quinta-feira, fevereiro 03, 2022

Formosa do Rio Preto: Após pedido do CNJ, comarca diminui processos parados há 100 dias

 por Francis Juliano / Mauricio Leiro

Formosa do Rio Preto: Após pedido do CNJ, comarca diminui processos parados há 100 dias
Foto: Reprodução / AIBA

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) requereu que a vara da Comarca de Formosa do Rio Preto priorize o andamento e julgamento dos processos paralisados há mais de 100 dias, devendo encaminhar à corregedoria do CNJ, extrato atualizado da quantidade de processos em estado de conclusão e que estejam na secretaria. Com o pedido, a comarca diminuiu em 50% o número de processos paralisados. 

 

"Realize o levantamento de todos os processos de júri pendentes de julgamento e preste as devidas informações à Corregedoria Nacional de Justiça, particularizando-se em quais deles os réus se encontram encarcerados. Nestes, é imperiosa a reavaliação das prisões, de modo a aferir a existência de ilegalidades que eventualmente possam justificar o relaxamento (excesso de prazo, por exemplo). Deve-se, ainda, informar as datas dos fatos e da prescrição pelas penas em abstrato", aponta trecho divulgado no diário oficial do TJ-BA, desta quarta-feira (2).

 

A Juíza Assessora Especial da CCIN, da 2ª e 4ª regiões, Liz Rezende de Andrade realizou reunião de alinhamento para as medidas no dia 23.07.21, onde participaram os juízes em atuação na comarca de Formosa do Rio Preto, Joel Firmino Nascimento Júnior e Oclei Alves; os servidores da comarca (a escrivã, Alaece Moreira; o analista judiciário Everton; os oficiais de justiça Marisa e Wadson; a escrevente Sandra; a servidora cedida Patrícia Serpa e a a conciliadora Akemi); a Chefe de Gabinete da Presidência do TJBA, Clio Nobre; a Secretária Judiciária do TJBA, Bianca Henkes, bem como a sua assessora Liz Oliveira; e o membro do GMF, Juiz Antonio Faiçal.

 

Em cumprimento ao pedido, o juiz da Comarca de Formosa do Rio Preto/BA, Joel Firmino do Nascimento Júnior acelerou a ação. "O Magistrado da comarca informou a redução efetiva do número de feitos nesta condição. Como forma de demonstrar tal assertiva, mencionou que, no momento de sua designação para atuação na comarca de Formosa do Rio Preto, em 27.04.2021, o número de processos parados há mais de 100 dias era de 1.436 processos; no dia 26.10.2021, existiam 794 processos (redução de 50%)", apontou documento. 

 

"O magistrado destacou, também, o fato de tratar-se do maior município em extensão territorial do Estado da Bahia, e, ainda assim, possuir dois Oficiais de Justiça de carreira, inclusive um deles com sério problema de saúde, alegando, por tal razão, dificuldade no cumprimento dos expedientes respectivos. Consignou que existem comunidades que distam mais de 300 km da sede do Município, o que, por si só, ocasiona retardo no cumprimento dos mandados pelos Oficiais de Justiça, ensejando, muitas vezes, paralisação dos processos, que permanecem aguardando o cumprimento de tais expedientes, e acabam ingressando na estatística dos parados há mais de 100 dias", pontuou o magistrado.

 

O CNJ ainda concedeu 20 dias para que as informações detalhadas sobre os itens pendentes do relatório fossem apresentados.

 

TERRITÓRIO MARCADO POR AÇÕES

A cidade de Formosa do Rio Preto é marcada por um conflito fundiário. A região é alvo de acusações de grilagem de terra e é utilizada para produção de grãos. Agricultores apontam que tiveram a posse e propriedade subtraída, através de registro cartorial de imóvel, cumulado com decisão judicial com possível incidência de fraude e estelionato, acrescido a atos de tráfico de influência e suborno.

 

O movimento ocorrido na região foi base para a apuração do esquema de grilagem investigado na Operação Faroeste, que também mirou magistrados do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). 

Bahia Notícia.


