domingo, março 07, 2021

Política, politiqueiros e politicagem

É urgente refutar a degeneração da democracia

 

 


Muitas vezes penso que o andamento da política brasileira traz, mesmo diante de tantos absurdos, um benefício maior à população que é a sua popularização, o que teoricamente enriqueceria o debate. Contudo, o que assistimos é bem o contrário. O debate está cada vez mais reduzido ao confronto de interesses menores, como se dá nas competições em que as torcidas se formam por bairrismos e outros valores ligados à individuação dos competidores.

Para refletirmos sobre o caso, precisamos entender o que aconteceu com os rumos da discussão política na história da humanidade que fez com que chegássemos a essa desfiguração de uma atitude historicamente nobre.

Na Filosofia Antiga, podemos beber em Platão com sua obra A República, principalmente no livro VII com o Mito da Caverna, para entender a nobreza da atitude política. O fugitivo da caverna, após sofrer em sua saga de libertação, desde o rompimento das correntes até o percurso árduo da subida para sair da caverna, a cegueira do primeiro contato com a luz, dentre outros enfrentamentos, retorna à sua antiga prisão para contaminar seus parceiros da necessidade de conhecimento da verdade para a própria libertação. Atitude política: "se sacrifica" retornando à escuridão, por um caminho difícil e para uma tarefa mais difícil ainda, que é a libertação de quem não se enxerga preso. Embora o resultado de sua nobre atitude o tenha levado à morte, vale a leitura do Livro VII de A República.

Depois de Platão, seu aluno Aristóteles, considerado "O Filósofo", define três formas de governo: monarquia, aristocracia e democracia, destacando que podem acontecer degenerações que as tornariam respectivamente: tirania, oligarquia e demagogia. A partir daí, poderemos entender melhor o que aconteceu na política e, principalmente, em nossa democracia.
A democracia foi definida pelo Filósofo como "poder político dissolvido entre a massa de cidadãos". Isso parece muito bom, mas na prática a teoria é outra, o poder fica na mão dos representantes que vão defender seus interesses e de seus grupos de apoio, como previsto por Aristóteles em sua degeneração para uma demagogia.

A demagogia se tornou tão clara em nosso tempo, que os quase 2.500 anos que nos separam desaparecem. É como se O Filósofo tivesse sido inspirado pelos jornais de hoje, principalmente se verificarmos como verdadeiramente se dá o engajamento dos políticos, tão distante da visão de sacrifício pela coletividade que ele entendia.

Ao invés disso, é uma posição almejada por todos que queiram uma pose privilegiada na sociedade. Além dos altos salários, os privilégios e o uso do poder para proveito próprio ou de grupos de apoio se tornaram vala comum, previsível e aceita passivamente pela sociedade como se fosse o trivial.

Para esperançar tempos melhores é fundamental sermos fiéis aos conceitos e buscar a construção de uma sociedade politicamente amadurecida, que eleja o representante sábio, exija-lhe isenção na administração da coisa pública e se esclareça cada vez mais dos objetivos de vivermos num contrato social que prevê uma representação para os interesses de todos, refutando a politicagem da enganação e os politiqueiros dos interesses menores.

Naturalmente isso não acontecerá facilmente, necessita de um rompimento com nossa cultura que privilegia sempre o sujeito individual, mesmo que em função coletiva, lhe permitindo o exercício de preferências e pessoalidades, da conhecida "lei de Gérson" ou o dito popular: "farinha pouca, meu pirão primeiro".

Outras fontes mais modernas, como Maquiavel e Montesquieu, já contaminados com essa "degeneração" pós idade média, constroem, para o exercício da política, novos olhares que em si esclarecem, justificam e modelam a prática de política que vivemos, valendo uma boa leitura sem deixar de considerar a característica de seus tempos, quando o "sonho" aristotélico já havia acabado.

A Filosofia enquanto reflexão do mundo e de si, se faz ferramenta útil nessa tarefa. Somente o cidadão esclarecido e crítico poderá reconhecer, romper e lutar contra a degeneração da democracia que vivemos. Talvez por isso mesmo, ela esteja constantemente ameaçada de ser excluída das grades curriculares. 

