quinta-feira, agosto 05, 2021

Decisão de Alexandre de Moraes explode o governo Bolsonaro e antecipa desfecho da crise

Publicado em 5 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Cícero (Jornal Ação Popular)

Pedro do Coutto

No final da tarde de ontem, a jornalista Natuza Nery, da GloboNews revelou a decisão do Ministro Alexandre de Moraes aceitando a inclusão do presidente Jair Bolsonaro no inquérito das fake news por suas atitudes contrárias à democracia e à Constituição Federal na medida em que, sem provas, acusou a eficiência do sistema eleitoral de votação e ameaçou o país com a não realização do pleito presidencial de outubro de 2022.

A manifestação dos ministros do Supremo talvez não seja unânime por causa da posição do ministro Nunes Marques, mas de qualquer forma a posição do STF foi imediata e frontal no enquadramento do presidente da República.

SEM SAÍDA –  Jair Bolsonaro ficou sem saída. Ou ele parte para concretizar as suas ameaças de ruptura institucional, sugerindo uma atitude de força contra a democracia e a liberdade ou terá, na prática, renunciado ao cargo para o qual foi eleito em 2018. Não há meio termo. Ou desaba o titular do Planalto ou a democracia.

É praticamente impossível que as Forças Armadas apoiem as ameaças de Bolsonaro. Não tem cabimento nenhum tais atitudes. O país está se tornando centro de atenção de vários olhares internacionais. O governo terminou, pois o maior oposicionista do poder central é o próprio Bolsonaro a esta altura dos acontecimentos. Não há clima para se chegar a um cenário conciliador.

O clima excedeu as expectativas e acelerou uma solução que não tem mais retorno. O governo perdeu o poder e o Brasil precisa efetuar a substituição de Bolsonaro pelo vice Hamilton Mourão, de forma urgente através do Congresso Nacional. A crise desaba no Planalto e as instituições devem prosseguir resistentes às ações golpistas. Não são as primeiras, mas Deus queira que sejam as últimas. No vazio de poder, Bolsonaro já não comanda mais o país.

ANA MARCELA, NOVA HEROÍNA  –  Foi efetivamente heroica a conquista de Ana Marcela Cunha ao vencer a maratona aquática de 10 quilômetros nos Jogos de Tóquio. Com seus cabelos verde e amarelo, a baiana de Salvador fez uma ótima prova e deixou para trás suas adversárias na reta final. Ela completou a distância de 10 km em 1h59min30s8, pouco à frente da holandesa Sharon van Rouwendall (1h59min31s7). O bronze foi para a australiana Kareena Lee, com 1h59min32s5.

Da mesma forma que outros heróis do esporte brasileiro, e são tantos, Ana Marcela alcança a glória eterna e devolve a todos nós, no fundo, um orgulho de pertencermos a este país que, apesar dos governantes catastróficos, pulsa e se emociona com exemplos de superação de atletas que encontraram dificuldades para exercer as suas vocações.

ESPELHO – Mas isso é próprio da história do esporte e da história da arte, faz parte do próprio destino humano que conduz a encontros e desencontros. Na verdade, nós não somos somente nós. Somos nós e os outros e até mesmo nós nos outros, atravessando um espelho para encontrar uma expressão que caracterize momentos de emoção, de alegria, mas também de sofrimento e de tristeza. Glória ao esporte brasileiro.

As reportagens de Bruno Marinho e Letycia Cardoso, O Globo de ontem, figuram entre as que mais destacaram a importância da conquista de Ana Marcela. Em tempo, até o momento em que escrevo, Bolsonaro não enviou uma palavra de apoio sequer aos nossos atletas olímpicos.

Novo parecer sobre voto impresso reduz poderes do TSE e passa investigações eleitorais para a Polícia Federal

Publicado em 5 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Imagem

Charge do Zé Dassilva (Arquivo Google)

Camila Turtelli
Estadão

Às vésperas de a proposta de adoção do voto impresso ser analisada pela comissão especial do Congresso, o relator do projeto, deputado Filipe Barros (PSL-PR), protocolou nesta quarta-feira, 4, um novo parecer sobre a medida. A nova versão ganhou um dispositivo para reduzir o poder do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas investigações sobre processos de votação e outro para permitir que eleitores possam acompanhar a contagem manual dos votos na seção eleitoral.

