terça-feira, janeiro 05, 2021

Marcelo Calero, o vingativo, promete fazer de seu suplente um deputado pela metade…


Marcelo Calero quer se vingar de seu suplente Otávio Leite

Lauro Jardim
O Globo

Marcelo Calero, deputado federal licenciado para ocupar desde 1º de janeiro a secretaria de Governo e Integridade Pública de Eduardo Paes, é daqueles que podem perdoar, mas que nunca esquecem.

Um exemplo disso é o que ele promete fazer com Otavio Leite, primeiro suplente da bancada federal do Rio e que assumiu o mandato em seu lugar.

VAI REASSUMIR – Calero já disse a interlocutores que Leite será um deputado pela metade. Como assim? Prometeu que em toda e qualquer votação relevante na Câmara, ele pedirá licença de 24 horas na Secretaria de Governo do Rio para votar — ou melhor, para não deixar Otavio Leite votar. Para começar, fará isso logo na primeira votação relevante: a eleição do presidente da Câmara, no dia 1º de fevereiro.

E qual é o motivo de tudo isso? Leite, que perdeu a vaga para Calero em 2018 por uma diferença de menos de 200 votos, foi ao TRE contestar o resultado: pediu a cassação da candidatura de Calero, acusando-o de fazer boca de urna virtual. Deu em nada, Calero continuou com a vaga. E agora promete o troco.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– A situação narrada por Lauro Jardim não é novidade no Congresso. Os presidentes costumam devolver ao Congresso seus ministros parlamentares, sempre que estão sob risco de perder alguma votação importante. Mas esta é a primeira vez que o vaivém do senta-levanta acontece por motivo de vingança pessoal. Isso é feio e depreciativo, até porque Marcelo Calero e Otavio Leite são políticos de ficha limpa, digamos assim. (C.N.)

Fux diz que remarcará em ‘data oportuna’ audiências sobre juiz de garantias


Charge do Jorge Braga (Arquivo Google)

Rafael Moraes Moura
Estadão

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, enviou nesta segunda-feira, dia 4, esclarecimentos ao ministro Alexandre de Moraes sobre a liminar que suspendeu a implantação do juiz de garantias, medida prevista para entrar em vigor no início do ano passado.

Em uma ofensiva contra Fux, advogados criminalistas querem derrubar a liminar do magistrado que suspendeu por tempo indeterminado a implementação do juiz de garantias. Moraes é o relator do caso e pediu informações a Fux no final do ano passado.

MODELO – A criação do juiz de garantias prevê a divisão entre dois magistrados da análise de processos criminais. O modelo foi aprovado pelo Congresso em 2019, junto com o pacote anticrime, e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro, mas sua aplicação foi suspensa por Fux em janeiro de 2020. Um dos temores de interlocutores de Fux é o de que o habeas corpus movido pelo grupo de advogados leve à soltura de criminosos condenados e presos no País. Na prática, o processo serve como instrumento de pressão sobre o presidente do Supremo.

Em uma resposta de apenas duas páginas, dividida em seis tópicos, Fux informou que em 22 de janeiro de 2020 suspendeu a implantação do juiz de garantias e outras medidas, como mudanças do procedimento de arquivamento de inquéritos policiais. O ministro também observou que em fevereiro do ano passado, “considerada a relevância social” do assunto, convocou audiências públicas sobre o tema para 16 de março e 30 de março, “com o objetivo de ouvir membros do Poder Público e da sociedade civil com conhecimentos técnicos e jurídicos para o deslinde das controvérsias em julgamento”.

“No entanto, com a entrada em vigor da resolução STF n. 663/2020, que estabeleceu medidas de prevenção ao contágio pelo covid-19 no âmbito deste Tribunal, suspendi, em 12.03.2020, a realização das referidas audiências públicas, as quais serão redesignadas para data oportuna”, escreveu o presidente do Supremo, sem informar previsão de nova data.