"Como é perigoso libertar um povo que prefere a escravidão!" Nicolau Maquiavel


Everaldo Barreto é professor de Filosofia

https://www.seculodiario.com.br/colunas/politica-politiqueiros-e-politicagem 

Nota da redação deste Blog - Realmente concordo em gênero, numero e grau com Nicolau Maquiavel quando escreveu:  "Como é perigoso libertar um povo que prefere a escravidão!".

Para entender não é preciso ir longe, basta o exemplo hoje de Jeremoabo com as barbaridades e improbidades da atual administração.

Dr. Jorge  através de metáfora, detalhou a situação de caos, inclusive caos moral em que se encontra Jeremoabo; porém, irei aproveitar seu comentário para ir direto no assunto: 

... 

"Na linha de frente profissionais trabalhando sem EPIS, com medo, angustiados, sem receber adicionais de insalubridade e os acometidos pelo vírus sem poderem fazer um simples teste rápido, por faltar nos "CENTROS DE ATENDIMENTO À COVID", onde também não tem medicação para tratamento precoce, que se não têm comprovação científica tem comprovação através das observações clínicas dos pacientes recuperados". (Dr. Jorge Varjão).

Em Jeremoabo a população está entregue ao " deus dará", sem medicamentos, sem testes COVID-19, sem saber o que fizeram com o dinheiro do COVID-19, e sem saber quem furou fila, tomando o direito de quem tem direito.

A única certeza que a população tem, é da impunidade, da omissão, da improbidade com aquisição fraudulenta de combustível, com licitações viciadas, direcionadas e fraudulentas, com o nepotismo, com nepotismo cruzado, com veículos do município e ônibus escolar sucateados, abandonados no sol e na chuva, para ter a desculpa de beneficiar apadrinhados com o dinheiro do povo alugando veículos a particulares, e etc etc.

Enquanto isso, muitos preferem a escravidão e o abandono, dizendo que está bom, só se for bom para quem está mamando, assim mesmo para um minoria, porque o " bem bom", fica para poucos, já migalhas para os que gostam de ser enganados, massacrados e entregues a sorte.


"Como dizia o genial Tom Jobim, “é a lama, é lama, é a lama…”. Estamos num município enlameado e emporcalhado"

Dando um passeio pelo Facebook encontrei esse comentário, embora já tivesse recebido áudio de artista que faz parte da cúpula desse (des)governo que ai está; porém, como traição está no sangue da politicagem de Jeremoabo, considerei como coisa banal que não merecia perder tempo para elaborar uma matéria.

O Fábio entrou no apagar das luzes para tomar a vaga de Lucas que há muito tempo todo mundo já sabia ser o titular da vaga, tanto é verdade, que para não se tornar inelegível, pediu demissão do cargo de Secretário de Agricultura; portanto embora não falem, foi traído.

A respeito dessa traição citarei dois ensinamentos:

" A maldade é um tipo de correspondência que acaba sempre voltando para o remetente".

Não vá o sapateiro além do sapato!

“Ne sutor ultra crepidam judicaret”

“Não deve o sapateiro julgar além da sandália.”



Apeles

Conta a História que Apeles, célebre pintor grego da antiguidade, tinha o hábito de expor os seus quadros ao público e se esconder para escutar os comentários sobre o seu trabalho. Um dia, expôs um quadro com a figura de uma mulher. Passado um tempo, a costureira da aldeia vendo o quadro parou, olhou e comentou:

– Que maravilha de retrato, que mãos maravilhosas, que coisa mais perfeita. Só um pequeno retoque a fazer na roupa, o botão de cima está muito perto do queixo, com dois botões seria muito melhor.

(…)

Apeles, escondido, logo anotou o que a costureira tinha comentado.

Em seguida, veio o cabeleireiro. Vendo o quadro, teceu elogios ao conjunto da obra, mas observou:

– O alfinete do lado esquerdo do penteado deveria estar um pouco mais para trás, isso deixaria o retrato perfeito.

Apeles, sempre atento, ia tomando nota de tudo o que escutava.

Por último, chegou o sapateiro, que ficou boquiaberto com a beleza da pintura, e comentou:

– Eu colocaria fivela nos sapatos e, então, poder-se-ia dizer que o quadro está perfeito.