Há ainda uma alteração que, segundo especialistas, derruba a regra de que as mudanças só poderiam ocorrer um ano após aprovadas, ou seja, as mudanças teriam validade imediata e para as eleições de 2022.

COMISSÃO ESPECIAL – O novo texto tem previsão de ser analisado pela comissão especial nesta quinta-feira, 5. Caso seja aprovado, vai ao plenário da Casa, onde, para seguir para o Senado, precisa do apoio, em dois turnos, de três quintos dos parlamentares (mínimo de 308 votos favoráveis).

A movimentação do governo sobre o assunto ocorre no mesmo dia em que o presidente da Câmara, Arthur Lira, disse que confia no sistema atual das eleições, mas que há espaço para debater o assunto no Congresso, porque, segundo ele, uma parcela da população não teria a mesma avaliação.

As mudanças apresentadas por Filipe Barros também se dão no momento em que o presidente da República, Jair Bolsonaro, eleva o tom nas críticas ao presidente do TSE, ministro Luis Roberto Barroso, e nos ataques à democracia, instituições e autoridades, colocando em suspeição a realização das eleições no ano que vem caso a medida não seja implementada no Brasil.

EMPAREDANDO  O TSE – No novo texto, Barros determina que investigações sobre o processo de votação devem ser conduzidas de maneira “independente” da autoridade eleitoral e que esse trabalho tem que ficar a cargo da “Polícia Federal, sendo a Justiça Federal de primeira instância do local da investigação o foro competente para processamento e julgamento, vedado segredo de justiça”, diz o texto. Ao Estadão/Broadcast, o parlamentar afirmou que o dispositivo é “para garantir investigações céleres e isentas”.

Barros também retirou um artigo da versão anterior que dizia que o TSE editaria normas e adotaria medidas necessárias para assegurar o sigilo do exercício do voto. O deputado fez ainda mudanças para garantir que qualquer pessoa possa acompanhar a apuração manual dos votos, apesar de não estar detalhado como isso ocorreria.

“A apuração consiste na contagem dos votos colhidos na seção eleitoral, pela mesa receptora de votos, publicamente por meio da presença de eleitores e fiscais de partidos, imediatamente após o período de votação e gera documento que atesta o resultado daquela seção eleitoral”, diz o texto. “Apuração tem que ser pública. É ato administrativo. Apuração secreta só em ditaduras”, disse Barros.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A pretexto de facilitar a auditagem das urnas eletrônicas, a Câmara na verdade está redigindo um pacote tão extenso que a maioria do deputados vai votar no escuro, sem sabe do que se trata. É lamentável(C.N.)  


TCU decide processar Pazuello, Elcio Franco e dois secretários da pasta por omissão na pandemia

Publicado em 5 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Pazuello admite que denúncia da Covaxin não foi investigada e diz que Elcio  Franco "não viu ilegalidades" - Brasil 247

O general e o coronel falharam e causaram muitas mortes

André Shalders
Estadão

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu na tarde desta quarta-feira, dia 4, abrir dois processos contra o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e o então número 2 na gestão dele, o coronel da reserva Elcio Franco, além de dois secretários atuais do Ministério da Saúde. No entendimento da maioria do tribunal, os quatro contribuíram para piorar o quadro da pandemia ao repassar responsabilidades que antes eram do governo federal para Estados e municípios.

A proposta vencedora foi a do relator do caso no TCU, o ministro Benjamin Zymler. Além de Pazuello e Elcio Franco, também serão processados os secretários de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros; e de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos, Hélio Angotti Neto.

A VOTAÇÃO  – Acompanharam o voto de Zymler os ministros Bruno Dantas, Marcos Bemquerer, Vital do Rêgo e Aroldo Cedraz. A divergência foi aberta pelo ministro Jorge Oliveira – ex-ministro da Secretaria-Geral de Jair Bolsonaro, ele chegou ao TCU indicado pelo atual presidente da República. Votaram com Oliveira os ministros Walton Alencar e Raimundo Carreiro.