RECESSO – Moraes é um dos quatro ministros que comunicaram à presidência do STF que vão seguir despachando durante o recesso, esvaziando o poder de Fux, conforme revelou o Estadão. Em tese, caberia apenas a Fux a análise de todos os casos urgentes durante as férias dos ministros, inclusive daqueles que estão sob a relatoria dos colegas.

O “habeas corpus da discórdia” – apresentado pelo Instituto de Garantias Penais (IGP), que reúne os advogados autores da medida judicial – foi visto por interlocutores de Fux como uma manobra de criminalistas para anular ações penais de políticos atingidos pela Lava Jato. O criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, um dos nomes do IGP que assinam o habeas corpus coletivo, nega que o pedido vá colocar criminosos na rua.

Segundo o Estadão apurou, interlocutores de Fux esperam que Moraes não conceda a liminar, já que não caberia habeas corpus contra uma liminar proferida por um ministro do STF.

Eduardo Bolsonaro faz visita à Casa Branca, não é recebido e diz que filha de Trump o convidou


Eduardo Bolsonaro faz visita à Casa Branca com sua mulher, Heloísa Bolsonaro, e filha, Geórgia - Reprodução/Twitter/rkrahenbuhl

Eduardo, com mulher, filha e embaixador, entrou pelos fundos

André Duchiade
O Globo

A menos de dois dias da oficialização pelo Congresso da vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais de novembro e a 16 dias de sua posse, alguns dos principais nomes da política externa do governo Jair Bolsonaro emitiram manifestações públicas de estima pelo governo de Donald Trump nesta segunda-feira.

Acompanhado por Nestor Forster, embaixador brasileiro em Washington, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) esteve na Casa Branca na tarde desta segunda-feira, a convite da filha de Donald Trump, Ivanka.

COM MULHER E FILHA – A informação foi apurada por Raquel Krähenbühl, correspondente da GloboNews em Washington. Segundo ela, além de Forster, Eduardo esteve junto da mulher, Heloísa Bolsonaro e da filha do casal, Geórgia.

O filho do presidente, que preside a Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados e atua como embaixador informal do governo, está de férias. O encontro não tinha sido anunciado antes, e o único registro disponível até agora é um vídeo feito pela própria repórter. Não se sabe se Eduardo Bolsonaro esteve com alguma autoridade americana, mas ele não aparecia na agenda pública de líderes do governo.

Horas antes, o secretário de Estado de Trump, Mike Pompeo, publicou duas mensagens se referindo ao governo Bolsonaro no Twitter.

NA RETROSPECTIVA – Pompeo fazia uma retrospectiva de seu mandato, referindo-se a ações tomadas em relação a vários países. Quando abordou o Brasil, disse:

 “Nosso relacionamento com o Brasil está na maior alta até hoje. Juntos com o governo Jair Bolsonaro, assinamos um novo acordo comercial de três partes, designamos o Brasil como um aliado importante extra-Otan e lançamos o Diálogo da Estrutura Ambiental EUA-Brasil”.

Em outra mensagem, direcionada a Ernesto Araújo, escreveu: “Não há chanceler mais amante da liberdade do que você Ernesto Araújo. Você, eu, a liberdade. O jogo está rolando”.

Pompeo também postou várias fotos de encontros com Araújo, assim como uma imagem de sua vinda à posse de Bolsonaro.

VERDADEIRA BÊNÇÃO – O chanceler brasileiro respondeu horas depois: “Mike Pompeo, sua visão, sua coragem e sua dedicação aos ideais que consideramos mais caros são uma verdadeira bênção. Patriotas americanos e brasileiros estarão lado a lado, aconteça o que acontecer. Sabemos que a liberdade está em jogo no mundo inteiro. O jogo está rolando!”

A visita e a troca de mensagens acontecem em meio a uma das transições de poder mais confusas da História americana, com Donald Trump recusando-se a reconhecer a derrota e mantendo, com apoio de alguns parlamentares republicanos, alegações infundadas de fraude eleitoral.

Desde antes do início de seu mandato, em medidas fora dos protocolos da diplomacia internacional, o governo Bolsonaro emitiu declarações de apoio explícito ao governo Trump.