Tudo anotado, Apeles saiu do seu esconderijo, embrulhou o quadro e foi para a sua casa retocar a pintura, tendo o cuidado de seguir os conselhos dos três profissionais observadores. No outro dia, voltou a expor o quadro.

A modista e o cabeleireiro, vendo juntos a pintura retocada, exclamaram:

– Nada mais temos a dizer. Impecável!

O sapateiro chegou, olhou atentamente o quadro e comentou:

– Os sapatos ficaram ótimos com a mudança, mas o vestido…

Ouvindo isso, Apeles saiu enfurecido do seu esconderijo e, interrompendo o sapateiro, gritou:

– Não passes além dos sapatos!

Esta frase, atribuída a Apeles, se transformou na máxima latina “Ne sutor ultra crepidam judicaret” (Não deve o sapateiro julgar além da sandália), que nos alerta sobre a necessidade de termos consciência dos nossos próprios limites. Resumindo: Ninguém deve se enxerir sobre algo que não entende ou lhe diz respeito.

Mesmo aprovando a dura que Apeles deu no sapateiro, é bom termos cuidado ao manipular esse pensamento criado a partir da frase do pintor grego, pois corremos o risco de inibir a voz dos não iniciados, o que é pior do que conviver com ela. Afinal, não somos obrigados a ler o que eles escrevem.

Professor Ricardo Vieira no Blog Primeiras Águas


LEM: Polícia tem que acatar decreto de funcionamento do comércio, decide Justiça


LEM: Polícia tem que acatar decreto de funcionamento do comércio, decide Justiça
Foto: Ronaldo Francisco / PM / LEM

A Justiça acolheu um habeas corpus impetrado pela Associação Comercial e Industrial de Luís Eduardo Magalhães (Acelem) e determinou que as polícias Civil e Militar respeitem o decreto municipal que permite o funcionamento do comércio mesmo com as restrições estabelecidas pelo governo do estado. 

 

A decisão foi proferida na última sexta-feira (5) pelo juiz Claudemir da Silva Pereira, da Comarca de Luís Eduardo Magalhães, na Vara Crime, Júri, Execuções Penais e Infância e Juventude.

 

Na sentença, o magistrado reforçou que as forças policiais não prendam pessoas que estiverem cumprindo o decreto municipal editado pelo prefeito Júnior Marabá (DEM). 

 

Na visão do juiz, “tanto município, como estado e União são entes políticos que devem ser respeitados, no entanto, por evidente, vivem as pessoas nos munícipios, por sua vez, é este o núcleo a localidade onde vivem os cidadãos, com suas peculiaridades e vivenciam suas experiências.”

 

De acordo com Pereira, deter moradores da cidade que cumpram o decreto municipal é “de ato extremamente violento” e “coaduna contra a democracia.

Bahia Notícias

Empresário pede para ser reconhecido como filho de ACM e trava inventário de ex-senador

 

Empresário pede para ser reconhecido como filho de ACM e trava inventário de ex-senador
Foto: Márcia Kalume/Agência Senado

Filho da embaixatriz Lúcia Flecha de Lima e do embaixador Paulo Tarso Flecha de Lima, o empresário Luiz Antônio Flecha de Lima, o Tota, pediu a suspensão do inventário do ex-senador Antônio Carlos Magalhães "ação de investigação de paternidade e petição de herança”. A informação foi publicada neste domingo (7) pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

 

Segundo a publicação, o processo foi aberto em 2019 e corre em segredo de Justiça na 14ª Vara de Família de Salvador. A ação relata que, em junho de 2007, ACM, então hospitalizado, revelou a Tota que era seu pai biológico. Um mês depois, o político faleceu.

 

Os advogados argumentam que Lúcia "teve um relacionamento afetivo" com ACM em 1974. "Como Lúcia era casada com Paulo Tarso", o menino foi registrado "como filho do casal". A embaixatriz morreu há quatro anos.

 

A defesa de Tota ainda sustenta que "é certo que ACM sempre teve conhecimento da sua paternidade, pois sempre dedicava carinho e atenção" a ele desde a sua infância.

