quarta-feira, janeiro 06, 2021

Em dois anos, Ministério da Infraestrutura desponta como setor mais positivo do governo


Tarcísio Gomes de Freitas é indicado ao Ministério da Infraestrutura |  Jovem Pan

Freiras faz uma administração exemplar na Infraestrutura

Deu no Estadão

O Ministério da Infraestrutura arrecadou R$ 87,5 milhões em outorgas com o leilão de quatro terminais portuários em Alagoas, Bahia e Paraná. “Fechamos o ano em grande estilo”, celebrou o ministro Tarcísio de Freitas. Mais do que isso, o leilão simboliza a boa trajetória de uma das poucas pastas que, em dois anos de governo, tiveram um balanço positivo e mesmo excepcional na comparação com o restante da máquina pública.

Só em 2019, foram 27 leilões de concessão: 13 terminais portuários, 1 trecho da Ferrovia Norte-Sul, 2 rodovias e 12 aeroportos. O saldo em 2020 só não foi melhor porque, em razão da pandemia, foi preciso prudentemente adiar as concessões de rodovias e sobretudo de aeroportos, um dos setores mais severamente afetados.

GARGALOS CRÔNICOS – Transporte e logística são gargalos crônicos da produtividade e competitividade nacional, notadamente do agronegócio, cujo alto desempenho “da porteira para dentro” é desidratado pelas condições precárias de infraestrutura quanto maior seja a distância até o comprador.

No pós-guerra, o País fez altos investimentos em infraestrutura (em sentido amplo, incluindo eletricidade, saneamento e telecomunicações), chegando a uma média de 5,42% do PIB nos anos 70. Em anos recentes, a média está abaixo de 2%.

Especialistas como Claudio Frischtak, da Inter B. Consultoria, estimam que nos próximos 20 anos seria preciso aumentar a média para algo entre 4% e 6%. Mas a má governança, insegurança jurídica e regulatória e legislação anacrônica são entraves a isso.

COMBATE À CORRUPÇÃO – Muito além da bem-sucedida agenda de concessões, cujos melhores frutos serão percebidos no médio prazo, o Ministério da Infraestrutura teve muito boa atuação nestas áreas.

Já ao ser indicado, o ministro Tarcísio de Freitas anunciou que adotaria um programa especificamente voltado para o combate à corrupção, fundamentalmente um setor marcado, até recentemente, pelo tráfico de influências e vantagens indevidas, bem como um protocolo para a seleção de servidores.

 Na sua posse, declarou que, além das concessões, seriam prioridades o equilíbrio da regulação; a modernização dos processos; e a diversificação da matriz de transportes, incluindo setores subutilizados, como ferrovias, cabotagem e hidrovias. Ao longo de dois anos, o Ministério firmou uma reputação de “oásis” ou “ilha de excelência” no governo.

CARREIRA MARCANTE – Formado com as melhores notas na história do Instituto Militar de Engenharia, Freitas é servidor de carreira na Controladoria-Geral da União, atuou como consultor legislativo na Câmara dos Deputados e teve atuação marcada por rigor técnico e espírito público no Departamento Nacional de Infraestrutura (no governo Dilma Rousseff) e na Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (no governo Temer).

Em contraste com a maioria dos ministros de pastas estratégicas do governo Bolsonaro, a gestão de Freitas se destaca pela ausência de ruídos ideológicos e pelo pragmatismo.

Enquanto o “superministro” da Economia, Paulo Guedes, por exemplo, alardeia planos bombásticos, mas jamais concretizados de desestatização, Freitas cumpriu o que prometeu, usando mesmo estatais outrora condenadas, como a EPL e a Valec, como ferramentas de planejamento e incubadoras de projetos.

“SELOS VERDES” – Enquanto o ministro do Meio Ambiente deixa em seu rastro um campo minado para os investidores, Freitas fechou uma parceria histórica com a Climate Bonds Initiative para a emissão de “selos verdes” no setor de infraestrutura.

Na pandemia, o ministro atuou rápido para aliviar as pressões sobre um dos setores mais devastados, a aviação, e costurou com o Congresso o aporte de recursos para obras via emendas parlamentares, garantindo a geração de empregos sem ameaça aos pilares fiscais. Também negociando com o Congresso, conseguiu aprovar duas minirreformas – da desburocratização dos portos públicos e do Novo Marco das Ferrovias – e o projeto BR do Mar, na Câmara, que impulsionará a navegação de cabotagem.

