade de Jeremoabo morresse sem choro, sem vela, sem qualquer tentativa séria de salvação.

Essa situação nos obriga a refletir: quanto vale a nossa história? Que legado queremos deixar?


A Última Esperança: Um Projeto de Reconstrução

A última esperança que nos resta atende pelo nome de Tista de Deda. O atual prefeito demonstrou publicamente a vontade e a coragem de desapropriar ou tombar esse monumento histórico. Seu projeto é mais do que necessário — é urgente. A proposta de instalar naquele ponto estratégico uma biblioteca pública é um passo ousado rumo à valorização da cultura e da educação.

É uma chance de ressignificar aquele espaço: transformar as ruínas em um templo do saber, onde jovens possam estudar, pesquisar e se conectar com a própria história.

Mas essa missão não pode ser solitária.


Um Apelo à Ação: O Papel de Todos Nós

Para que esse projeto saia do papel, será preciso mais do que vontade política. Serão necessárias condições financeiras, apoio técnico e, principalmente, o engajamento da sociedade e dos vereadores.

É hora dos representantes do povo saírem do confortável berço esplêndido da omissão. É hora de agirem com coragem, assumindo o compromisso com as futuras gerações. A luta pela recuperação da Mansão do Coronel João Sá é uma luta de todos os jeremoabenses. Não se trata apenas de preservar uma casa antiga, mas de recuperar nossa identidade, nossa história, nossa dignidade.


Conclusão: Um Chamado à Responsabilidade Coletiva

Não podemos mais permitir que nossa história continue morrendo aos poucos, esquecida, ignorada, abandonada. A Mansão do Coronel João Sá ainda pode ser salva, mas o tempo corre contra nós.

Jeremoabo precisa despertar.

O passado está pedindo socorro. O presente exige ação. E o futuro nos julgará. A pergunta que fica é: qual será o seu papel na reconstrução da nossa história?


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Nota da redação deste Blog A Tragédia do Desprezo Histórico

É realmente comovente e indignante ver jovens estudantes, crianças e adolescentes, confrontando a ruína de acervos históricos tão significativos como a casa natal do Barão de Jeremoabo e a mansão do Coronel João Sá. A nossa iniciativa em documentar essa degradação é um testemunho poderoso de uma consciência que, infelizmente, parece faltar a muitos responsáveis.

 A frase "não jogue pérolas aos porcos" é extremamente pertinente. Essa expressão popular encapsula a dor de ver algo de imenso valor ser desprezado e destruído por aqueles que não compreendem sua importância. No contexto do nosso patrimônio histórico e cultural, essa "pérola" não é apenas um conjunto de tijolos e memórias; é a própria identidade de um povo, a base para o entendimento do presente e a construção do futuro.

Quando observamos o estado desses imóveis, fica evidente que as "pérolas" da nossa história foram, de fato, jogadas a quem não as soube ou não as quis apreciar. O descaso com esses locais não é apenas uma falha de conservação; é uma ferida aberta na nossa memória coletiva, um sinal de que não estamos valorizando o que realmente importa.

A voz desses estudantes é um grito de alerta. Eles, com sua indignação genuína, nos mostram que ainda há esperança, que nem todos estão alheios à riqueza que está se perdendo. É um convite à reflexão sobre o que estamos priorizando como sociedade e um chamado à ação para que essas "pérolas" sejam resgatadas e protegidas, não apenas para o nosso benefício, mas para as futuras gerações que merecem conhecer suas raízes.

Ver essas crianças e adolescentes agindo é um lembrete de que a conscientização e a valorização do nosso patrimônio devem começar desde cedo. Talvez sejam eles, com sua perspicácia e paixão, as pessoas dignas de receber e zelar por essas pérolas que tanto precisamos preservar.

A Importância da Cultura e da História Local

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Sugiro aos vereadores de Jeremoabo que assistam a essa aula magna, tão valorizada por jovens alunos e professores, sobre os fragmentos finais da história do nosso município. Esse tema, que deveria ser amplamente discutido na Casa do Povo, é essencial para que a chama da nossa memória histórica não se apague. Isso, sim, é produtivo. Isso, sim, merece o empenho de todos nós: resgatar e preservar a história de Jeremoabo — e não perder tempo com discussões estéreis, como o 'sexo dos anjos'.