QUESTÃO AMBIENTAL – O governo brasileiro foi o penúltimo país do mundo a saudar a vitória de Biden, só o fazendo antes da Coreia do Norte, após a oficialização da vitória do democrata no Colégio Eleitoral.

O governo democrata tem a área ambiental como uma de suas prioridades, e o presidente eleito já deu manifestações de que pressionará Bolsonaro a reverter sua política ambiental e combater a devastação da Amazônia, para reduzir a pressão internacional.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É como o antigo sucesso de Hollywood, “Adivinhe quem veio para jantar?”. De repente, aparece na Casa Branca aquele deputado hamburgueiro do Brasil, com mulher e filha bebê, querendo ser recebido pelo presidente. Resultado, teve de entrar por uma espécie de porta dos fundos e não foi recebido por ninguém, porque a filha Ivanka  é uma espécie de Zero à esquerda. E o  Secretário de Estado Mike Pompeo, que também não o recebeu, apenas o citou numa mensagem genérica. Conclusão: ser bajulador nem sempre dá bom resultado. (C.N.)

O Prefeito de Jeremoabo já irá reimplantar a esculhambação na sua administração

" Através do ZAP recebi uma matéria intitulada: " Jeremoabo: Zominho da Cirica irá assumir vaga do vereador Neto na Câmara.

                                            (...)

... a novidade é a ida do vereador Neto de Zé Crispin (PP) para umas das secretaria..."https://www.manoelalves.com.br/).

Nata da redação deste Blog - Pelo visto, estamos diante de um prefeito com suposta psicose de colecionar processos, que se acha acima da Lei e não acredita na justiça; mesmo já sendo penalizado por diversas  vezes.

Desde o início do seu (des)governo que os vereadores da oposição vem denunciando a vergonhosa, imoral e ilegal pratica de nepotismo marca registrada da  (in)gestão Deri do Poloma; o que rendeu para o  mesmo a rejeição de suas contas correspondentes ao ano de 2019, várias multas, recomendações e  representação perante o Ministério Público Estadual.

Para refrescar a memória do prefeito transcrevo a seguir:


PREFEITO DE JEREMOABO É DENUNCIADO AO MPE POR NEPOTISMO.

O Tribunal de Contas dos Municípios, na sessão realizada por meio eletrônico nesta terça-feira (02/06), determinou a formulação de representação ao Ministério Público Estadual contra o prefeito de Jeremoabo, Derisvaldo José dos Santos, em razão da prática de nepotismo. A sugestão foi apresentada pelo conselheiro José Alfredo Rocha Dias, relator do processo. Ele constatou serem verdadeiros os fatos apontados por vereadores na denúncia formulada junto ao TCM contra o prefeito. Por isso, além de responder a processo por improbidade administrativa, caso denunciado à Justiça pelo MPE, o prefeito terá que pagar multa de R$10 mil como punição administrativa.

O Tribunal de Contas já havia determinado, em processo no qual fora reconhecida a irregular nomeação de parentes para cargos públicos – configurando prática de nepotismo -, a exoneração de todos os beneficiados. Inicialmente, foram constatadas irregularidades da nomeação de parentes do secretário municipal, João Batista Santos Andrade, para diversos cargos comissionados da administração de Jeremoabo, durante a gestão do prefeito Derisvaldo dos Santos. Tão logo o fato foi denunciado, o TCM determinado que fossem exonerados os agraciados no prazo máximo de 30 dias – decisão que não foi cumprida em sua integridade.

Nos autos do processo, o TCM apontou os seguintes vínculos de parentesco que afrontavam o ordenamento jurídico: Alalucha Teixeira Ferreira Andrade, mulher do secretário, ocupando o cargo comissionado de chefe do setor de recursos humanos do Hospital Geral de Jeremoabo e Maria Célia Santos Andrade, irmã do secretário, nomeada como coordenadora do setor de compras e almoxarifado prefeitura. Além disso, houve também a nomeação irregular de três sobrinhos do secretário João Batista Andrade para ocupar outros cargos de confiança: Fabrício Emanoel dos Santos Silva foi nomeado para a defensoria pública, Gilson Santos Andrade Filho, para o cargo de chefe de manutenção de estradas vicinais; e Lucas Ravel Santos Andrade, indicado para auxiliar de assistência em saúde.