No entendimento da maioria do plenário, Pazuello e os demais erraram ao mudar o plano de contingência do Ministério da Saúde para repassar a Estados e municípios a responsabilidade de manter estoques de medicamentos, insumos e testes, entre outros produtos. O relatório da área técnica também disse que a pasta agravou a situação da pandemia ao ignorar determinações anteriores da Corte no fim de 2020, quando a pandemia de covid-19 arrefeceu momentaneamente no Brasil.

Os quatro serão alvo de dois processos: um para averiguar se eles descumpriram determinações do TCU, e que pode resultar no pagamento de multa; e um segundo, mais amplo, para apurar a responsabilidade de cada um nas omissões encontradas pela Corte na atuação do Ministério da Saúde durante a pandemia. Este último pode resultar até mesmo no impedimento de assumir cargos públicos.

MULTA ARQUIVADA – Durante o julgamento, o ministro Bruno Dantas chegou a pedir multa imediata para Pazuello e Elcio Franco, no valor de R$ 33,9 mil, e de R$ 20 mil para os demais. A sugestão, porém, não prosperou.

 “Nós temos que ter responsabilidade com a vida. Uma vida não tem preço. Quem assinou o ato de (posse como) ministro, como secretário-executivo, tem que entender que está tratando com vidas. Não está tratando de uma UBS (Unidade Básica de Saúde) que construiu ou deixou de construir, uma maternidade, um aterro sanitário. Neste caso, são vidas que poderiam ser salvas se as determinações do TCU tivessem sido cumpridas. Eu falo com exemplo em casa”, disse o ministro Vital do Rêgo ao votar para manter as multas aos gestores do MS.

O Tribunal de Contas tem o poder de aplicar multas e determinar o ressarcimento dos danos, além de punir servidores com a inabilitação para assumir cargos públicos. Quem é condenado pode recorrer no próprio TCU e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Sócio da Precisa diz à PF que braço direito de Pazuello cobrava a entrega da vacina Covaxin

Publicado em 4 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Francisco

Maximiano já devia estar preso desde o primeiro golpe

Paulo Cappelli e Aguirre Talento
O Globo

O empresário Francisco Emerson Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, afirmou em depoimento à Polícia Federal que o coronel Elcio Franco, então secretário-executivo do Ministério da Saúde e braço direito do ministro Eduardo Pazuello, fez cobranças pela entrega da vacina indiana Covaxin.

A Precisa assinou um contrato de R$ 1,6 bilhão com a pasta para fornecer 20 milhões de doses do imunizante fabricado pelo laboratório Bharat Biotech. O negócio entrou na mira da CPI da Covid por suspeitas de irregularidades.

PREÇO E RAPIDEZ – Dois fatos chamaram a atenção da comissão parlamentar: o preço de US$ 15 por dose da vacina indiana, o mais caro negociado pelo Ministério da Saúde, e o prazo recorde da celebração do contrato.

Mesmo tendo sido alertado pelo Itamaraty sobre “dúvidas” em relação à eficácia, à segurança e ao valor do imunizante, o governo brasileiro fechou acordo com a Precisa em 97 dias, enquanto com a Pfizer levou 330 dias; com a AztraZeneca, 123 dias; com a Sinovac, 154 dias; e com a Janssen, 184 dias.

Em seu depoimento, Maximiano negou irregularidades na negociação, disse que o preço de US$ 15 por dose da vacina, o mais caro contratado pelo Brasil, foi definido internacionalmente pelo laboratório indiano Bharat Biotech, responsável pela fabricação do imunizante. Ele afirmou ainda que coube à Bharat a elaboração de documentos de importação, que geraram suspeitas de irregularidades.

COM O CORONEL – A respeito de suas relações com o coronel Elcio Franco, disse o empresário: “Estive em reuniões no ministério pra discutir as questões da entrega. Ele era uma das pessoas que nos cobrava aí a entrega. Aliás, aquele era um momento em que todo mundo queria a vacina. Então conheço, mas sempre nas instalações do ministério, em agendas oficiais, devidamente identificado lá na portaria – afirmou.