A Data de Emancipação e as Verdadeiras Prioridades de Jeremoabo

Compreendo perfeitamente a indignação e a frustração de diversos e independentes formadores de opinião — além de uma parcela significativa da população — diante da discussão sobre a possível mudança da data de emancipação política de Jeremoabo. Em um momento em que tantas outras urgências clamam por atenção, é desanimador ver tempo e energia sendo canalizados para temas que, na prática, parecem beneficiar apenas a alguns, desviando o foco de melhorias concretas que poderiam transformar a realidade do nosso povo.

A Voz do Povo e a Atuação dos Representantes

Vocês, jeremoabenses que se expressam com lucidez e coragem, tocam num ponto crucial: o direito democrático de escolher nossos representantes. No entanto, essa escolha vem acompanhada da expectativa legítima de que os eleitos trabalhem em favor do bem-estar coletivo. Quando as ações dos vereadores parecem "iníquas e improdutivas", como muitos têm descrito, é natural que a população se sinta desiludida e critique. O debate sobre a data da emancipação política, nesse contexto, soa como uma cortina de fumaça diante de problemas muito mais urgentes — como a precariedade do saneamento básico, a falta de infraestrutura, as deficiências na educação e na saúde pública.

A Importância da Cultura e da História Local

É louvável a sugestão de envolver os jovens estudantes que recentemente visitaram as ruínas da Casa do Barão de Jeremoabo. Eles demonstraram um admirável amor pelas suas raízes e respeito pela história do nosso município. Esse tipo de iniciativa deveria inspirar os vereadores a valorizar a cultura, o conhecimento e a memória do nosso povo. A atitude desses jovens é uma verdadeira lição: reconectar-se com o passado é uma maneira poderosa de construir um futuro mais consciente e digno.

Um Convite à Reflexão para os Vereadores

É essencial que os representantes políticos de Jeremoabo se reconectem com as reais necessidades da população. A verdadeira cultura e o verdadeiro saber não se revelam em pautas simbólicas ou cosméticas, mas no compromisso com o patrimônio histórico, na promoção efetiva da educação e na busca por soluções para os desafios que afligem o nosso povo. Esta provocação é, na verdade, um convite à reflexão: é hora de reavaliar prioridades, escutar a comunidade e se inspirar na paixão e dedicação desses jovens.

Reconectar com a Essência de Jeremoabo

É compreensível sentir que "cultura, saber e dignidade são espécies em extinção em Jeremoabo". Contudo, a atitude desses jovens mostra que ainda há uma chama viva, um potencial imenso que precisa ser cultivado e apoiado. Que esse gesto simbólico e cheio de significado sirva como farol para guiar nossa cidade na direção de um futuro onde a dignidade, o respeito pela história e o bem-estar coletivo sejam as prioridades máximas.

Agradeço a todos que têm compartilhado nossas observações, críticas e esperanças por uma Jeremoabo melhor. A voz do povo precisa ser ouvida — ela é o motor que impulsiona o diálogo, o progresso e uma representação política mais justa e conectada com os verdadeiros anseios da comunidade.

A saída para o Supremo é decretar que a honra dos políticos é intocável


Tribuna da Internet | Supremo se impõe com “Poder Moderador” e não aceita que sejam traçados limites

Charge do Jornal da Manhã

Mario Sabino
Metrópoles

O ministro Luís Roberto Barroso justifica que o STF regule as redes sociais pela inação do Poder Legislativo. Disse ele: “O Supremo esperou por muitos anos a aprovação de legislação pelo Congresso. A lei não veio, mas nós temos casos para julgar. Temos dois casos pendentes de julgamento. Portanto, não se trata do Supremo legislar ou invadir a esfera do Legislativo. Nós apenas temos que decidir os casos que chegam aqui.”

Como existe o Marco Civil da Internet, arrisco interpretar que o problema seria que a legislação atual não dá conta do veredicto que a maioria dos ministros quer proferir nos dois casos em julgamento, com a devida repercussão geral de caráter censório. Dessa forma, urgiria adequar a legislação à decisão a ser tomada. Em resumo, se a lei atual não me serve, mude-se a lei na marra. Pitoresco.