Por tudo isso, o Ministério da Infraestrutura é hoje um exemplo para a administração pública brasileira. Pena que seja uma gritante exceção no seu próprio governo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –  Como dizia Carlos Imperial, sem liberdade para elogiar, nenhuma crítica tem validade. E o Estadão dá o exemplo. Faz críticas implacáveis ao governo Bolsonaro, mas sabe reconhecer os acertos. Isso é jornalismo. (C.N.)

Trump enfim libera Guarda Nacional para tirar do Parlamento os invasores que ele insuflou


 que invadiram o Congresso Foto: Drew Angerer / AFP

Polícia legislativa prendeu alguns militantes de Trump

Deu em O Globo

Em um dos dias mais tensos da História recente dos Estados Unidos, apoiadores de Donald Trump invadiram o Congresso, onde era realizada a sessão para contar os votos do Colégio Eleitoral e certificar a vitória de Joe Biden na eleição presidencial de novembro, a última etapa formal do processo eleitoral antes da posse do democrata, em 20 de janeiro.

Antes das primeiras bombas de gás serem detonadas dentro e fora do prédio, Trump, que se recusa a reconhecer sua derrota e fracassou em todas as tentivas jurídicas de contestar o resultado, havia sido alvo de declarações duras de duas das principais lideranças republicanas, que o apoiaram ao longo do mandato.

SEM APOIO – A começar pelo vice-presidente, Mike Pence, que preside o Congresso e tem um papel cerimonial no processo de confirmação. Trump queria que ele rejeitasse os resultados do Colégio Eleitoral e o declarasse reeleito. Mas, antes da sessão, Pence foi categórico ao negar a possibilidade.

“Os fundadores de nosso país eram profundamente céticos quanto a concentrações de poder e criaram uma república baseada na separação de poderes (…). Atribuir ao vice-presidente autoridade unilateral para decidir as disputas presidenciais seria totalmente contrário a esse projeto”, afirmou o vice-presidente, em carta.

QUESTIONAMENTO – Minutos após o começo da sessão — que, em vez de um ritual meramente protocolar, como habitual, rumava para se tornar uma maratona de muitas horas — republicanos apresentaram o primeiro questionamento ao resultado, relativo ao Arizona.

Os senadores Ted Cruz, do Texas,  e Paul Gosar, do Arizona, se opuseram à confirmação dos eleitores do estado deste último, o que aconteceu logo no começo da sessão —  o Arizona é o segundo estado da lista, depois do Alabama.

Quando há um questionamento, a certificação é interrompida por duas horas, e os congressistas debatem caso a caso, votando ao final. Durante o debate, Mitch McConnell, líder da maioria no Senado, fez um discurso veemente a favor da oficialização da vitória de Biden, dizendo que, se os republicanos a rejeitarem, irão causar danos irreversiveis à democracia americana.

RISCO À DEMOCRACIA — “Este será o voto mais importante que já dei” — disse McConnell. “Não podemos simplesmente nos declarar um conselho eleitoral nacional anabolizado. Os eleitores, os tribunais e os estados todos se manifestaram. Todos se manifestaram. Se rejeitarmos isso, prejudicaremos nossa república para sempre”.

Além do Arizona, há no mínimo mais duas contestações previstas, e avalia-se que possam chegar a seis. A senadora Kelly Loeffler, da Geórgia, pretende questionar o resultado de seu estado; e o senador Josh Hawley, do Missouri, planejou se opor à lista da Pensilvânia, de acordo com pessoas familiarizadas com seus planos.

Todos os questionamentos são considerados fadados ao fracasso, em meio à oposição dos dois partidos.

INVASÃO DO PARLAMENTO – Do lado de fora do prédio, milhares de manifestantes pró-Trump repetiam o discurso do presidente, e tentavam pressionar os congressistas para que adotassem uma saída favorável ao republicano. Desde o começo do dia o clima era tenso, e no meio da tarde um grupo invadiu o prédio do Congresso. A sessão foi suspensa, e o vice-presidente Mike Pence levado para um local seguro.

— Isso foi o que vocês conseguiram caras! — disse o senador Mitt Romney ao deixar o plenário, aparentemente se dirigindo aos colegas que apoiaram a tentativa de Trump de derrubar os resultados do Colégio Eleitoral, segundo o New York Times.