A Covaxin entrou na mira da CPI da Covid após os senadores terem constatado que foi a vacina mais cara adquirida pelo Brasil, o quádruplo da AstraZeneca, por exemplo. A comissão parlamentar tenta apurar como a representante da fabricante no Brasil, a Precisa, lucrou com a transação avaliada em R$ 1,6 bilhão para fornecer 20 milhões de imunizantes e se houve repasses de vantagem indevida a agentes públicos. O contrato da vacina, que foi cancelado, também é alvo de investigação do Ministério Público Federal. Ao fim, nenhuma vacina foi entregue e nada foi pago.

MAIS EVASIVAS – Questionado sobre uma reunião em novembro do ano passado com o Ministério da Saúde, na qual houve previsão de que o preço da Covaxin fosse de US$ 10, Maximiano afirmou que não houve uma oferta da vacina naquela ocasião porque ainda não era possível saber qual seria o preço final do imunizante.

Maximiano foi questionado sobre a produção de três documentos “invoice” enviados ao ministério para dar início ao processo de importação, que continham erros e suspeitas de irregularidades, como a previsão de pagamento antecipado apesar de o contrato estipular que o pagamento só seria feito após entrega dos imunizantes. Ele afirmou que esses documentos foram produzidos pela Bharat e que não havia previsão de pagamento antecipado pelas doses do imunizante.

– Em nenhum momento passou pela nossa cabeça que alguém daria um visto e seriam creditados US$ 45 milhões na nossa conta, na conta da Bharat – disse.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Pelo depoimento do empresário, fica claro que se trata de um homem santo, que visita a Índia como emissário de Madre Teresa de Calcutá, para salvar o pobres. Na verdade, é um tremendo cara-de-pau. Mas não pode ser condenado, porque o crime não se consumou. Mas já devia estar em cana pelo crime anterior, quando vendeu R$ 20 milhões em medicamentos, não entregou e ficou com o dinheiro, que inexplicavelmente lhe foi antecipado, e 14 pacientes do SUS morreram de imediato devido à falta dos remédios para doenças raras(C.N.) 

quarta-feira, agosto 04, 2021

Nordestina: Ex-prefeito é punido por irregularidades em licitações

 


Nordestina: Ex-prefeito é punido por irregularidades em licitações
Foto: Reprodução / Bonfim Notícias

Os conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) acataram, nesta quarta-feira (4), uma denúncia formulada contra o ex-prefeito da cidade de  Nordestina, Erivaldo Carvalho Soares, por irregularidades em processos licitatórios realizados para o fornecimento de tickets de abastecimento de combustível para os veículos do município, no exercício de 2020. Os contratos foram celebrados com as empresas Nutricash e Auto Posto Ceará.

De acordo com o relator do processo, conselheiro José Alfredo Rocha Dias, determinou o ressarcimento aos cofres municipais da quantia de R$36.104,25, com recursos pessoais, referentes ao abastecimento de veículos não identificados ou daqueles que não pertencem à frota do município. O ex-prefeito também foi multado em R$5 mil.

A denúncia foi formulada por vereadores de Nordestina, que indicaram a ausência de carimbo de identificação do responsável nos documentos que comprovam o recebimento dos produtos e da relação dos veículos que estariam sendo abastecidos às custas da prefeitura. Apontaram, ainda, um possível superfaturamento nos meses de janeiro e fevereiro, vez que os valores dispendidos teriam ultrapassado em muito a média de consumo da municipalidade em comparação às aquisições realizadas no mesmo período em exercícios anteriores.

Ainda segundo o órgão, os  auditores do TCM, durante a análise do processo, confirmaram que o montante gasto nos dois primeiros meses de 2020 corresponde a cinco vezes – da média – os recursos gastos com a mesma finalidade em igual período nos três exercícios anteriores, o que indica um aumento de 500% desses gastos. Também foram identificadas notas fiscais sem o nome da pessoa que atesta o recebimento do produto e processos de pagamento sem a relação dos veículos atendidos em abastecimento, havendo, inclusive, o registro da placa de veículos utilizados pelas polícias, que supostamente consumiram os combustíveis.