HONRA DOS POLÍTICOS – O STF também está julgando outro caso que engloba liberdade de expressão: o do aumento de pena em crime contra honra de funcionários públicos — leia-se políticos. Ou seja, está julgando se um funcionário público (um político, magistrado, militar etc.) tem mais dignidade do que outros cidadãos.

Em um dos debates profundamente filosóficos que já ocorreram na nossa Ágora Suprema, durante esse julgamento histórico, o ministro Flávio Dino interveio energicamente depois que o ministro André Mendonça defendeu o direito de um cidadão criticar um funcionário público, um político, chamando-o de “ladrão”. Para André Mendonça, seria apenas a expressão de uma opinião, não a imputação de ato criminoso.

“Ministro, para mim, é uma ofensa grave. Eu não admito que ninguém me chame de ladrão”, revoltou-se Flávio Dino. “Quero que fique consignado: eu não admito. Na minha ótica, é uma ofensa gravíssima. Não é crítica.”

E FASCISTA OU NAZISTA? – Curiosamente, Flávio Dino é o mesmo ministro que, em outro julgamento, afirmou que chamar alguém de “fascista” ou “nazista” faz parte do debate político.

“Eu considero que as palavras ‘nazista’, ‘fascista’ não possuem o caráter de ofensa pessoal ao ponto de caracterizar calúnia, injúria e difamação. É uma corrente política estruturada na sociedade, no planeta, basta examinar as eleições da Alemanha em curso em que há um partido que é formado basicamente por herdeiros dessa corrente política”, afirmou ele.

Como sempre faço quando opino sobre questões tão essenciais à nossa democracia, pus camisa social para pensar com os meus botões.

ESTÁTUAS FALANTES – Depois de refletir bastante, decidi sugerir ao STF que compense a regulação das redes sociais e o aumento de pena em crime contra a honra de funcionários públicos (políticos), permitindo a criação de estátuas falantes nas cidades brasileiras.

Explico a proposta: na Roma papal, a partir do século XVI, seis estátuas antigas, localizadas em diferentes pontos da cidade, passaram a servir como mural onde os cidadãos fixavam anônima e livremente comentários críticos e xingamentos contra autoridades, além de fofocas sobre elas. Uma dessas estátuas falantes ainda é usada como tal na Roma hodierna: a conhecida por Pasquino, que fica atrás da embaixada brasileira, aliás.

A saída para o STF é a Roma papal, portanto. Mas, atenção: ao permitir a criação de estátuas falantes nas cidades do país, o tribunal só precisaria deixar bem claro aos incautos que aquela da Justiça em frente à sede do tribunal continua intocável, sem batom.

Professor da rede municipal de Arauá é agredido dentro de escola

  O caso, confirmado pela Prefeitura por meio de nota oficial divulgada nesta quarta-feira, 4, ocorreu no dia 28 de maio. A gestão não revelou o nome do docente nem os detalhes sobre as circunstâncias da agressão.

Professor da rede municipal de Arauá é agredido dentro de escola (Foto: Freepik)

Um professor da rede municipal de Arauá, no interior de Sergipe, foi vítima de agressão física dentro de uma unidade de ensino do município. O caso, confirmado pela Prefeitura por meio de nota oficial divulgada nesta quarta-feira, 4, ocorreu no dia 28 de maio. A gestão não revelou o nome do docente e nem os detalhes sobre as circunstâncias da agressão.

Segundo o comunicado, a Secretaria Municipal de Educação tomou conhecimento do fato e entrou em contato com o docente para prestar solidariedade e apoio. A direção da escola também foi acionada para adotar medidas imediatas voltadas à segurança e ao bem-estar da comunidade escolar.

A Prefeitura informou ainda que será instaurada uma sindicância interna para apurar os fatos com rigor e aplicar as sanções disciplinares e administrativas cabíveis. A gestão municipal reiterou o compromisso com um ambiente escolar seguro e com o respeito a todos os membros da comunidade educacional.