Nota da redação deste Blog - 

A justiça e o tempo


A célebre frase de Rui Barbosa parece ressoar diuturnamente aos profissionais do Direito e também a (alguns) legisladores, que tentam a qualquer custo vencer o tempo e proporcionar aquela justiça que não seja tardia, pois, se na demora não se faz justiça, a lógica faz crer que na celeridade (respeitado o devido processo legal formal e substancial) há a celebração da mais virtuosa justiça.

Nessa toada, em 1969 o Pacto de San José da Costa Rica homenageia o princípio da celeridade, cuja ratificação no Brasil se deu em 1992. Além disso, no ano de 2004 o poder constituinte derivado estabeleceu através da Emenda 45, que a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação - art. LXXVIIICF/1988.

Tal regra destina-se não somente aos profissionais do Direito e aos administradores públicos, mas, sobretudo, aos legisladores, na criação de leis que favoreçam o bom e rápido desempenho processual.

Em disparada, deu-se a criação de inúmeros meios para tornar o processo mais célere e, portanto, mais eficiente, dentre os quais merecem realce: o alargamento dos casos merecedores de tutela de urgência, o julgamento antecipado da lide, a sentença liminar de improcedência do pedido, as súmulas impeditivas de recurso, bem como as súmulas vinculantes e o processo judicial eletrônico. A regra (ao menos formalmente) passou a ser a da rapidez na entrega jurisdicional, com o fito de evitar o quanto possível a vagareza do processo.

Ainda como mecanismos de celeridade e desburocratização podem ser citados: a vedação de férias coletivas nos juízos e tribunais de segundo grau, a proporcionalidade do número de juízes à efetiva demanda judicial e à respectiva população, a distribuição imediata dos processos, em todos os graus de jurisdição, a possibilidade de delegação aos servidores do Judiciário para a prática de atos administrativos e atos de mero expediente sem caráter decisório, a necessidade de demonstração de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso para fins de conhecimento do recurso extraordinário e a instalação da justiça itinerante.

Obviamente que o sistema processual judiciário necessita de alterações infraconstitucionais, que privilegiem a solução dos conflitos, os meios alternativos para resolução das lides, a distribuição de justiça e maior segurança jurídica, afastando-se sempre de tecnicismos exagerados.

E o tempo, acreditou-se, foi vencido pela astúcia legislativa.

Ledo engano!

Proudhon disse que a “justiça, sob diversos nomes, governa o mundo, natureza e humanidade, ciência e consciência, lógica e moral, economia política, política, história, literatura e arte. (...) Que imaginar de mais universal, de mais forte, de mais perfeito do que a justiça?” (apud. PERELMAN, Chaïm. Ética e Direito. Trad. Maria Ermantina de Almeida Prado Galvão. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2005, p.8).

O tempo

A justiça não pode vencer o tempo, não pode governá-lo nem ser-lhe mais perfeita ou imperfeita. A justiça só pode com ele conviver. Porque o mesmo tempo que transforma tudo em quase nada, que consome a vida e aos poucos as boas lembranças, leva também consigo a ideia de justiça (ainda que uma ideia utópica), de modo que para aquele que se relaciona com o processo no Direito é dado apenas dois caminhos a seguir: o da celeridade ou o da morosidade. Ambos, se não trilhados de forma a prestigiar o devido processo legal, levam a um único destino – a injustiça. Afinal, conforme bem esclarecido por Michael Sandel: “Justiça não é apenas a forma certa de distribuir as coisas. Ela também diz respeito à forma certa de avaliar as coisas” (“Justiça – o que é fazer a coisa certa”. Trad. Heloísa Matias e Maria Alice Máximo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011, p.323).

No processo, o que verdadeiramente importa não é a luta contra o tempo, já que não se pode vencê-lo, mas a capacidade de se avaliar da maneira mais correta possível a demanda proposta, na luta contra as injustiças, poesia do trabalho.


Daniel Marques de Camargo. Advogado, Professor Universitário, Mestre em Ciência Jurídica e autor de obras jurídicas diversas.

Hugo Pires. Professor de redação do ensino fundamental e médio, acadêmico de Direito e pós-graduando em Direito Civil e Processual Civil.

https://danieldecamargo.jusbrasil.com.br/artigos/138416618/a-justica-e-o-tempo



Mais um Montalvão da nova geração se destacando.

