quinta-feira, abril 08, 2021

Bolsonaro repete “meu Exército” em evento com generais e fala em “respeito à Constituição”

 

Bolsonaro participou de cerimônia de promoção de oficiais-generais

Ricardo Della Coletta
Folha

Em discurso em cerimônia de promoção de oficiais-generais, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (8) que o Exército representa “uma estabilidade” para o Brasil e que atua “dentro das quatro linhas da Constituição”. O presidente também voltou a usar a expressão “meu Exército”, que gerou críticas por ser interpretada como uma tentativa de politizar a instituição.

“O nosso Exército, tradição, o nosso Exército de respeito, de orgulho, bem como reconhecido por toda nossa população, representa para o nosso Brasil uma estabilidade. Nós atuamos dentro das quatro linhas da nossa Constituição. Devemos e sempre agiremos assim. Por outro lado, não podemos admitir quem porventura queira sair deste balizamento”.

“NOSSO EXÉRCITO” – “Agradeço ao meu Exército brasileiro, o qual ainda integro, ao nosso Exército brasileiro, por este momento. Temos certeza que venceremos os desafios e cada vez mais colocaremos o Brasil no local de destaque que ele bem merece”, disse Bolsonaro, em outro momento de seu pronunciamento.

A fala do mandatário ocorre na esteira da maior crise militar registrada desde a redemocratização do país.A crise foi deflagrada com a decisão de Bolsonaro de demitir Fernando Azevedo e Silva do comando do MInistério da Defesa. No lugar, Bolsonaro nomeou o ex-ministro da Casa Civil, general Walter Braga Netto.

Segundo interlocutores, o agora ex-ministro da Defesa vinha resistindo a pressões de Bolsonaro por um maior apoio das Forças Armadas na defesa de medidas do governo, principalmente na oposição a políticas de distanciamento social adotadas por governadores e prefeitos. Além do mais, Azevedo vinha bloqueando as investidas do presidente pela saída do general Edson Pujol do comando do Exército.

RESSENTIMENTO – Como resultado da demissão de Azevedo, Pujol —que participou da cerimônia desta quinta— e os comandantes da Marinha e da Aeronáutica também anunciaram que deixariam seus postos. Como mostrou a Folha nesta terça-feira, parte expressiva da cúpula do Exército ainda está ressentida com as trocas efetuadas pelo Palácio do Planalto.

A carta de demissão de Azevedo, em que ele argumenta ter preservado as Forças Armadas como “instituição de Estado, também foi interpretada como uma tentativa de Bolsonaro de aprofundar a politização dos militares, o que gerou novas críticas contra o mandatário.

“BOM E CONFORTÁVEL” – Para tentar evitar o adensamento da crise, Bolsonaro decidiu respeitar critérios de antiguidade na escolha dos novos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Ainda em seu discurso nesta quinta-feira, Bolsonaro disse que é “muito bom e confortável” ser o “chefe supremo das Forças Armadas” tendo a seu lado os membros dessas instituições.

“Os momentos são difíceis. Vivemos uma fase um tanto quanto imprecisa, mas temos a certeza pelo nosso compromisso, pela nossa tradição, sempre teremos como lema a nossa bandeira verde e amarela; e a nossa perfeita sintonia com os desejos da nossa população. Assim agiremos”, declarou.

‘Batom na cueca’: Ex-secretário de Saúde do Rio disse ter avisado a Witzel sobre risco de requalificar OS


Edmar Santos foi interrogado por Witzel, que passa por impeachment

Caio Sartori
Estadão

O ex-secretário de Saúde do Rio, Edmar Santos, disse nesta quarta-feira, dia 7, que avisou ao governador afastado Wilson Witzel dos riscos que ele corria ao requalificar a organização social Unir Saúde, peça-chave do processo de impeachment. O mandatário e os participantes do Tribunal Misto interrogam no início desta tarde o delator Edmar, que está no plenário como testemunha. “O senhor me pediu para requalificar a Unir, e eu disse ao senhor que seria equivocado, que seria batom na sua cueca”, disse ele.

A Unir havia sido desqualificada para firmar contratos com o governo depois de análises técnicas do Estado. Segundo Edmar, Witzel lhe avisou que a requalificaria “de canetada”. O empresário Mário Peixoto, envolvido nos esquemas de corrupção, seria o sócio oculto da Unir, de acordo com as investigações.