 

A mãe evitava tratar sobre o assunto, mas, em 2017, já com problemas de saúde, e "como uma de suas últimas vontades", admitiu ao filho que ele era herdeiro do ex-senador.

 

De acordo com a reportagem, em junho do ano passado, ACM Júnior concordou em fazer um exame de DNA pedido por Tota.

 

O desfecho da história, contudo, foi adiado por conta da pandemia da Covid-19. A coleta do material para o exame de DNA só será feita após a imunização ter sido concluída no Brasil.

 

Finalmente, os advogados pedem ainda que, se "a paternidade post mortem de ACM" for declarada, na certidão de nascimento de Tota seja mantido também o "nome do seu pai constante no atual registro, Paulo Tarso Flecha de Lima, haja vista a relação paternal que também os une".

 

Paulo Flecha Lima tem 87 anos e é um diplomata brasileiro que foi secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores e Embaixador do Brasil em Londres, Washington e Roma.

Bahia Notícias

Nova política diplomática e ambiental dos EUA deixa o Brasil ainda mais isolado


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Charge do Zé Dassilva (Diário Catarinense)

Deu em O Globo

O presidente americano, Joe Biden, superou a expectativa criada em torno de sua política ambiental. Não apenas pôs os Estados Unidos de volta no Acordo de Paris, mas baixou na semana passada uma série de decretos que mudarão drasticamente a atitude americana diante das mudanças climáticas e obrigarão os demais países — inclusive o Brasil — a também rever o próprio papel.

O governo americano investirá numa frota de veículos elétricos e criará uma rede de postos de eletricidade espalhada pelo país. Das terras, lagos e rios de propriedade federal, 30% serão reservados a preservação.

CANCELAMENTOS – Foram suspensas novas concessões para exploração de petróleo e foi cancelada a construção do controverso oleoduto ligando o Canadá ao Texas. Espera-se que amplie o compromisso de emissão de gases de efeito estufa firmado em Paris, de 28% para 40% ou 50% até 2030.

Não tardou a haver reação da oposição republicana e dos estados cuja economia depende da extração de carvão e petróleo. Biden tenta compensar o impacto negativo apostando nos negócios baseados em energia limpa. Em seu decreto, repete a palavra “empregos” 15 vezes. Só na indústria automotiva, quer criar um milhão de novos postos de trabalho (meta considerada exagerada por quem acompanha o setor).

Para os ambientalistas, Biden transmite um sinal cristalino de que suas vozes serão doravante levadas a sério. Sobretudo porque, mais surpreendente do que a aposta econômica, foi a mudança de status político que deu à questão climática, tornada prioridade tanto para a segurança nacional quanto para a política externa.

E O ORIENTE MÉDIO? – A principal dúvida despertada entre os analistas internacionais é o impacto da nova política ambiental na relação dos Estados Unidos com os centros produtores de petróleo no Oriente Médio, em especial com a Arábia Saudita, país com que Donald Trump fez questão de desenvolver um relacionamento estreito. Para o Brasil, a nova política ambiental dos EUA expôs ainda mais os erros cometidos pelo governo Bolsonaro.

O incentivo do ministro Ricardo Salles às queimadas e à devastação da Amazônia sempre foi nocivo ao meio ambiente, contribuindo para agravar o aquecimento global. Também dificulta as exportações de produtos agrícolas. Agora, põe o Brasil em confronto aberto com o país mais poderoso do planeta e nosso segundo maior parceiro comercial.

UM MÁ NOTÍCIA – Certamente a política ambiental de Biden não é bom augúrio para Bolsonaro, Salles e companhia. Além do enfrentamento recorrente com a União Europeia, o Brasil fica ainda mais isolado na cena internacional.

Ao mesmo tempo, se os americanos souberem exercer pressão diplomática de modo construtivo — como Biden sugeriu num debate ainda na campanha, quando falou na criação de um fundo para financiar a preservação da Amazônia —, poderá ser uma oportunidade para deter a devastação dos biomas brasileiros, fortalecer a economia baseada em energias renováveis, contribuir para conservar o clima da Terra e salvar o planeta da catástrofe ambiental.