O conselheiro José Alfredo concluiu pela existência de irregularidades nos procedimentos adotados pela administração municipal, inclusive os gastos exorbitantes apontados pelos vereadores. Destacou, em seu voto, que a atuação do gestor demonstra desrespeito aos princípios administrativos da legalidade e da eficiência, porque deixou de observar regras mínimas estabelecidas pela Lei Geral de Licitações e pelas Normas Gerais de Direito Financeiro, e, sequer, conseguiu comprovar a efetiva prestação do serviço ou fornecimento do produto.

Em relação ao abastecimento das viaturas da Polícia Militar e Polícia Civil, as quais devem ser abastecidas com recursos do Governo do Estado da Bahia, o ex-prefeito não apresentou nenhum convênio de cooperação que pudesse legitimar esse fornecimento de combustível. O procurador Danilo Diamantino, do Ministério Público de Contas, opinou pela procedência da denúncia, com a sugestão de aplicação de multa ao ex-prefeito de Nordestina. Sugeriu, também, a determinação de ressarcimento de todo o valor despendido em abastecimento sem identificação do veículo ou de veículo que não pertença à frota da prefeitura. Cabe recurso da decisão.

Bahia Notícias

Bolsonaro acusa inquérito de Moraes e ameaça 'antídoto' fora das '4 linhas da Constituição'


por Ricardo Della Coletta | Folhapress

Bolsonaro acusa inquérito de Moraes e ameaça 'antídoto' fora das '4 linhas da Constituição'
Foto: Reprodução / Flickr Palácio do Planalto

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Numa nova escalada na crise institucional aberta com o Judiciário, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reagiu nesta quarta-feira (4) à sua inclusão como investigado no inquérito das fake news e disse, em tom de ameaça, que o "antídoto" para a ação não está "dentro das quatro linhas da Constituição".
 

"Ainda mais um inquérito que nasce sem qualquer embasamento jurídico, não pode começar por ele [pelo Supremo Tribunal Federal]. Ele abre, apura e pune? Sem comentário. Está dentro das quatro linhas da Constituição? Não está, então o antídoto para isso também não é dentro das quatro linhas da Constituição", disse Bolsonaro, em entrevista à rádio Jovem Pan.
 

A crítica de Bolsonaro se refere ao fato de o inquérito das fake news -e a sua inclusão nesta quarta como investigado- ter sido aberto de ofício, e não a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República).
 

No caso do inquérito das fake news, a abertura ocorreu por decisão pelo então presidente do STF Dias Toffoli e posteriormente referendado pelo plenário da corte.
 

A inserção de Bolsonaro como alvo da investigação, por sua vez, ocorreu a pedido do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso.
 

A ameaça de agir fora dos limites constitucionais foi repetido em outra ocasião na entrevista.
 

"O meu jogo é dentro das quatro linhas [da Constituição]. Se começar a chegar algo fora das quatro linhas, eu sou obrigado a sair das quatro linhas, é coisa que eu não quero. É como esse inquérito, do senhor Alexandre de Moraes. Ele investiga, pune e prende? É a mesma coisa".

Bahia Notícias

CPI entrará com habeas corpus no STF e notícia crime por inquérito da PF

CPI entrará com habeas corpus no STF e notícia crime por inquérito da PF
Foto: Reprodução / Senadoleg

Com a abertura de investigação pela Polícia Federal para apurar o vazamento de depoimentos sigilosos enviados pela PF à CPI da Covid-19, a direção da comissão vai acionar a Advocacia do Senado para entrar com habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) trancando o inquérito.

 

Além disso, os senadores querem apresentar uma notícia crime contra o ministro da Justiça, Anderson Torres, e o diretor-geral da PF, Paulo Maiurino, por tentativa de intimidação dos trabalhos da comissão, com base no artigo 4 da Lei 1579/52, segundo o Metrópoles

 

“Essa insistência autoritária não prosperará. Não mandem notinhas para cá, podem castigar nas milícias digitais, nas milícias reais e fazer a honrosa polícia federal em polícia política, não importa. Não vamos parar”, disse Randolfe, ao final da sessão.