DELAÇÃO – Personagem central para as denúncias contra Witzel, Edmar chegou a ser preso, mas firmou acordo de delação em que acusou o governador de participar dos esquemas. O mandatário responde por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito criminal, além do impeachment.

O processo de impeachment estava paralisado desde o final do ano passado por imbróglio judicial e foi retomado hoje. Edmar conseguiu no STJ a autorização para que o depoimento como testemunha fosse sigiloso. Não foi permitido filmar, gravar ou anotar por meios eletrônicos o interrogatório. Além disso, o ex-secretário entrou no tribunal protegido por um pano de cor avermelhada, cercado por seguranças. Witzel queria imitar Doria com hospitais de campanha, aponta delator

DECISÃO POLÍTICA – Edmar também falou sobre a outra organização social citada na denúncia, a Iabas, contratada para administrar os hospitais de campanha do Estado durante a pandemia. Segundo o ex-secretário, a opção por construir novas unidades – em vez de priorizar leitos em hospitais já existentes – foi uma decisão política do governador.

“A ideia de hospital de campanha foi sua e da primeira-dama, surgiu num almoço, porque o (João) Doria estava fazendo em São Paulo e o senhor também queria politicamente ter um”, alegou.

Afirmação de advogada de Flávio Bolsonaro desmente Ramagem, diretor da Abin

Publicado em 8 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Ramagem tenta negar relatórios que realmente existem

Deu em O Globo

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) informou que uma sindicância interna demonstrou que o órgão não teve “qualquer ligação” com relatórios produzidos para auxiliar a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) na investigação sobre um suposto esquema de desvio de salários.

Entretanto, uma das advogadas do senador disse que foi o diretor-geral da agência, Alexandre Ramagem, que encaminhou os documentos para Flávio.

DISSE A ADVOGADA – A afirmação de Luciana Pires, uma das advogadas de Flávio no caso das “rachadinhas”, foi feita ao colunista Guilherme Amado, da revista Época.

Segundo a advogada, vieram da Abin os dois relatórios e a recomendação para que a defesa protocolasse uma petição na Receita Federal solicitando formalmente documentos que embasassem a suspeita de que o senador foi alvo de uma ação ilegal por servidores do Fisco.

— Nenhuma orientação do Ramagem o Flávio seguiu ou me pediu para seguir. Eu não tenho contato nenhum com o Ramagem. Ele ia ajudar em quê? Ele não tem a menor ideia do que está acontecendo lá dentro (da Receita), eu tenho mais informação do que ele. Ele sugeriu esse monte de ação que ninguém seguiu nada — afirmou Luciana Pires, em entrevista gravada à coluna, no ano passado.

ABIN TENTA NEGAR – Em nota divulgada na noite de terça-feira, a Abin afirmou que a investigação interna “assegura que nenhum servidor da Agência produziu, teve acesso ou consultou informações relacionadas aos supostos relatórios”.

A agência disse possuir “registros de toda e qualquer atividade executada em suas redes” e afirmou que “toda a cadeia de produção de Inteligência foi auditada”.

A Abin também informou que, na mesma sindicância, descobriu indícios de que um servidor teria passado informações sigilosas para a imprensa. A agência disse que na terça-feira a Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão, determinados pela Justiça, na casa do servidor e dentro da própria Abin.

PROCESSAR JORNALISTA – Além disso, Alexandre Ramagem afirmou que o servidor e jornalistas que publicaram reportagens sobre o fato serão processos, nas áreas penal e cível.

A existência dos relatórios também foi divulgada pela coluna de Guilherme Amado, em dezembro do ano passado. Em fevereiro, a coluna publicou a íntegra dos documentos. De acordo com a revista, há elementos que mostram que os documentos devem ter sido produzidos por alguma estrutura paralela de inteligência, porque eles não seguem o padrão textual da Abin.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Ramagem parece ter apreendido a mentir como presidente Bolsonaro.  Sua ameaça de processar o jornalista Guilherme Amado é Piada do Ano. Há vários meses os relatórios da Abin estão à disposição dos leitores na coluna de Amado, na revista Época. Como diz Erasmo Carlos, “pega na mentira, pisa em cima, bate nela…”. (C.N.)