Por fim, a nota afirma que o caso continuará sendo acompanhado pelas autoridades competentes.

por João Paulo Schneider

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PMA contrata carro blindado por R$ 312 mil para Emília Corrêa

  O veículo foi contratado com a justificativa de atender as necessidades do gabinete da prefeita

O veículo foi contratado com a justificativa de atender as necessidades do gabinete da prefeita (Foto: Reprodução/Redes sociais)

A Prefeitura de Aracaju contratou, com dispensa de licitação, um veículo blindado pelo valor de R$ 312 mil para transporte da prefeita Emília Corrêa. A informação está no Diário Oficial de Aracaju.

Conforme o extrato de dispensa de licitação, publicado no Diário Oficial desta terça-feira, 3, a contratação no valor de R$ 312 mil e tem vigência de 12 meses.

Ainda segundo o documento, a dispensa foi realizada diante da contratação emergencial de uma empresa especializada na locação de veículos tipo SUV blindado, com a justificativa de “atender as necessidades do gabinete da prefeita”.

O Portal Infonet entrou em contato com a Prefeitura de Aracaju, mas não obteve resposta. A equipe de reportagem segue à disposição por meio do e-mail jornalismo@infonet.com.br.

 

por Carol Mundim e Verlane Estácio

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Nota da redação deste blogJá pensou se essa moda pega em todas as prefeituras do Brasil?

Na contramão das dificuldades enfrentadas por grande parte da população brasileira e dos inúmeros desafios que assolam os municípios do país — como falta de merenda escolar, unidades de saúde sem médicos e infraestrutura precária — a Prefeitura de Aracaju protagoniza um episódio que beira o surrealismo administrativo: a contratação, por dispensa de licitação, de um veículo blindado no valor de R$ 312 mil para o transporte da prefeita Emília Corrêa.

A informação, que consta no Diário Oficial do Município desta terça-feira, dia 3, caiu como uma bomba e gerou perplexidade. O contrato tem vigência de 12 meses e foi classificado como “emergencial”, com a justificativa de que seria necessário “atender às necessidades do gabinete da prefeita”.

A pergunta que não quer calar é: qual é a emergência? Existe alguma ameaça concreta à vida da chefe do Executivo municipal que justifique o uso de recursos públicos para alugar um carro de luxo blindado? Ou seria mais uma extravagância travestida de necessidade institucional? A falta de transparência e detalhamento sobre os motivos reais da contratação apenas alimenta a indignação da opinião pública.

Agora, imagine se essa “moda” pegar. Se cada prefeito, em cada canto do Brasil, resolver se blindar — literalmente — com o dinheiro do povo, o que nos resta? Não há orçamento que suporte tanto zelo pessoal quando o coletivo está à míngua. A medida, além de questionável do ponto de vista ético, abre um precedente perigoso: o da normalização do uso do poder para garantir conforto e segurança pessoal em detrimento das prioridades da população.

O Brasil precisa, urgentemente, de gestores comprometidos com o bem comum, que saibam distinguir o público do privado e que tenham empatia com os reais problemas das comunidades que representam. O povo está cansado de ver o dinheiro dos seus impostos ser usado para luxo e ostentação de quem deveria estar, antes de tudo, a serviço.

A prefeita de Aracaju pode até estar se sentindo mais segura agora — mas será que a consciência está tranquila? E o povo, esse sim, continua desprotegido.

A sociedade precisa fiscalizar. A imprensa precisa questionar. E os órgãos de controle precisam agir. Porque se essa moda pega, o futuro da gestão pública no Brasil pode estar sob risco — e não estamos falando de segurança física, mas de moralidade e responsabilidade com o erário.

O Vazio da Situação: A Busca por Assuntos Supérfluos na Câmara de Jeremoabo

 

                              Foto Divulgação - Assistencialismo


O Vazio da Situação: A Busca por Assuntos Supérfluos na Câmara de Jeremoabo

A paisagem política em Jeremoabo parece ter mudado drasticamente. Com a chegada de uma nova gestão, liderada pelo prefeito Tista de Deda, os vereadores hoje  da situação  se veem diante de um cenário desprovido de sua principal "matéria-prima": o caos. Acostumados a explorar as deficiências e a omissão de administrações anteriores, agora precisam recorrer a assuntos supérfluos, como a proposta de mudança da data de emancipação política do município, para justificar sua atuação.