Segundo os vereadores que apresentaram a nova denúncia, que ontem foi apreciada pelo TCM, não teria havido o cumprimento integral da decisão anterior do Tribunal, visto que, com exceção do servidor Fabrício Emanoel Dos Santos Silva, os demais continuariam trabalhando normalmente. (Nosso grifo).

Em sua defesa, o gestor alegou que “embora a decisão do processo inicial tenha sido publicada em 30/08/2019, teria havido protocolo de Embargos de Declaração que não teriam ainda sido apreciados”. Por isso, considerou que “não teria havido o trânsito em julgado”. O conselheiro José Alfredo Rocha Dias destacou a deliberada omissão do prefeito, que usou de subterfúgios para o não atendimento da decisão. Por isso, voltou a determinar o imediato afastamento de todos os parentes do secretário municipal dos cargos que ocupam, e propôs formulação de representação ao Ministério Público Estadual para que o prefeito responda pelo crime de improbidade administrativa. (Nosso grifo)

Explicou, mais uma vez, que a Súmula nº 13 do STF proíbe a nomeação de parente em linha reta, colateral ou por afinidade até o terceiro grau, de servidores investidos em cargos de direção/chefia, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta. (Nosso grifo)

Observem o " chega prá lá"   que o Conselheiro aplicou contra o prefeito:

O conselheiro José Alfredo Rocha Dias destacou a deliberada omissão do prefeito, que usou de subterfúgios para o não atendimento da decisão. Por isso, voltou a determinar o imediato afastamento de todos os parentes do secretário municipal dos cargos que ocupam, e propôs formulação de representação ao Ministério Público Estadual para que o prefeito responda pelo crime de improbidade administrativa.".

Como reincidente quando os vereadores da oposição apresentarem maias uma provável denúncia, o prefeito irá alegar o que?

 Amnésia"?

Além de insensatez  é um desrespeito aos vereadores, principalmente da situação, já que os da oposição vem fazendo sua parte denunciando por várias ocasiões a burla do nepotismo,  uma das marcas registradas desse (des)governo.

 




O Prefeito Deri do Paloma começa a definir sua equipe trocando seis por meia dúzia, porém não abre mão do nepotismo

 


Os agraciados do primeiro escalão começam a ser nomeados; porém com mudanças, ou seja, trocando meia dúzia por seis.
Já começa dando continuidade ao trabalho da oposição no combate ao nepotismo.
Por enquanto, ainda não saiu a nomeação do ex-chefe de gabinete, que deveria ter cadeira cativa.
Vamos aguardar as novas nomeação para uma narração com mais profundidade

Graças as denúncias dos vereadores da oposição o prefeito de Jeremoabo resolvei fazer Pregão de Combustível

 


Depois de muitas denúncias dos vereadores da oposição, das redes sociais e deste Blog, o prefeito parece que resolveu desistir do Ticket Combustível e realizar pregão eletrônico para aquisição de gasolina e diesel.

Parece que com a rejeição das Contas concernentes o ano de 2019, o prefeito começou a entender que não está acima da Lei

Alvo da Operação Metástase, IBDAH comprou decisão de desembargadora, diz MPF


por Cláudia Cardozo / Bruno Luiz

Alvo da Operação Metástase, IBDAH comprou decisão de desembargadora, diz MPF
Lígia Ramos teria recebido R$ 150 mil por decisão | Foto: Divulgação/ TJ-BA

Investigado no âmbito da Operação Metástase por suspeita de integrar esquema de desvio de recursos públicos do Hospital Regional de Juazeiro (entenda aquiaquiaqui e aqui) o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Administração Hospitalar (IBDAH) teria comprado uma decisão judicial nas mãos da desembargadora Lígia Ramos, presa por supostamente comercializar sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). 