 

Filho sei que essa vitória vai impulsionar outras buscas e abrir novos horizontes, sempre apontando para um futuro muito luminoso. Sempre acreditei que esse dia chegaria!
Feliz demais🙏🙏
MEDICINA!
@victormontalvs @juliuscezarsouzasantos
@ocolegiomontessori
@medicinauniftc


Nota da redação deste Blog - É isso " quem sabe faz a hora"; a hora é essa.
Parabéns e sucesso JOÃO VICTOR
Pode ser uma imagem de texto que diz "Processo Seletivo 2022.1.2 Tradicional MEDICINA Nome ses Classificação 41 eira 42 43 44 45 46 47 48 49 No. Insc. 552516 552945 555478 558240 556249 552180 554584 559076 556223 553082 558647 555686 559096 555551 553475 558890 553652 554567 557315 552881 551592 558710 553111 552418 555908 557288 Situação Aprovado Aprovado Aprovado Aprovado Aprovado Aprovado Aprovado Aprovado Aprovado Aprovado Aprovado Aprovado Aprovado Aprovado Aprovado Aprovado Aprovado Aprovado Aprovado Aprovado Joao Victor Montalvao Danielli 50 51 52 53 54 55 56 57 58 Fe' uvd 59 60 61 62 63 64 65 66 oares Aprovado Aprovado Aprovado Aprovado Aprovado Aprovado"

.

Vereador pede e leva golpes de cinto na Câmara; veja vídeo

 O vereador de Goiânia Sargento Novandir (sem partido) usou roupa de palhaço, colocou uma pistola sobre a tribuna e pediu para um colega lhe dar chibatadas de cinto na terça, 1, ao discursar no plenário da casa legislativa.


Novandir dizia ter sido enganado pela prefeitura da cidade em uma votação do Código Tributário que incluía reajuste do IPTU. O vereador afirmou que o secretário de finanças do município, Geraldo Lourenço mentiu para ele quanto à votação, disse que Lourenço “deveria voltar para Brasília” por estar atrapalhando Goiânia e que procuraria uma forma de revogar a lei, que causou um aumento no imposto.

No início do discurso, uma narração anunciou a entrada de Novandir em tom jocoso. “Atenção, senhoras e senhores, respeitável público, prazerosamente, carinhosamente, apresenta o vereador sargento Novandir, no qual foi humilhado, enganado e feito de palhaço”. Novandir, com nariz de palhaço e fazendo malabares, começou a falar. No final, relembrou outra ocasião em que levou o cinto para o plenário. “Teve uma vez que eu tirei um cinto aqui e disse que um vereador merecia levar um couro de cinto. Ele merecia um couro de cinto. E o senhor também”, disse. Na sequência, disse que ele próprio merecia apanhar como punição e pediu que um colega batesse nele com o cinto. O vereador Ronilson Reis (Podemos) se aproxima e aplica as chibatadas de maneira leve, enquanto Novandir deixa a arma sobre a tribuna.

“Vou guardar aqui a minha arma. E é para dar cintada mesmo, vereador. Dá com força. Dá com força”, pediu o sargento da Polícia Militar, logo antes de encerrar o discurso. Confira o vídeo das cintadas – basta dar play, e volte alguns minutos para ver o discurso inteiro.

https://www.regiaonoroeste.com/materias

Nota da redação deste Blog -  Quem deveria seguir esse exemplo seria o/ou os vereadores de Jeremoabo que foram " enganados propositalmente" ao votarem no desmembramento da Secretária Municipal de Cultura, Lazer. Turismo e Esporte,   dizendo que votou com o povo, só que esqueceu de dizer que era o "povo da famiglia".
Os vereadores com honrosas exceções, estão sendo pagos para zombar da cara do povo que depositou um voto de confiança; para aprovar essa aberração, desconsideraram até o Procurador Jurídico da Câmara; com isso não há desculpa, erraram   conscientemente  de proposito, carta marcada.
  