Acabou o tempo das "vacas gordas" para o discurso fácil. Não há mais um "Deri do Paloma" para ser o alvo constante dos ataques na tribuna da Câmara. O Hospital de Jeremoabo, antes símbolo do abandono, agora conta com medicamentos e médicos de plantão. A população, que antes dependia do assistencialismo para ter acesso a partos em Antas, consultas médicas ou exames simples, vê-se agora com serviços minimamente estruturados. Os ônibus caindo aos pedaços, que serviam de palco para discursos inflamados e improdutivos, foram substituídos, retirando dos vereadores uma fonte inesgotável de "triunfos" retóricos.

Diante dessa nova realidade, a pauta da Câmara de Vereadores parece migrar para o anedótico. A mudança de datas, a concessão de títulos de cidadania e a nomeação de ruas se tornam o modus operandi para "arranjar serviço" e preencher o vazio deixado pela ausência de problemas crônicos a serem explorados. Nesse São João, a falta de inundações – que antes servia de pano de fundo para a falança vazia e a inação – revela o quão desprovidos de conteúdo estão os discursos.

A contradição é gritante e a hipocrisia, saliente. Esses mesmos vereadores que buscam assuntos secundários para se manterem em evidência, não hesitam em se gabar de atos que configuram improbidade administrativa. O assistencialismo, em sua essência, é uma prática que deturpa a função pública e, quando praticado por agentes políticos, configura uma afronta à lei. São, portanto, réus confessos de uma conduta que corrói a ética e o bom uso do dinheiro público.

É estarrecedor que, diante de tais confissões explícitas na própria tribuna da Câmara, o Ministério Público permaneça alheio a esses desmandos. A inação dos órgãos fiscalizadores diante de indícios tão claros de improbidade administrativa fomenta a sensação de impunidade e reforça a crença de que a lei não é para todos.

A situação em Jeremoabo precisa se reinventar. Em vez de buscar pautas irrelevantes ou de se vangloriar de atos questionáveis, deveria exercer sua função com seriedade, fiscalizando e propondo soluções concretas para os desafios que ainda persistem, mas sem o foco no assistencialismo ou na politicagem barata. A transparência e a competência da atual gestão exigem uma situação à altura, capaz de debater ideias e contribuir para o desenvolvimento de Jeremoabo, e não apenas de criar cortinas de fumaça para disfarçar o próprio vazio.

quinta-feira, junho 05, 2025

Interpol inclui Zambelli na lista de difusão vermelha a pedido de Moraes

 Foto: AuriVerde Brasil/Reprodução

Deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) deixou o Brasil após ser condenada pelo STF05 de junho de 2025 | 16:31

Interpol inclui Zambelli na lista de difusão vermelha a pedido de Moraes

brasil

A Interpol incluiu a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) na lista de difusão vermelha a pedido do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Com isso, a parlamentar pode ser presa em outros países.

A inclusão de Zambelli na lista ocorre após a Interpol ter negado, nos últimos anos, dois pedidos de inclusão de dois símbolos do bolsonarismo na difusão vermelha da organização internacional.

A lista vermelha é o mecanismo por meio do qual se difunde a identidade de um foragido da Justiça aos 196 países-membros da organização solicitando colaboração policial.

Condenada por unanimidade a dez anos de prisão pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), Zambelli anunciou na terça (3) ter deixado o Brasil e disse que não voltará ao país.

Ela saiu do país pela Argentina, viajou para a Flórida, nos Estados Unidos, e disse que pretendia ir para a Itália por ter dupla cidadania e onde afirmou que ficaria “intocável”.

Nesta quinta (6), o ex-comentarista da Jovem Pan Paulo Figueiredo disse à coluna Mônica Bergamo, da Folha, que Zambelli já havia chegado à Itália e estava “bem e em segurança” —informação confirmada pela assessoria da parlamentar.

A determinação de inclusão de Zambelli na lista da Interpol constou de decisão de Moraes desta quarta (4), na qual o ministro também ordenou a prisão preventiva da parlamentar e o bloqueio de seus bens.