Alguns dos manifestantes que invadiram o prédio estavam armados, e chegaram a entrar nos plenários da Câmara e do Senado. Partes do prédio foram depredadas, e a polícia chegou a apontar armas para alguns dos invasores.

VANDALISMO – Parlamentares, funcionários do Congresso e jornalistas, foram levados para locais mais seguros. Do lado de foral, partes do palco que será usado na posse de Biden, no dia 20 de janeiro, foram danificadas. Uma mulher que estava com os manifestantes foi baleada perto de uma porta que estava bloqueada na entrada do plenário da Câmara. Ela foi levada ao hospital e não há informações sobre seu estado de saúde. Há relatos de outras pessoas feridas.

Entre os invasores, muitos trajavam uniformes militares, cartazes da campanha do presidente à reeleição e fantasias. Bandeiras dos Confederados, associadas a grupos segregacionistas, também estavam nas mãos das dezenas de pessoas que entraram no prédio sem muita resistência policial.

Diante da situação, a prefeitura de Washington  decretou um toque de recolher em toda a capital americana, válido entre as 18h (20h de Brasília) até as 6 da manhã de quinta-feira (8 da manhã pelo horário de Brasília). Apenas pessoas designadas pela prefeitura, incluindo jornalistas credenciados e trabalhadores de serviços essenciais poderão circular nesses horários.

GUARDA NACIONAL – A secretária de Imprensa da Casa Branca, Kayleigh McEnany, afirmou que, a pedido de Donald Trump, a Guarda Nacional está a caminho do Congresso com “outros serviços federais de proteção”.

Contudo, segundo o Washington Post, o Departamento de Defesa havia negado um pedido da prefeitura de Washington para que a Guarda fosse empregada na defesa do prédio.

Hoje, o departamento é liderado pelo secretário interino Christopher Miller, um aliado de Trump que assumiu o cargo em novembro.

Jornalistas e parlamentares que acompanHaram a situação afirmaram ser evidente que a polícia precisava de reforços para lidar com os manifestantes, mas a ajuda da Guarda Nacional — que foi empregada nos protestos contra o racismo no ano passado — não chegou. Agora, o Pentágono confirmou o envio das tropas.

DISSE TRUMP – Mais cedo, Trump fez três publicações no Twitter: uma atacando o vice, Mike Pence, que se recusou a seguir suas ordens e derrubar os votos do Colégio Eleitoral (“Mike Pence não teve a coragem de fazer o que deveria ser feito e proteger nosso país e Constituição”). Em duas outras mensagens, pediu que seus apoiadores agissem de forma pacífica e respeitassem as forças de segurança.

Em nenhum momento ele condenou a invasão do Congresso ou pediu que todos voltassem às suas casas. Já o seu vice, Mike Pence, pediu que todos os protestos sejam interrompidos imediatamente, e afirmou que todos envolvidos na violência serão processados.

Bolsonaro insinua renúncia e abre uma crise política igual a de Jânio Quadros em 1961


História é vida: Jânio – entre a vassoura e a espada

Jânio era um Bolsonaro de vassoura (Foto Erno Schneider)

Pedro do Coutto

O presidente Bolsonaro, manchete principal de O Globo, e chamadas em primeira página da Folha de São Paulo e do O Estado de São Paulo, como se constata, os três maiores jornais brasileiros. As edições desta quarta-feira assinalam nitidamente a profundidade da crise que está envolvendo o governo e colocando em risco o próprio regime democrático.

Aliás, no dia de hoje fica na história universal assinalando para sempre o verdadeiro atentado praticado pelos apoiadores de Donald Trump.

DIREITA DITATORIAL – Temos, assim, duas manifestações da direita que não se conforma com os limites da legislação. E esquecem o princípio hegeliano de que a lei é a conciliação entre os contrários. Mas fiquemos no Brasil.

Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil está quebrado e que ele não pode fazer nada, citando como exemplo seu projeto referente ao Imposto de Renda.

O presidente da República atacou frontalmente a imprensa, de modo geral, acusando-a de incentivar a pandemia do coronavírus. Absurdo total. Penso que Bolsonaro está tentando radicalizar o processo político deslocando-o para a área militar. Um desastre sob todos os aspectos.

PONTO FUNDAMENTAL – Na edição de hoje de O Globo, Merval Pereira chamou atenção para um ponto fundamental na manifestação do presidente, que busca o apoio dos militares. “Não posso fazer nada, mas têm de me engolir até 2022”. Em O Globo, a reportagem é de Daniel Gulino, Cássia Almeida e João Sorima Neto. No O Estado de São Paulo está assinada por Emilly Behnke, e na Folha de São Paulo, Ricardo Della Coletta e Bernardo Caram.