Cúpula das Forças Armadas ficou “chocada” com a acintosa compra da mansão por Flávio Bolsonaro


TRIBUNA DA INTERNET | 52% dos brasileiros são contra a presença fardada no poder político, aponta pesquisa do Datafolha

Charge do Nani (nnihumor.com)

Carlos Newton

As Forças Armadas são como as religiões hindus do Oriente e também se dividem em castas. Para o presidente Jair Bolsonaro é eleitoralmente importante que conte com o apoio das classes militares inferiores, e ele trabalha incessantemente essa meta. Porém, como não estamos em ano eleitoral, hoje o fundamental é ter o respaldo dos oficiais superiores da ativa, aqueles que comandam as tropas.

Na situação caótica e surreal em que o país se encontra, para o presidente o que importa mesmo é o apoio do Alto-Comando das Forças Armadas e de cada uma das Armas, especialmente o Exército, cujo Alto-Comando funciona como instrumento não-declarado de poder.

SURGE UM COMPLICADOR –  Com o fracasso no combate à pandemia, a linha política extravagante, a diplomacia submissa aos EUA e as atitudes nada republicanas do presidente da República, que incluem a guerra aberta contra a imprensa, o Alto Comando recolheu os flapes e jamais deu demonstrações de apoio a Jair Bolsonaro.

E agora a situação se complicou, devido à inconveniente, inoportuna e mal explicada compra de uma mansão pelo senador Flávio Bolsonaro no Lago Sul, região mais valorizada de Brasília foi uma espécie de gota d’água que decepcionou não somente todos os Altos-Comandos militares, mas também grande número de adoradores de Bolsonaro, que tentam transformar em qualidades os múltiplos defeitos do mito.

DESFAÇATEZ DO 01 – Os oficiais-superiores ficaram incomodados com a desfaçatez do filho 01 do presidente, que é acusado de prevaricação, lavagem de dinheiro e associação criminosa, com fartas provas, mas vem escapando da Justiça mediante uso de tecnicalidades processuais, sem a menor condição de comprovar sua inocência.

Ao invés de ficar quieto no seu canto, Flávio Bolsonaro exibiu uma imaturidade que mais parece um caso patológico de afronta à Justiça e à sociedade.

O pior foi quando souberam que o presidente tinha conhecimento e concordara com a compra da mansão, com escritura definitiva, apesar de nem ter ido feito o pagamento inicial pactuado, vejam como esse negócio fede a quilômetros de distância.

APOIO IMPOSSÍVEL – Para os militares de verdade, que se preocupam com os destinos da nação, está cada vez difícil apoio o tresloucado capitão e seus conselheiros terraplanistas.

Eles sabem que o dia 15 se aproxima, quando estarão concluídos os inquéritos sobre fake news e atos antidemocráticos, cujas investigações chegaram ao gabinete do ódio, que funciona no terceiro andar do Planalto, junto às salas do presidente da República.

Os chefes militares da nação, podemos ter certeza, lembram o slogan do almirante Francisco Barroso e esperam que o ministro Alexandre de Moraes tenha a coragem suficiente para pedir a abertura de processo contra o presidente da República, pois a provas contra ele são abundantes.

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P.S. – Enquanto esperamos o dia 15, que cai numa segunda-feira, la nave va, cada vez mais fellinianamente. (C.N.)

“Também acha que errei?”, pergunta Flávio Bolsonaro aos aliados, sobre sua mansão


Charge do Sonego (A Tribuna de Criciúma)

Bela Megale
O Globo

Criticado até mesmo por aliados, após comprar uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) passou a fazer uma pergunta quando fala sobre o assunto com interlocutores: “Você também acha que eu errei?”.

O questionamento, por enquanto, é só retórica. O próprio senador costuma emendar na pergunta sua defesa, falando que é perseguido e que a família vinha sofrendo com a “falta de privacidade” por causa do escândalo das rachadinhas.

O filho 01 de Bolsonaro, no entanto, não entra no mérito de como pagará as parcelas, que chegam quase ao valor total de seu salário líquido de R$ 23,9 mil como senador.

PREJUÍZOS A BOLSONARO – Como a coluna informou, no Palácio do Planalto a avaliação da compra da mansão por Flávio é a pior possível. Para auxiliares do presidente, a mansão mina o discurso de austeridade de Bolsonaro e tem maior potencial de estrago que o caso Queiroz.