Pastor diz que gritaria por igrejas abertas se deve ao dízimo

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Foto: Divulgação

Manter as igrejas abertas durante a pandemia é um direito constitucional que só poderia ser revogado com um estado de sítio, e a decisão por fechá-las para brecar a Covid-19 “não pode ser uma coisa saindo da cabeça de governadores e prefeitos”, diz o reverendo Augustus Nicodemus Lopes, 66.

Mas nem todas as denominações evangélicas têm “preocupação cívica” ao pleitear que templos funcionem no auge da crise, lamenta o pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Recife e ex-chanceler da Universidade Mackenzie, também presbiteriana.

“Elas estão preocupadas porque têm um sistema de arrecadação que depende do [culto] presencial. Para não serem estranguladas financeiramente, vão dizer o que for necessário para defender igrejas abertas.”

Entrelaçar finanças e fé é sempre sensível, mas necessário diante da convulsão econômica que se segue à sanitária, diz Nicodemus. O paraibano lança, pela editora Mundo Cristão, “O Que a Bíblia Fala Sobre Dinheiro”, e dá um spoiler à Folha: ela “fala mais de dinheiro do que de amor”.

Redação com Folha

https://blogdacidadania.com.br/

Procurador-geral e chefe da AGU fazem pregação no STF em busca da vaga “terrivelmente evangélica” prometida por Bolsonaro


Em julgamento, Augusto Aras e André Mendonça, cotados pelo Planalto para posto no Supremo, fazem defesa da liberação de cultos e missas em pleno auge da pandemia. Gilmar Mendes diz que Constituição não tutela direto à morte. Análise será retomada nesta quinta

O presidente do STF, Luiz Fux, durante sessão virtual nesta quarta-feira.
O presidente do STF, Luiz Fux, durante sessão virtual nesta quarta-feira.NELSON JR./SCO/STF

Na fase aguda da pandemia de covid-19 em São Paulo os cultos religiosos estão proibidos. Mas, no Supremo Tribunal Federal, parece que não é assim. Respaldados por dois dos principais candidatos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao STF, o advogado-geral da União, André Mendonça, que falava em nome da União, e o procurador-geral da República, Augusto Aras, que sete de oito defensores de instituições religiosas usaram da tribuna virtual do Judiciário para expor mais teses religiosas do que argumentos jurídicos. Em julgamento estava uma ação apresentada pelo Partido Social Democrático que tinha como objetivo derrubar um decreto do governador paulista, João Doria (PSDB), que proibiu o funcionamento de templos religiosos no Estado durante a fase mais restritiva de circulação por causa da escalada do novo coronavírus.

Em determinado momento, a sessão parecia uma pregação em que um tentava se destacar mais que o outro ao proferir discursos semelhantes aos de Bolsonaro. Em julho, o presidente indicará o substituto do ministro decano Marco Aurélio Mello, que se aposentará compulsoriamente do Supremo por completar 75 anos. O presidente prometeu colocar alguém “terrivelmente evangélico” no posto.

No dia em que o país registrou 3.829 óbitos por coronavírus, André Mendonça, que regressou nesta semana à AGU após uma passagem pelo Ministério da Justiça, disse que os cristãos estavam dispostos a morrer para defender sua liberdade religiosa. “Sobre essas medidas que estão sendo adotadas regionalmente. Não há cristianismo sem vida em comunidade, sem a casa de Deus e sem o ‘dia do Senhor’. Por isso, os verdadeiros cristãos não estão dispostos jamais a matar por sua fé, mas estão sempre dispostos a morrer para garantir a liberdade de religião e de culto”. Mendonça, pelo cargo, falava em nome da União. Ignorou a questão da responsabilidade coletiva pelos contágio no momento em que até o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fala contra aglomerações. O novo AGU ganhou uma recompensa: Jair Bolsonaro compartilhou em seu Twitter a sua fala, num sinal de diálogo com a base bolsonarista.