Todas as matérias destacam o caráter extremista que reúne o bloco da direita em torno de Jair Bolsonaro. Vale a pena acentuar que o comportamento de Bolsonaro explode também a candidatura de Arthur Lira. Isso porque as correntes políticas vão sentir de imediato a importância das mesas do Congresso Nacional.

O CASO DE JÂNIO – No dia 25 de agosto de 1961, Jânio Quadros renunciava e transportava o impasse da posse de Jango Goulart para o conjunto das Forças Armadas. É compreensível que as novas gerações de jornalistas deixem escapar o exemplo de 1961. Portanto, precisam estudar a história moderna do Brasil.

Em 23 de agosto de 1961, o governador Lacerda, pela TV Tupi, denunciava ter sido convidado por Jânio Quadros para desencadear um golpe no país. A denúncia teve efeito imediato deixando o Senado e a Câmara Federal preparados para um desfecho dramático.

Assim quando a comunicação da renúncia chegou ao Senador Moura Andrade, presidente do Senado, estabeleceu-se o princípio de que renúncia é um ato profundamente pessoal, não cabendo ao Legislativo examinar a comunicação do Planalto. Fica o exemplo em nossa história. Os sintomas são de uma grave crise cujas nuvens fornecem a antevisão de um temporal.

É o fim da picada ! Juíza de MG defende aglomerações e ‘ensina’ tática de andar sem máscara em espaços públicos


Ludmila Lins Grilo é aluna devota de Olavo de Carvalho

Gabriela Oliva
O Globo

A juíza Ludmila Lins Grilo, da Vara Criminal e da Infância e da Juventude de Unaí, que atua em Buritis, Minas Gerais, viralizou no Twitter nesta terça-feira, dia 5, por postagens em que defende a aglomeração de pessoas e a não utilização de máscaras, durante a pandemia de Covid-19.

Em vídeo publicado em seu perfil na rede social, Ludmila ensina como andar em um shopping sem usar máscara. O uso do acessório é recomendado por autoridades de saúde e obrigatório para evitar a contaminação pelo novo coronavírus.

IRONIA – Em outra publicação, no dia 1º de janeiro, a magistrada ironizou as normas de distanciamento social com a hashtag #AglomeraBrasil, quando passou o réveillon em Búzios (RJ). O Brasil se aproxima das 200 mil vidas perdidas pelo novo coronavírus. Segundo balanço do consórcio de veículos da imprensa, o país contabilizou até as 20h de ontem 196.591 óbitos e 7.754.560 casos da doença desde o início da pandemia.

 

Além da repercussão virtual, o advogado José Belga Assis Trad pediu que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apure a conduta da juíza. Segundo o documento, ignorando os esforços do órgão, das autoridades sanitárias e dos profissionais da saúde, Ludmila passou a defender abertamente as aglomerações nas praias e festas do litoral brasileiro.  

Em resposta à reportagem, o CNJ informou que não pode se pronunciar sobre os fatos e esclareceu que no último domingo foi protocolada uma reclamação disciplinar contra a magistrada, que esta está sob relatoria da corregedora nacional de Justiça, ministra Maria Thereza de Assis Moura, que apura o caso.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Ludmila,  denunciada ao Conselho Nacional de Justiça por publicar vídeos nas redes sociais exaltando o desrespeito às orientações sanitárias, é aluna aplicada de Olavo de Carvalho. Tanto que não somente faz questão de ostentar livros do “escritor” em sua estante, mas também já foi elogiada pelo mesmo, tendo inclusive o visitado nos Estados Unidos, em 2018.  Com a tradução simultânea fica mais “fácil” entender o seu comportamento. (Marcelo Copelli)

Ao declarar que Brasil “está quebrado” e que não consegue fazer nada, Bolsonaro dá tiro no pé e pode afastar investidores


Charge do Clayton (Arquivo do Google)

Adriana Fernandes
Estadão

Um presidente da República não deveria sair alardeando por aí que o país que ele mesmo governa está quebrado. Muito menos para servir de justificativa para o fato de não ter cumprido uma promessa de campanha sempre cobrada pelos seus apoiadores: aumentar o limite da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).