Arthur Lira será julgado pelo STF por suposta propina

03/02/2022 as 09:05 | Brasil | Jovem Pan

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), abriu mão do recurso e será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva, em 2019, pelo suposto recebimento de propina de R$ 1,6 milhão da empreiteira Queiroz Galvão por meio de um assessor parlamentar, segundo as investigações da Operação Lava Jato. Três meses depois, o Ministério Público recuou e retirou a acusação com argumento de fragilidade probatória, contradições nas narrativas dos relatores e falta de elementos que comprovem o recebimento de dinheiro ilegal. A defesa apresentou recurso ao STF e os advogados tentaram convencer a Corte a arquivar o caso.

No entanto, o relator, ministro Edson Fachin, entendeu que, com a acusação formalizada, não cabia a ele decidir sobre os desdobramentos da denúncia e manter o julgamento. Com isso, a defesa de Lira desistiu do recurso que pedia o arquivamento, porque sustenta que não há provas de crimes. A denúncia deve ser julgada a partir desta semana no plenário virtual.

https://www.regiaonoroeste.com/

 

Vacinação contra a Covid: mais de 75% da população vacinável está totalmente imunizada; 2 milhões de crianças tomaram a 1ª dose




Dose de reforço foi aplicada em mais de 48 milhões de pessoas; número corresponde a 24,21% da população vacinável, com 5 anos de idade ou mais.

Os dados do consórcio de veículos de imprensa deste quarta-feira (2) mostram que 150.416.056 pessoas estão totalmente imunizadas. Este número representa 70,02% da população. A dose de reforço foi aplicada em 48.452.157 pessoas, o que corresponde a 22,55% da população.

A população com 5 anos de idade ou mais (ou seja, a população vacinável) que está parcialmente imunizada é de 82,83%, a população com 5 anos ou mais que está totalmente imunizada é de 75,15% e a população com 5 anos ou mais que tomou a dose de reforço é de 24,21%. Nos dois casos, a grande maioria do percentual é formada pela população adulta.

15 estados e o Distrito Federal divulgaram números da vacinação de crianças entre 5 e 11 anos: Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. No total, 2.188.009 doses foram aplicadas em crianças, que estão parcialmente imunizadas. Este número representa 10,67% da população nessa faixa de idade que tomou a primeira dose.

4 estados não divulgaram dados da vacinação na população geral. Rondônia e Amapá informaram que não conseguiu divulgar os dados por conta de problemas no LocalizaSUS. Em nota enviada à TV Globo, o Ministério da Saúde informou que foi identificada uma instabilidade na ferramenta de extração de dados de Síndrome Gripal Leve nesta quarta-feira, mas que o sistema já foi estabilizado.

Estados com maiores percentuais de totalmente imunizados (2ª dose + dose única): SP (79,47%), PI (76,91%), MG (73,83%), MS (72,74%) e PR (72,48%).

Brasil, 2 de fevereiro

    Total de pessoas que estão totalmente imunizadas (que receberam duas doses ou dose única): 150.416.056 (70,02% da população total e 75,15% da população vacinável*)

    Total de pessoas que receberam a dose de reforço: 48.452.157 (22,55% da população total e 24,21% da população vacinável*)

    Total de pessoas que estão parcialmente imunizadas (que receberam apenas uma das doses necessárias): 165.789.371 (77,17% da população e 82,83% da população vacinável*)  *população com 5 anos de idade ou mais

    Total de crianças de 5 a 11 anos que tomaram a primeira dose: 2.188.009 (10,67% da população entre cinco e 11 anos)

    Total de doses aplicadas: 364.657.584 (77,76% das doses distribuídas para os estados)

    22 estados e o DF divulgaram dados novos: AM, RJ, PR, PB, AC, MG, MA, SE, RS, RN, BA, CE, DF, GO, MS, SP, PA, PI, SC, RR, ES, PE, TO

    4 estados não divulgaram dados novos: AL, AP, MT, RO

O levantamento é resultado de uma parceria do consórcio de veículos de imprensa, formado por g1, "O Globo", "Extra", "O Estado de S.Paulo", "Folha de S.Paulo" e UOL. Os dados de vacinação passaram a ser acompanhados a partir de 21 de janeiro.