Já o procurador-geral Aras, indicado por Bolsonaro em 2019, defendeu que, assim como a ciência, a fé salva vidas. “Onde a ciência não explica, a fé traz a justificativa que lhe é inerente. Inversamente, onde a ciência explica a fé também traz o seu contributo. Não e à toa que a medicina está cheia de casos de placebos e casos de resistência que evoca entre muitas hipóteses não previstas na farmacologia ou em qualquer outro tratamento científico”, afirmou o procurador. Ambos defenderam a realização de cultos em templos religiosos. O procurador, contudo, ressaltou que deveria haver uma limitação na ocupação dos espaços. “Os templos são o asilo inviolável pelo Estado. São a casa na qual se realiza o culto coletivo”, ponderou


Celso de Mello critica Bolsonaro por não decretar lockdown: 'Insensato' e 'necrófilo'

Celso de Mello critica Bolsonaro por não decretar lockdown: 'Insensato' e 'necrófilo'
Ex-ministro do STF, Celso de Mello | Foto: Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello chamou de “gesto insensato” e de “repulsivo e horrendo grito necrófilo” o fato de o presidente Jair Bolsonaro se recusar a decretar um lockdown nacional para frear o avanço da pandemia da Covid-19.

 

Segundo a CNN Brasil, as críticas foram feitas em texto enviado pelo WhatsApp a amigos, entre eles, ministros do STF. Na mensagem, Mello disse também que a atitude do presidente é própria “de quem não possui o atributo virtuoso do 'statesmanship'" (estadista) e se caracteriza, "em face de seu inqualificável despreparo político e pessoal", "pela nota  constrangedora e negativa reveladora daquela 'obtusidade córnea' de que falava Eça de Queirós".

 

Ao elogiar os resultados das medidas de restrição adotadas em Araraquara (SP), Mello afirma que Bolsonaro "tornou-se, com justa razão, o Sumo Sacerdote que desconhece tanto o valor e a primazia da vida quanto o seu dever ético de celebrá-la incondicionalmente!!!".

 

Aposentado desde outubro do ano passado, Mello afirma que o presidente julga ser "um monarca absolutista ou um contraditório 'monarca presidencial'".

 

O ex-ministro afirma que a atitude do presidente faz lembrar "o conflito entre Miguel de Unamuno, Reitor da Universidade de Salamanca no início da Guerra Civil espanhola, em 1936, e o General Millán Astray, falangista e seguidor do autocrata Francisco Franco, 'Caudilho de Espanha'”.

Bahia Notícias

Covid-19: sobe para 58 o número de pessoas que aguardam leitos de UTI

 em 8 abr, 2021 9:52

Nos setores público e privado a situação é cada vez mais preocupante (Foto: Pixabay)

De acordo com dados atualizados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), subiu de 52 para 58 o número de pessoas que aguardam um leito de UTI em Sergipe para o tratamento do novo coronavírus (Covid-19). O aumento foi registrado nas últimas 24h.

Ainda de acordo com a SES, esse total de pacientes à espera por leitos estão divididos da seguinte maneira: 48 pacientes na rede pública; 10 na rede privada. O boletim da SES mostra ainda que até o momento há 812 pacientes internados em virtude da Covid-19. Desse total, 413 estão hospitalizados na rede pública; 399 na rede privada.

Covid-19 em Sergipe

Em Sergipe, 180.483 pessoas já testaram positivo para a Covid-19 e 3.668 morreram. Até o momento, 163.639 pacientes foram curados.

por João Paulo Schneider 

INFONET

Bolsonaro ignora o avanço da pandemia e o aumento de óbitos: “Não vamos chorar o leite derramado”, diz


Charge do Laerte (olha.uol.com.br)

Ingrid Soares
Correio Braziliense

Em meio ao aumento dos casos e das mortes por covid-19 no país, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (7/4) que não adianta “chorar o leite derramado”. Declaração ocorreu em Foz do Iguaçu, durante  cerimônia de posse do novo diretor-geral Brasileiro da Itaipu Binacional, General João Francisco Ferreira.

“Não vamos chorar o leite derramado. Estamos passando ainda por uma pandemia que, em parte, é usada politicamente. Não para derrotar o vírus, mas para tentar derrubar o presidente. Todos nós somos responsáveis pelo que acontece no Brasil. Em qual país do mundo não morre gente? Infelizmente, morre gente em tudo que é lugar. Queremos é minimizar esse problema”, apontou.