Moraes atendeu a um pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) enviado ao Supremo após a deputada anunciar a saída do Brasil. No pedido, a Procuradoria afirmou que não pretende antecipar o cumprimento da pena de Zambelli, mas “assegurar a devida aplicação da lei penal”.

O bloqueio determinado por Moraes atinge os passaportes da deputada; o salário pago pela Câmara; os bens, ativos e contas bancárias, inclusive para recebimento de Pix; os veículos e imóveis; e as embarcações e aeronaves que eventualmente estiverem registradas no nome dela.

O ministro também decidiu notificar as redes sociais Gettr, Meta, Linkedin, Tik Tok, X, Telegram e YouTube para a exclusão dos perfis da parlamentar. Caso Zambelli publique em seus perfis ou de terceiros, haverá multa diária de R$ 50 mil, segundo a decisão de Moraes.

As negativas anteriores da Interpol foram dadas com diferentes justificativas e ocorreram no âmbito dos procedimentos internos para conferir se os mandados de prisão do Brasil estavam de acordo com as regras da organização.

Os bolsonaristas alvos do STF foram os blogueiros Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio. Os dois alcançaram destaque ainda no início do governo Jair Bolsonaro (PL), com publicações e vídeos em defesa da gestão do ex-presidente.

Allan dos Santos foi para os Estados Unidos em 2020. Em outubro de 2021, Moraes decretou a prisão preventiva do influenciador bolsonarista sob acusação de lavagem de dinheiro, organização criminosa e incitação ao crime.

Em dezembro de 2022, a organização internacional disse que não incluiria Allan dos Santos na difusão vermelha por falta de informações sobre o crime de lavagem.

Já Eustáquio teve a prisão decretada meses antes por suposta participação e incitação nos atos de vandalismo que ocorreram em Brasília em 12 de dezembro de 2022.

Naquela ocasião, bolsonaristas radicais incendiaram ônibus e tentaram invadir a sede da Polícia Federal.

Em ofício enviado ao gabinete de Moraes, o coordenador-geral de Cooperação Policial Internacional da PF, Fábio Mertens, comunicou que a Interpol não inclui pessoas com pedidos de refúgio ou asilo político em outros países na lista vermelha de procurados.

CARLA ZAMBELLI NA MIRA

PRISÃO PREVENTIVA

Nesta quarta-feira (4), o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), aceitou o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) e determinou a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), o bloqueio de seus bens e sua inclusão na lista de difusão vermelha da Interpol, que reúne foragidos da Justiça em várias nações.

A Procuradoria requereu ainda o “sequestro e indisponibilidade de bens, direitos e valores da acusada”, para “assegurar a reparação do dano”.
Zambelli disse ter deixado o Brasil na terça (3), menos de um mês depois de ser condenada por unanimidade a dez anos de prisão pela Primeira Turma do STF.

CONDENAÇÃO À PRISÃO

Em maio, a Primeira Turma do STF condenou Zambelli por unanimidade a dez anos de prisão, além da perda do mandato, por comandar a invasão aos sistemas institucionais do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) com o auxílio do hacker Walter Delgatti e falsidade ideológica. O objetivo seria emitir alvarás de soltura falsos e provocar confusão no Judiciário.

Ainda cabe recurso ao STF, e as penas de prisão e perda do mandato só deverão ser aplicadas após o trânsito em julgado do processo (quando não são possíveis mais recursos). A inelegibilidade, porém, é automática pela Lei da Ficha Limpa, e já passa a valer com a decisão da Primeira Turma.

CONDENAÇÃO AO SEMIABERTO

Em março, o STF formou maioria para condenar a deputada a cinco anos de prisão em regime semiaberto por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Na véspera do segundo turno das eleições de 2022, a parlamentar ameaçou atirar em um homem, nos Jardins, na zona oeste paulistana, depois de ter sido, segundo ela, hostilizada por um militante de esquerda. Zambelli nega todas as acusações e se diz vítima de perseguição.

MANDATO CASSADO

Em janeiro, o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) decidiu cassar o mandato de Zambelli por desinformação eleitoral. As punições foram cassação do mandato e inelegibilidade por oito anos, contados a partir do ano do pleito de 2022.