G1

Piada - Bolsonaro: sempre respeitaremos harmonia dos poderes

 




Em tensão com o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Jair Bolsonaro (PL) prometeu sempre respeitar a harmonia entre os poderes durante seu discurso na solenidade de abertura do ano legislativo,

Hoje, o ministro Alexandre de Moraes deu 15 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre relatório da Polícia Federal (PF) que apontou crimes do chefe do Executivo por divulgar dados sigilosos sobre o ataque hacker aos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Bolsonaro fez o aceno ao Judiciário e ao Congresso, mas disse esperar que a regulação da mídia e da internet "não seja feita por nenhum outro poder". Uma das principais ferramentas digitais do bolsonarismo, o Telegram está na mira da Justiça Eleitoral por não colaborar no combate às fake news.

O presidente disse ter uma "satisfação muito grande" de retornar ao Congresso. "Recinto em que fiz grandes amigos", declarou o presidente sobre a Casa onde atuou por 28 anos.

OCDE

O convite feito pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para dar andamento aos trâmites de entrada do Brasil na entidade também foi citado por Bolsonaro em seu discurso no Congresso. "A organização reúne as economias mais avançadas do mundo", destacou o presidente. Ele reconheceu que o início do processo foi no governo Temer.

Ainda sobre relações internacionais, Bolsonaro elogiou a diplomacia brasileira. "Atuamos na construção de maior e melhor inserção do País nos fluxos globais", disse o presidente, que ainda atribuiu a recente entrada de capital estrangeiro no Brasil como "prova inequívoca da confiança do investidor".

Estadão / Dinheiro Rural

Câmara deve votar legalização de jogos de azar e chance de aprovação é alta

 




O projeto de lei que legaliza jogos de azar no País volta à pauta do Congresso. Com o retorno das atividades parlamentares nesta quarta-feira, 2, a Câmara deve pautar o texto ainda em fevereiro. Se aprovada, a matéria vai regularizar práticas como bingos, cassinos, caça-níqueis e jogo do bicho no País.

A proposta enfrenta a oposição da bancada evangélica e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Mesmo assim, no fim de 2021, foi aprovado um requerimento de urgência para a tramitação da matéria. A expectativa entre parlamentares é que o texto passe pelo plenário e avance para o Senado.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), prometeu pautar o projeto em breve. Relator da proposta, o deputado Felipe Carreras (PSB-PE) calcula que a regulamentação dos jogos de azar geraria R$ 20 bilhões de arrecadação por ano. Ao defender o texto, cita como principal argumento o incentivo ao Turismo e a geração de postos de trabalho.

"A pandemia aumentou o desemprego no País. Os jogos de aposta vão formalizar empregos que já existem e os investimentos robustos que virão com os resorts integrados com cassinos vão gerar milhares de empregos", afirmou Carreras.

De olho no eleitorado evangélico, o presidente Jair Bolsonaro (PL) sinalizou que pode vetar o projeto, caso o texto seja aprovado no Congresso. Em entrevista à rádio Viva FM, do Espírito Santo, em 17 de janeiro, o chefe do Executivo disse que os jogos de azar não são bem-vindos no Brasil. Por outro lado, Bolsonaro lembrou que os parlamentares podem derrubar seu veto e preservar a proposta original.

Em 16 de dezembro, o requerimento de urgência para a tramitação da proposta foi aprovado com 293 votos a favor, 138 contra e 11 abstenções. Na ocasião, houve um acordo nos bastidores para que a bancada evangélica não obstruísse a votação no plenário, como havia ocorrido anteriormente. Em troca, Lira pautou também uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que isenta imóveis alugados por igrejas do pagamento do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU).

Agora, os evangélicos prometem "trabalhar dobrado" para barrar o projeto. "Tenho convicção de que, com articulação melhor, vamos reverter o resultado", diz o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ). O parlamentar argumenta que a legalização dos jogos geraria um problema de saúde pública, devido ao vício, e afirma que não haveria mecanismos de controle para evitar a lavagem de dinheiro.

Membro da bancada evangélica, o deputado Otoni de Paula (PSC-RJ) também critica a proposta. Na visão dele, possíveis benefícios da legalização dos jogos seriam superados pelos efeitos colaterais. "Isso desagregaria as famílias, leva aos piores vícios do homem, gera endividamento", afirmou.