“TRATAMENTO PRECOCE” – O chefe do Executivo ainda voltou a defender o tratamento off label do que chama de “tratamento precoce”. Ele relatou fala em Chapecó, por onde passou mais cedo. “Há pouco falei em Chapecó, defendi o direito do médico em, não havendo medicamento específico, que use aquilo que acham que devem usar. O tratamento off label. A imprensa me massacrou dizendo que defendi medicamentos não previstos.O que eu defendi e defendo é o médico na ponta da linha receitar aquilo que ele achar mais conveniente em comum acordo com o paciente”, justificou.

Bolsonaro ainda se disse surpreso com o empenho da mídia a respeito de informações e cobranças por vacinas e disse acreditar que em breve surgirá um remédio contra o vírus. “Tenho certeza que brevemente será apresentado ao mundo um remédio para a cura da Covid-19. Porque a gente fica assustado, prezada imprensa brasileira, tanta eficiência, né, tanto foco apenas na vacina de U$ 10, 20 dólares a unidade”, continuou.

O mandatário completou dizendo que o governo quer vacina, desde que aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas que é necessário preservar o direito do médico em receitar os medicamentos já defendidos por ele como cloroquina, ivermectina e nitazoxanida. “Queremos a vacina, passando pela Anvisa? Sim. Mas também buscar o remédio para sua cura e não demonizar qualquer outro medicamento que o médico receite na ponta da linha”, destacou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A cada declaração, Bolsonaro rubrica o seu atestado de ignorância, insensibilidade e descaso com o sofrimento e a agonia diária de toda a população brasileira. Vê os óbitos apenas como números em uma “normal” lista estatística minimizada pela sua mentalidade desviada e a sua conduta genocida. O seu impedimento é mais do que urgente. (Marcelo Copelli)

Queiroga e a lua de mel com data de validade

por Fernando Duarte

Queiroga e a lua de mel com data de validade
Foto: Júlio Nascimento/PR

Até aqui parece haver um acordo de cavalheiros entre autoridades públicas e o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Com longa trajetória em sociedades médicas, o ministro herdou uma pasta desestruturada pela incompetência do antecessor, Eduardo Pazuello, alinhada à falta de habilidade na gestão da pior crise sanitária do século. No entanto, isso não pode servir como escudo para blindá-lo de um problema grave que o país vai enfrentar ao longo dos próximos meses: a escassez de vacina. Clique aqui e leia a coluna completa!

Faroeste: STJ finaliza julgamento de recursos e mantem prisão de Adailton Maturino


Faroeste: STJ finaliza julgamento de recursos e mantem prisão de Adailton Maturino
Foto: Divulgação

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) finalizou na noite desta quarta-feira (7) o julgamento de uma série de agravos regimentais interpostos pela defesa dos réus da Operação Faroeste. Os ministros decidiram manter a prisão preventiva de Adailton Maturino dos Santos, Geciane Souza Maturino dos Santos e Antônio Roque do Nascimento. 

 

A ação investiga esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) para regularização fundiária na região oeste daquele estado. O pedido de manutenção da prisão foi feito pela subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, ao relator do caso, ministro Og Fernandes, na segunda-feira (5).

 

No documento, a representante do Ministério Público Federal (MPF) entendeu que estavam configuradas as hipóteses para renovação da medida cautelar já decretada contra os envolvidos. A manifestação do MPF teve o objetivo de atender a Lei 13.964/2019, que alterou o artigo 316 do Código de Processo Penal, determinando que o juiz deve reavaliar, a cada 90 dias, a necessidade de manutenção da custódia cautelar, a fim de evitar o prolongamento demasiado da prisão. Em relação aos denunciados na Operação Faroeste, esse prazo expiraria nesta quinta-feira (8).

 

Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a revogação da prisão preventiva deve ocorrer somente se surgir fato novo que descredencie o decreto prisional, o que, na visão do MPF, não é o caso dos autos. “Serve a presente manifestação ministerial para, mais uma vez, ratificar, a imprescindibilidade das respectivas prisões para a colheita de provas, garantia da ordem pública e aplicação da lei penal, vez que demonstrada está a prova da materialidade delitiva, e latentes são os indícios de sua autoria”, frisou Lindôra Araújo em trecho do documento.

Bahia Notícias

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