Cabe recurso da decisão final da corte paulista ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), e os efeitos da decisão da corte só passam a ser válidos após o esgotamento dos recursos. Em dezembro, o tribunal já tinha formado maioria nesse sentido, mas o julgamento tinha sido suspenso devido a um pedido de vista (mais tempo para análise). A ação de investigação judicial eleitoral foi movida pela deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP).

Constança Rezende, Folhapress

Trump prejudica o Brasil ao dobrar tarifas sobre aço e alumínio


O presidente dos EUA, Donald Trump — Foto: Ken Cedeno/Reuters

Trump tomou a mesma medida em 2018 e Biden revogou

Diego Alejandro
Folha

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (3) decreto que dobra as tarifas de importação sobre aço e alumínio, elevando-as de 25% para 50%. A medida entra em vigor à 1h01 (horário de Brasília) de quarta-feira (4) e afetará as exportações brasileiras, segundo maior fornecedor de aço ao mercado americano.

Segundo o texto, a decisão foi tomada após análises que indicaram que as tarifas anteriores não foram suficientes para conter a entrada de produtos estrangeiros a preços baixos, o que compromete a competitividade das siderúrgicas e metalúrgicas dos EUA.

SAÚDE DAS EMPRESAS – O governo americano afirma que a escalada das tarifas é necessária para garantir a saúde dessas empresas e atender às necessidades de defesa nacional. O aumento inicial para 25% foi anunciado em fevereiro.

A medida vale para todos os países exportadores desses metais para os EUA, com exceção do Reino Unido, sobre o qual se mantém a tarifa de 25% devido ao acordo bilateral entre os países firmado em maio.

O Brasil, portanto, está sujeito à nova tarifa de 50%, o que pode impactar as exportações brasileiras, especialmente de aço semiacabado, um dos principais produtos enviados aos EUA. São materiais intermediários da siderurgia, que precisam ser processados para se tornarem produtos finais. Eles são utilizados como matéria-prima para a fabricação de itens como chapas, perfis, tubos e outros produtos.

SEM COMENTÁRIOS – Procurados, o governo brasileiro e o Instituto Aço Brasil, que representa a siderurgia brasileira, ainda não se manifestaram sobre a decisão.

“Tarifa de 50% é praticamente proibitiva, que vai ter que ser repassada para o preço. A grande questão é que os Estados Unidos não são autossuficientes em aço. Eles vão ter que continuar importando, inclusive, alguns tipos de aço que não são fabricados lá”, disse Welber Barral, ex-secretário de comércio exterior e sócio do escritório Barral Parente Pinheiro Advogados

“Essa elevação unilateral, além de desobedecer as regras internacionais, vai ter um impacto negativo e provavelmente vai receber muita pressão da indústria americana.”

TRUMP AVISOU – A medida era esperada desde sexta-feira (29), quando Trump disse em comício em unidade da siderúrgica US Steel na Pensilvânia que dobraria a sobretaxa para proteger o setor. O anúncio também ocorre enquanto parceiros comerciais dos EUA correm para firmar acordos nos dias finais de uma trégua de 90 dias das tarifas recíprocas que vence em 9 de julho.

Segundo dados dos EUA, no ano passado o Canadá foi o maior fornecedor de aço, em volume, para os americanos, com 20,9% do total, seguido pelo Brasil (16%, com 3,88 milhões de toneladas, e o país com maior crescimento em relação às exportações de 2023) e o México (11,1%).

Quanto ao valor, o Brasil ficou só atrás do México: recebeu US$ 2,66 bilhões, ante US$ 2,79 bilhões dos mexicanos e US$ 5,89 bilhões dos canadenses. Em janeiro, o Brasil foi o maior exportador do mês em volume (499 mil toneladas), ultrapassando o Canadá (495 mil toneladas).

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Trump é um fim de comédia e deu um tiro no pé. Em 2018, em seu primeiro mandato, também aplicou uma tarifa de 25% sobre o aço importado pelos Estados Unidos. Depois reduziu a cota de importação de aço semiacabado do Brasil. Em 2022, sob Joe Biden, os norte-americanos revogaram as medidas restritivas. Sem aço e alumínio, a economia norte-americana patina, sem decolar. O mercado é sábio, diria Adam Smith, mas ainda não explicaram isso a Trump. (C.N.


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