Além dos evangélicos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), de fé católica, também se posicionou contrária à aprovação do projeto. "Particularmente neste ano eleitoral, a CNBB assume o compromisso de acompanhar atentamente essa tramitação e divulgar amplamente o nome dos parlamentares que escolherem deixar suas digitais nessa delituosa afronta ao povo brasileiro", diz trecho de uma nota divulgada nesta terça-feira, 1º.

O relator Felipe Carreras disse que o posicionamento contrário "faz parte da democracia", mas que o tema será decidido pelo plenário. "A gente respeita totalmente o posicionamento da bancada, mas a Câmara é a expressão da população. A maioria vai decidir", disse o parlamentar. "Meu sentimento é que os parlamentares estão enxergando essa oportunidade de criação de emprego e não vão virar as costas para a população."

A Frente Parlamentar da Segurança Pública, também conhecida como bancada da bala, é contrária à legalização dos bingos, mas admite a regulamentação do jogo do bicho. Sobre os cassinos, há uma divisão. "O pessoal é favorável à regularização do jogo do bicho, até porque seria um jogo oficial, que arrecadaria recursos para o Estado e tiraria da mão de facções criminosas, dos bicheiros que estão ganhando sozinhos com isso", diz o deputado Capitão Augusto (PL-SP), líder da bancada.

De acordo com o parlamentar, uma das demandas, em caso de aprovação do projeto, é que os impostos relacionados aos jogos de azar sejam destinados para a segurança pública.

Estadão / Dinheiro Rural

Opas diz que não há motivo para preocupação adicional por subvariantes da Ômicron




Gerente de incidentes na covid-19 da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Sylvain Aldighieri afirmou nesta quarta-feira, 2, que, até o momento, foram descobertas quatro subvariantes da Ômicron, mas que ainda não há motivo para preocupação adicional, uma vez que esse fenômeno já era esperado.

"Não há evidências de mudanças no comportamento clínico ou epidemiológico em nenhuma das quatro subvariantes", disse Sylvain Aldighieri, em coletiva de imprensa, quando questionado sobre subvariante BA.2, que foi identificada no México e na Argentina.

Aldighieri também defendeu que deve haver cautela na descrição da Ômicron como uma cepa "menos severa", já que ela ainda pode provocar casos graves de coronavírus em algumas pessoas.

Estadão / Dinheiro Rural

EUA avaliam medidas contra potenciais riscos à segurança trazidos pelo TikTok

 




O governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, caminha para revisar regras federais a fim de lidar com potenciais riscos à segurança do TikTok e de outros aplicativos detidos por empresas estrangeiras, oito meses após optar por não forçar o fechamento da plataforma de compartilhamento de vídeos sediada na China. O Departamento do Comércio concluiu recentemente um período de comentários públicos sobre a mudança de regra proposta, que amplia o monitoramento federal para incluir explicitamente aplicativos que poderiam ser usados por "adversários estrangeiros para roubar ou de outra maneira obter dados", segundo um memorando no Federal Register, o Diário Oficial americano.

Sob a regra, o secretário do Comércio poderia na prática barrar aplicativos estrangeiros considerados riscos inaceitáveis à segurança.

Isso poderia forçar plataformas de mídia social, como TikTok e outros aplicativos ligados à internet, a se submeter a auditorias, exames de seus códigos fontes e monitoramento do uso dos dados dos usuários, segundo a regra proposta.

As Forças Armadas dos EUA já proibiram seus membros de usar o aplicativo em dispositivos do governo. Alguns congressistas, como o senador Mark Rubio, dizem que a Casa Branca atua muito lentamente para apresentar um plano abrangente nessa frente.

O TikTok, da ByteDance, empresa sediada na China, não quis comentar o assunto.

Já a embaixada chinesa em Washington disse que os EUA não devem exagerar o conceito de segurança nacional e politizar questões econômicas.

Estadão / Dinheiro Rural

Jornalismo x jornalixo: a eterna batalha (1).




Por Fernão Lara Mesquita (foto)

Não é exatamente de glórias a história da imprensa na democracia.