Um dos pilares da eleição de Jair Bolsonaro foi o enriquecimento dos filhos do ex-presidente Lula. Hoje, a mesma fatura chega para o presidente.

RECURSO NO STJ – A defesa de Flávio Bolsonaro protocolou nesta sexta-feira (5) um agravo regimental junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em que questiona a paralisação do julgamento de recursos apresentados pelo senador no caso Queiroz.

Na peça, os advogados Rodrigo Roca e Luciana Pires argumentam que não existe previsão legal no regimento interno da corte para que o relator do caso, Felix Fischer, determine novas diligências após a análise dos recursos já ter sido iniciada pela Quinta Turma. Eles ainda destacam que outros julgamentos, inclusive no Supremo Tribunal Federal (STF), estão atrasados por causa da medida.

“Isso implica em dizer que provocar-se mais atraso na conclusão do julgamento em questão – qualquer que seja o seu resultado – também significa emperrar-se outras duas instâncias – sendo uma delas o STF – que aguardam, como todo o país, a decisão do STJ para poderem seguir com os seus respectivos expedientes e até outros que guardam relação com o tema deste recurso”, escreveram os advogados.

CASO QUEIROZ – Fischer paralisou o julgamento de dois recursos de Flávio Bolsonaro no início da semana passada ao solicitar informações sobre o andamento do caso Queiroz na justiça do Rio. A defesa de Flávio questiona a medida na tentativa de retomar o julgamento que estava previsto para terça-feira passada.

Um dos recursos retirados da pauta questiona a inclusão no processo da rachadinha do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que mostrou movimentações atípicas de Fabrício Queiroz. O documento trouxe o senador para o centro das investigações.

O outro recurso pede a anulação de todas as decisões de Flávio Itabaiana, juiz da 27ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio que conduziu o caso Queiroz. Se fossem julgados procedentes, os recursos anulariam toda a investigação contra o senador.

sábado, março 06, 2021

Dr. Henrique Coelho, é transferido do HNAS para Salvador, em UTI aérea

 

Por  Renaldo Carvalho

‘Reforçamos as nossas orações pela cura desse profissional tão querido por todos, e que tem desempenhado grande papel no cuidado dos pacientes com covid-19, em especial na forma humana de realizar sua função’.

Conforme Nota da ASCOM da Prefeitura de Paulo Afonso@ prefpauloafonso, publicada as 16h, informa que o coordenador médico da UTI Covid do HMPA, Dr. Henrique Coelho, foi transferido de UTI aérea para Salvador, onde deverá ser internado no Hospital do Subúrbio. Ele foi atendido pela equipe médica no HNAS – Hospital Nair Alves de Souza após sofrer grave acidente na manhã deste sábado (6).

O acidente

O coordenador médico da UTI Covid do HMPA, Dr. Henrique Coelho, sofreu o acidente na manhã deste sábado (6), na BA 210 que dá acesso ao BTN, quando se dirigia para o plantão na unidade hospitalar – HMPA. Foi estabilizado no local e transferido para o HNAS.

De acordo com a equipe médica, foi um trauma de alta energia, com trauma torácico e fratura do fêmur. Dr. Henrique Coelho foi submetido a procedimento cirúrgico para contenção da hemorragia. A equipe aguardou a estabilização para remoção para Salvador.

Estamos em oração pelo nosso profissional, um médico exemplar. Aguardamos a sua recuperação para que continue a sua missão de salvar vidas.

ASCOM- Prefeitura de Paulo Afonso – BA

Perdidos no passado, os governos brasileiros não buscam a saída através do desenvolvimento

 

Invasão do Brasil por uma potência estrangeira teria impacto igual ao do programa de Paulo Guedes – blog da kikacastro

Charge do Duke (O Tempo)

Antonio Machado
Correio Braziliense

O horizonte que se avista para o país não é promissor e isso nada tem a ver com as crises fabricadas pelo bolsonarismo, como a que envolve um deputado inexpressivo do Rio, o tal Daniel Silveira, ex-PM indisciplinado, conhecido pelo despreparo e estilo miliciano.