 

O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), disse que esta seria “uma tentativa de intimidação”. “Podemos adestrar algumas pessoas, mas não a instituição”, ressaltou.

Bahia Notícias

Moraes inclui Bolsonaro em inquérito das fake news e aponta 11 crimes já identificados

Publicado em 4 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Brum (Charge Online)

Márcio Falcão e Fernanda Vivas
TV Globo — Brasília

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta quarta-feira (4) a inclusão do presidente Jair Bolsonaro como investigado no inquérito que apura a divulgação de informações falsas. A decisão de Moraes atende ao pedido aprovado por unanimidade pelos ministros do TSE na sessão desta segunda-feira.

A apuração levará em conta os ataques, sem provas, feitos pelo presidente às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral do país. Mesmo após ser eleito, Bolsonaro tem feito nos últimos três anos reiteradas declarações colocando em dúvida a lisura do processo eleitoral.

NOTÍCIAS E AMEAÇAS – O inquérito das fake news foi aberto em março de 2019, por decisão do então presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, para investigar notícias fraudulentas, ofensas e ameaças a ministros do Supremo Tribunal Federal.

O ministro Alexandre de Moraes é o relator dessa investigação e, por isso, coube a ele decidir sobre a inclusão do presidente Jair Bolsonaro.

O voto impresso já foi julgado inconstitucional pelo STF, e a tese de Bolsonaro de que pode não haver eleição no ano que vem já foi rechaçada pelos chefes dos demais poderes. Ao contrário do que Bolsonaro afirma, o sistema eleitoral atual já é auditável.

CRIMES COMETIDOS – Na decisão em que atende o pedido do TSE, Moraes cita 11 crimes que, em tese, podem ter sido cometidos por Bolsonaro nos repetidos ataques às urnas e ao sistema eleitoral:

Calúnia (art. 138 do Código Penal); difamação (art. 139); injúria (art. 140); incitação ao crime (art. 286); apologia ao crime ou criminoso (art. 287); associação criminosa (art. 288); denunciação caluniosa (art. 339); tentar mudar, com emprego de violência ou grave ameaça, a ordem, o regime vigente ou o Estado de Direito (art. 17 da Lei de Segurança Nacional); fazer, em público, propaganda de processos violentos ou ilegais para alteração da ordem política ou social (art. 22, I, da Lei de Segurança Nacional); incitar à subversão da ordem política ou social (art. 23, I, da Lei de Segurança Nacional); e dar causa à instauração de investigação policial, de processo judicial, de investigação administrativa, de inquérito civil ou ação de improbidade administrativa, atribuindo a alguém a prática de crime ou ato infracional de que o sabe inocente, com finalidade eleitoral (art. 326-A do Código Eleitoral).

DEPOIMENTO – Moraes determinou que a Polícia Federal tome depoimento de quem acompanhou Bolsonaro na transmissão da última quinta (29) onde o presidente fez vários ataques às eleições: o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres; o coronel reformado do Exército Alexandre Hashimoto, professor da Faculdade de Tecnologia de São Paulo; e o engenheiro especialista em segurança de dados Amilcar Filho.

O presidente Jair Bolsonaro faz ataques ao sistema eleitoral brasileiro há mais de três anos, sem qualquer prova. Nas últimas semanas, o presidente subiu o tom e chegou ameaçar a não realização de eleições caso não seja aprovada uma proposta de emenda à Constituição que garanta a impressão do voto na urna eletrônica.

A notícia-crime assinada pelo presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, encaminha para investigação a transmissão feita pelo presidente Bolsonaro na última quinta, em redes sociais e em canal oficial de TV.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Em tradução simultânea, é grave a crise. Se após o inquérito for aberto processo, o Supremo pedirá à Câmara o afastamento de Bolsonaro, para julgamento de impeachment. Ele vai tentar levantar os quarteis, podem ter certeza(C.N.)


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