Está longe de ser exata a afirmação de que o homem é um animal racional. A razão particulariza e isola e, antes de ser racional a nossa espécie é gregária. O terror atávico do bicho homem é o da solidão. Na esmagadora maioria dos casos adota esta ou aquela postura diante dos fatos não porque, ele com sua consciência, se tenha resolvido por ela, mas para ter a aprovação da tribo à qual quer continuar pertencendo. E para provar que pertence, a História confirma, não ha limite: troca Jesus por Barrabás , prega o seu salvador numa cruz, adere ao linchamento do irmão, denuncia o próprio pai ao carrasco e, com tanta determinação que, ao longo das eras, com sinistra regularidade, se tem despenhado atras de “líderes” nos mais negros precipícios, como aquelas manadas africanas.

O jornalixo põe-se em campo com a primeira disputa de poder da democracia moderna. Precede o jornalismo instituição em quase 100 anos. É tão mais presente e dominante no cenário da comédia humana quanto a mentira sobre a verdade. A intriga, as falsas acusações, os linchamentos morais, os assassinatos de personagem, a disseminação do terror … o apelo à emoção com o propósito deliberado de expulsar das disputas de poder a razão e os fatos, sempre foram a sua linguagem.

A constituição americana é o resultado do milagre histórico da momentânea superação do ego. O poder não estava em causa. George Washington era o líder inconteste destinado a ser o primeiro presidente. A inspiração do gênio de Alexander Hamilton, de extrair da jovem confraria dos “fundadores” os compromissos do segredo e do anonimato sobre as discussões que seriam travadas na sala da Convenção Constitucional da Filadélfia – tudo que de lá saísse seria apresentado como obra de todos, sem revelar jamais o teor das dissensões havidas – permitiu a criação do primeiro regime político da História deliberadamente produzido pela razão com o propósito específico de dar a cada ser humano o direito inalienável de “buscar a felicidade” como melhor lhe aprouvesse, e não como resultado indireto das vaidades, do sangue derramado e dos ódios gerados na luta pelo poder numa revolução.

Mas a guerra das Gazettes, na imediata sequência, que o Alexander Hamilton, de Ron Chernow, reconstitui em todas as suas sórdidas e atualíssimas minúcias, é o retorno triunfante da força da natureza…

Hamilton, que cometera o imperdoável pecado de ser o preferido de George Washington (que fez dele o artífice das primeiras instituições da nova república) usava a intermitente Gazette of the United States, espécie de precursor do Diário Oficial, para explicar suas ações ao público. Do ciúme que isso provocava em Thomas Jefferson, levando James Madison de arrasto, todos ministros do mesmo governo, nasceu The National Gazette, tocada pelo venenoso mercenário da pena Philip Freneau que o autor da Declaração de Independência fora buscar na França para, com a mão que escrevia o que ele ditava, destruir – nem mais, nem menos que destruir – o personagem que, lá nos seus medos, aparecia-lhe como uma ameaça ao sonho de ser presidente.

E haja lixo!

Nenhum grau de ignomínia foi banido do arsenal. A campanha foi sistemática e corrosiva. Falava em conspiração com a Inglaterra para a volta da monarquia, insinuava corrupção de que nunca houve o mais tênue sinal, invadia intimidades, intrigava esposas contra maridos. Um “depoimento” de uma amante fortuita que, em conluio com seu rufião, chantageava Hamilton, foi o tiro mais baixo. E como sempre acontece, o factóide vira fato. Ganha vida própria.

Hamilton resiste à “fritura” até que sente-se na obrigação de responder aos ataques. Tenta faze-lo num tom superior mas, encurralado, acaba descendo àquele mesmo em que vinham os ataques sucessivos. Instala-se um rio de fel em que ele vai aos poucos se afundando. E no fim, deixa-se matar num duelo/suicídio, desencantado com o regime que ajudara a criar, o mais genial e autenticamente self made dos iniciadores da terceira jornada da democracia na Terra.