O que for implantado nos Estados Unidos, como o pacote de gastos fiscais de US$ 1,9 trilhão já tramitando no Congresso, e outro talvez com o mesmo tamanho para reformar a infraestrutura do país, acelerar as pesquisas tecnológicas em disputa com a China e iniciar a mudança para a chamada “economia verde”, terá ampla repercussão global.

DECADÊNCIA – No Brasil, onde a indústria vem num processo de decadência desde os anos 1980 e a economia não por acaso cresce em média abaixo do PIB mundial nestes 40 anos, tais transformações, se não viermos a acompanhá-las, nos condenam a um subdesenvolvimento sinistro.

O pano de fundo das transformações lideradas por Biden nos EUA, que já são reais nos setores empresariais mais dinâmicos tanto lá quanto na China e na Europa, é a releitura da macroeconomia. Nela, o Estado não é problema, como diziam os ícones do neoliberalismo Ronald Reagan e Margareth Thatcher. O Estado é parte da solução.

NOVOS CONSERVADORES – Um dos debates mais acalorados nos EUA, com apoio do grupo que se chama de “novo conservadorismo” — facção do Partido Republicano que se opõe a Trump e à ortodoxia do livre mercado —, trata da volta da “política industrial” ao coração da estratégia de desenvolvimento. O termo é maldito para os liberais do mercado, sobretudo no Brasil, devido às distorções e aos escândalos do crédito subsidiado e dos investimentos estatais, mas começa a ser reconhecido em artigos de expoentes de Wall Street.

Afora estudos isolados, como os do economista André Lara Resende, os cânones da macroeconomia brasileira tratam de um tempo em que as emissões do Banco Central pagavam gasto corrente, inflação era mal endêmico e a crônica escassez de dólares provocava duas a três moratórias externas a cada geração. Livramo-nos destes males. Mas desaprendemos como se faz crescimento e poucos empresários, receosos das políticas públicas, aceitam correr riscos.

INDÚSTRIA VOLTA AO FOCO – Nestes 40 anos de crescimento estagnado, levando-nos a rifar o que só países ricos possuíam, uma manufatura sofisticada, inclusive com centros de pesquisa e desenvolvimento, regredimos à dependência dos setores extrativistas (agro e mineração). A indústria se tornou só montadoras, estágio inferior ao das maquiladoras do México, já que incapazes por si e pelos custos locais a sequer conseguir exportar.

Trata-se de um vício imposto pelo jugo dominante da estabilidade macroeconômica, associado a programas de ajuste fiscal, ao fim do qual crescimento e empregos voltariam. O crescimento se torna uma consequência e não parte dos programas de ajuste do setor público. Que, focados em gasto, perpetuam uma governança disfuncional e sem futuro, pois analógica num mundo digital, além de sem propósito.

É isso o que o modelo asiático de crescimento sempre evitou, dando missão às burocracias e priorizando políticas do estilo New Deal do pós-guerra, do qual Biden é entusiasta. Levou para o Salão Oval, na Casa Branca, uma foto do presidente Franklin Roosevelt, patrono das estratégias de parcerias público privadas e de bem-estar social.

RUMO PARA A POLÍTICA – Agora, pare e reflita: o que você vê e escuta vindo de Brasília e mesmo dos governos locais que tenham o progresso material e social como foco? Políticas como do Bolsa Família e do auxílio emergencial são remendos para tentar amenizar uma explosão social pela falta de empregos e de educação habilitante para a empregabilidade em massa.

Na verdade, não fosse a classificação de prestador de serviço tipo motorista de Uber e encanador como microempresário individual e os autônomos, públicos que foram alvo do auxílio emergencial pensado para os trabalhadores informais, e a taxa de desemprego, em vez de 14% da população na força de trabalho, seria da ordem de 25%.

Essa é a realidade que deve nos incomodar, fazendo o crescimento parte decisiva das estratégias fiscais, por sua vez mais voltadas para a reforma do Estado e sua gestão que para cortar e implodir. Temas assim deveriam mobilizar os parlamentares mais que a agenda sem futuro das PECs emergenciais e a retórica abjeta dos radicais.

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