Saiu-se logo com a resposta mais fácil: o Brasil quebrou. Mas a verdade é que o presidente não mexeu uma palha para abrir espaço para corrigir a tabela do IRPF. Pelo contrário, beneficiou setores específicos nesses dois anos de governo e atropelou a discussão de mudanças no campo tributário por disputas políticas. Também não ajudou na pauta de corte de gastos ineficientes.

COBRANÇA – O que vão achar os investidores que compram papéis de um governo do qual o seu próprio presidente diz que está quebrado? É natural que comecem a cobrar cada vez mais para comprar os títulos da dívida brasileira. Ou seja, pode custar mais dinheiro para os contribuintes que o presidente promete ajudar com a correção da tabela do IRPF.

A fala do presidente é irresponsável sob todos os aspectos. Mas é ainda mais perigosa no momento atual em que o Tesouro Nacional passou por meses de grande dificuldade para se financiar e tem pela frente um trabalho difícil para pagar uma montanha de dívida concentrada nos primeiros meses do ano e que já supera R$ 1,3 trilhão até o final de 2021.

A declaração é ainda mais inoportuna depois da revelação pelo Estadão de que o Brasil não honrou o pagamento da penúltima parcela de US$ 292 milhões para o aporte de capital no Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), a instituição financeira criada pelos cinco países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

INADIMPLÊNCIA – O prazo para a quitação da parcela terminou no último dia 3 de janeiro e o Brasil agora está inadimplente com o banco que ajudou a fundar e é um dos acionistas. A equipe econômica não quer nem que se fale em calote com temor do estrago. Prefere dizer que é um atraso. No dicionário, porém, a definição de calote é: dívida não paga.

O sinal é ruim. Outros organismos multilaterais também não receberam, mas não há transparência nenhuma do Ministério da Economia para explicar o que aconteceu, qual o tamanho da dívida e a razão de ela não ter sido paga. Depois da fala do presidente nesta terça-feira, 5, é melhor a equipe econômica agir rápido, fazer uma declaração oficial para afastar a desconfiança.

Ministra Rosa Weber, do STF, nega habeas corpus para desembargadora Lígia Ramos


Ministra Rosa Weber, do STF, nega habeas corpus para desembargadora Lígia Ramos
Magistrada continuará em carceragem no DF | Foto: Reprodução/ Alô Alô Bahia

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF) negou habeas corpus para a desembargadora Lígia Ramos, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Presa no Núcleo de Custódia da Polícia Militar, no Distrito Federal, a magistrada pediu para que a prisão preventiva dela fosse convertida em domiciliar.

A defesa alegou ao STF que Lígia corria risco de contrair Covid-19 caso continuasse na unidade. Em manifestação, o Ministério Público Federal (MPF) anexou ao processo indícios de que a desembargadora testou positivo para coronavírus em novembro e omitiu a informação das autoridades, para obter o habeas corpus (leia aqui). Os advogados negam e dizem que o exame que teria atestado a contaminação da magistrada pelo Sars-CoV-2 foi um falso positivo.

 

Na decisão, Rosa Weber afirmou não identificar “situação de fato que justifique o cumprimento da medida cautelar em ambiente distinto do local atual de custódia” por não haver indicativo de que o núcleo de custódia está sendo negligente com as medidas para prevenir a disseminação do vírus.

 

A ministra também justificou que já há pedido semelhante da defesa nas mãos do Superior Tribunal de Justiça (STJ), “mais próxima das provas e dos fatos” e, portanto, competente para analisar a questão.

 

Em nota, a defesa de Lígia Ramos afirmou ter “convicção de que a ilegalidade da prisão será reconhecida quando o habeas corpus for julgado pelo relator do processo no Supremo Tribunal Federal”. E acrescentou: “A decisão da ministra Rosa Weber de indeferir o pedido se deu em caráter liminar, e portanto, não é definitiva. Ressalta-se também que a decisão não aborda a legalidade da prisão preventiva da desembargadora.”

 

Lígia foi presa nas 6ª e 7ª fases da Operação Faroeste, deflagradas em 14 de dezembro. Ela é acusada de integrar esquema de venda de sentenças no TJ-BA e de atuar para destruir provas de seu envolvimento nos crimes. 

Bahia Notícias

Exemplo real de benesse agraciado pelo "tesoureiro Brás

 

                                             Foto Divulgação Google.

Publiquei a matéria intitulada: " Aproveite enquanto o Brás é tesoureiro!!! - https://dedemontalvao.blogspot.com/2021/01/aproveite-enquanto-o-bras-e-tesoureiro.html".