O jornalismo demoraria quase 100 anos (e cinco milhões de mortos depois numa guerra civil) para mostrar a cara. Viria como remédio para salvar de si mesma uma democracia que nascera defeituosa. Joseph Pulitzer (1847-1911), reza a lenda, teria chegado a nado aos Estados Unidos. Mal falava inglês quando se atirou do navio que o trouxe da Hungria para alistar-se como mercenário no exército da União na Guerra Civil. Emprega-se, depois da guerra, no St. Louis Dispatch e, mais adiante, como correspondente em Washington do New York Sun. Torna-se dono do jornal de St. Louis e já é uma figura de destaque quando casa-se com uma mulher da elite social da cidade. Aos 36 compra o New York World e o relança como The World, que faz decolar dos 15 mil para mais de 600 mil exemplares, a maior tiragem de seu tempo.

Como Steve Jobs, mais tarde, é o primeiro a entender que “a apresentação é tudo”. É ele que inventa o jornal de títulos e manchetes garrafais. E é também o primeiro que põe seu time na rua, fazendo reportagens sobre a vida dos imigrantes, a violência policial e a corrupção que os explorava. Não sei em que momento a consciência da função institucional do seu métier se sobrepõe ao talento do empreendedor. São necessárias as duas pernas para dar cada passo. Pulitzer ensaia e erra. Descamba frequentemente para o sensacionalismo na concorrência com William Randolph Hearst que copia parte de sua receita. Cria páginas de esporte, seções para mulheres, espaço para humor, aborda crimes e desastres. Inventa o jornalismo de serviço…

Mas faz também o que ninguém ainda tinha feito na página de opinião. E em muito alto nível. Não é mais a tribuna de um dos “lados” da luta pelo poder. Proclama-se um defensor dos sem-voz; abraça decididamente a causa da democracia. É o primeiro a ver o jornalismo como um serviço público e um parteiro de reformas. Embarca totalmente na luta pelas bandeiras da Progressive Era. “Poder para o povo“; a virada antitruste; recall, referendo e iniciativa como ferramentas para quebrar a resistência do establishment…

É ele quem cria o modelo do jornalismo democrático. Aos 43 anos, cego, abandona as redações. E vaticina: “Nossa república e sua imprensa vão florescer ou decair juntas … Uma imprensa cínica, demagógica e mercenária vai produzir, com o tempo, um povo igual a ela. O poder de determinar o futuro de nossa república estará nas mãos dos jornalistas das gerações futuras”.

Ele e Sam McClure, seu contemporâneo, fundador da revista McClure’s e “inventor” do jornalismo investigativo, de grandes reportagens apuradas em profundidade e com força para desafiar com a arma da verdade robber barons do calibre de John Rockefeller, dos donos das ferrovias, de J. P. Morgan e o mais que, em conluio com as máquinas partidárias corruptas, vinha estrangulando a democracia com o garrote dos monopólios, compõem as duas frentes do jornalismo moderno e dão a pauta moral dos Estados Unidos de seu tempo.

McClure, mais um curador, que um inventor, não tinha o tino empresarial de Pulitzer. Mas era um gênio para encontrar talentos e formar equipes. Todos os melhores escritores de seu tempo dos dois lados do Atlântico – Mark Twain, Conan Doyle, Rudyard Kipling, Robert Louis Stevenson, Bram Stocker, J. Fenimore Cooper e tantos outros – lançaram-se pelas páginas da McClure’s. E seus repórteres muckrakers (“revolvedores da merda”) como Ida Tarbel, Ray Stannard Baker, Lincoln Steffens e outros, trabalhando frequentemente afinados com o presidente reformista Theodore Roosevelt, fizeram os Estados Unidos da gilded age tremer nas bases.

Os dois elevam o jornalismo a instituição da Republica. Mostram ao país, entre outros feitos, os remédios da democracia direta suíça que resgataram a democracia americana e lançaram os Estados Unidos modernos.

Mas desde o nascimento, essa faca tem dois gumes. E o primeiro é o que corta mais fundo, como se verá no capítulo de amanhã.

Vespeiro

Em destaque

Quando o lucro passa na frente da segurança: um alerta grave no Assaí da Adélia Franco

Quando o lucro passa na frente da segurança: um alerta grave no Assaí da Adélia Franco Ir ao supermercado é um ato rotineiro, quase automáti...

Mais visitadas