Logo após recebi um comentário que transcreverei no final para que os senhores entendam a quem ponto chega o desmando e a improbidade na atual gestão que ainda bem não começou.

O sorte de Jeremoabo ainda são os vereadores da oposição, que tem a coragem e a dignidade de honrar o cargo confiado por todos os jeremoabenses, já que o vereador que cumpre com seu dever, que corresponde a confiança da procuração assinada em branco, não é vereador de u partido, mas do povo, igual ao prefeito, que bom ou ruim, representa o povo.

Vamos aos fatos, ou melhor ao comentário do cidadão:

Nome: Agraciado do prefeito

Cargo em comissão - Diretor  de Dpto. de Pessoal

Salário:  1.500,00

Outros Proventos: 3.833,33

Total de Proventos: 5.333,33

Descontos: 318,18

Líquido: 5.015,15

Continuando com o comentário de um cidadão de Jeremoabo indignado:

É mais...
Salário R$ 1.500,00
Outros R$ 3.833,33
Total R$ 5.333,33
Logo, temos:
3.833,33 / 1.500,00 = 2,55%
ou seja, as vantagens chegam a "duzentos e cinquenta e cinco por cento" sobre o salário base.
O mais grave é que aí, devem estar inseridas duas fraudes, a primeira por sonegar ao INSS, pois acredito que o valor seja maior, a segunda contra Receita Federal. IRRF, pois este valor não é isento.

Nota da redação deste Blog - Esse foi apenas um dos casos recebidos, porém, por uma questão de justiça não devo condenar o Secretário de Administração já que o mesmo tomou posse no dia(04.01), conforme PORTARIA N.º 001/2021.

Enquanto isso,

REFEITURA MUNICIPAL DE JEREMOABO - ESTADO DA BAHIA CNPJ: 13.809.041/0001-75 EXTRATO DO CONTRATO
CONTRATO DE Nº 255/2020, TOMADA DE PREÇO Nº 006/2020, PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 215/2020. OBJETO: Contratar empresa de engenharia para execução de cobertura de canal de água pluvial, localizado na sede do município de Jeremoabo-BA. CONTRATADA: CONSTRUTORA TIERES LTDA. VALOR de trinta e nove centavos). VIGÊNCIA: 120 (cento e vinte) dias. DATA DE GLOBAL: R$ 815.319,39 (Oitocentos e quinze mil trezentos e dezenove reais
COPEL). ASSINATURA: 08/12/2020. RITA DE CÁSSIA VARJÃO DANTAS. (PRESIDENTE DA





Aproveite enquanto o Brás é tesoureiro!!!

 

Hoje (06.01) dia de Santos Reis, inicio esse meu comentário falando de  "Heráclito de Éfeso (540 a.C. a 470 a.C.), como o próprio nome indica, nasceu na cidade de Éfeso. Foi considerado um dos filósofos mais fascinantes, apesar de suas ideias confusas, o que resultou no apelido de “O Obscuro”. Esse cientista transmitia seus ensinamentos na forma de jogos de palavras e charadas."

                                                                  (...)

O filósofo possuía um caráter altivo e melancólico, recusou-se a intervir na política, manifestou desprezo pelos antigos poetas, era contra os filósofos de sua época e até contra a religião.

Heráclito nomeou o princípio organizador que governa o mundo de “logos”. São dele as seguintes frases:

"Da luta dos contrários é que nasce a harmonia.”

Tudo o que é fixo é ilusão.”

Não se pode entrar duas vezes no mesmo rio.”

Não escutem a mim e sim ao logos.”

Das coisas surge a unidade. E, da unidade, todas as coisas.”

https://brasilescola.uol.com.br


Portanto aproveitem enquanto   o Brás é tesoureiro e o prefeito inicia em Jeremoabo um (des)governo surreal, agraciando seus beneficiários com com gratificações que atingem o patamar de 150% Cento e cinquenta por cento)

"Não há bem que sempre dure, ou mal que nunca acabe."

O pior de tudo é que por diversas vezes inclusive agora na sua posse, o prefeito alega que os vereadores só vivem criticando o seus governo ao invés tecer elogios.

Pergunto: diante de tamanha insensatez, os vereadores da oposição que prestaram um Juramento perante a Constituição, a Bandeira e o povo de Jeremoabo, irão se desmoralizar perante o povo, perante Deus, aplaudindo nepotismo e improbidades ?

 

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