A informação está na denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a magistrada e outras cinco pessoas, pelo crime de organização criminosa, no âmbito da Operação Faroeste (veja aqui e aqui), que investiga esquema de venda de decisões com participação de desembargadores e juízes da Corte.

Segundo os procuradores do MPF, o processo do IBDAH está entre os quatro sob relatoria de Lígia que foram negociados pela organização. Delator na Faroeste, o advogado Júlio César Cavalcanti Ferreira  relatou que a instituição comprou um mandado de segurança por R$ 150 mil.

Conforme a denúncia, o valor seria recebido pelo advogado Rafael Júnior, em um mecanismo de lavagem de dinheiro idealizado pelo também advogado Rui Barata Lima Filho, filho de Lígia e considerado operador financeiro da mãe no esquema.

A propina deveria ser paga de forma parcelada, usando como intermediário o advogado Ailton Assis. De acordo com o MPF, ele emitiu nota fiscal ao receber os valores e os transferiu para Rui Barata. Caberia, então, a Júlio César fazer o recolhimento e receber seu percentual, fixado em R$ 15 mil. Esse esquema impediria, na visão dos investigadores, qualquer possibilidade de rastreio da origem ilícita do dinheiro. Um extrato bancário anexado à denúncia comprova o repasse de Ailton para conta do delator.

Como forma de demonstrar o funcionamento da suposta organização criminosa, o MPF descobriu que, entre 1º de julho  e 27 de julho de 2018, mês em que o processou passou para relatoria de Lígia, “os terminais de RUI BARATA se comunicaram com os terminais de DIEGO RIBEIRO (10) e ARTHUR BARATA (1), não se podendo perder de vista que o advogado corruptor RAFAEL JÚNIOR manteve contato com diversos investigados pela Operação Faroeste, quais sejam: ELIAM CHAVES (1 registro em 18/7/2018), KARLA JANAYNA (4 registros em 2/8 e 8/8/2018) e MARIA DA GRAÇA OSÓRIO [desembargadora] (1 registro em 10/9/2018).”

O Bahia Notícias entrou em contato com a assessoria do IBDAH e aguarda posicionamento da entidade sobre a acusação do MPF.

Bahia Notícias

Desembargadora omitiu do STF que teve Covid-19 para obter habeas corpus, suspeita MPF


por Cláudia Cardozo / Bruno Luiz

Desembargadora omitiu do STF que teve Covid-19 para obter habeas corpus, suspeita MPF
Desembargadora Lígia Ramos | Foto: Divulgação / TJ-BA

O Ministério Público Federal (MPF) suspeita que a desembargadora Lígia Ramos omitiu do Supremo Tribunal Federal (STF) que já contraiu a Covid-19 para conseguir habeas corpus e ser colocada em prisão domiciliar.

Em petição enviada ao ministro Edson Fachin, do STF, a defesa da magistrada alegou que ela corre risco de ser contaminada com coronavírus caso continue detida no Núcleo de Custódia da Polícia Militar, no Distrito Federal. Entretanto, o MPF anexou ao processo uma troca de mensagens da desembargadora com uma servidora do seu gabinete, em novembro do ano passado, na qual revela ter testado positivo para Covid-19. 

“Não comente com ninguém nem com o Gab. [gabinete], só falei a quem teve contato comigo, mas testei positivo ao COVID e suspendeu a cirurgia”, diz mensagem enviada por Lígia em 19 de novembro a essa assessora. O material foi extraído pela Polícia Federal do celular dela, apreendido nas 6ª e 7ª fases da Operação Faroeste, deflagradas em 14 de dezembro, que culminaram na prisão da desembargadora. Ela é suspeita de integrar um esquema de venda de sentenças no TJ-BA.



Mensagens de celular indicam que desembargadora teve Covid em novembro

 

O MPF também incluiu no processo um atestado médico localizado pela PF no computador de Lígia, determinando o afastamento dela das funções por 15 dias, e uma requisição que comprova que a desembargadora havia testado positivo e deveria fazer outro exame. O objetivo do novo teste era saber se ela estava curada e poderia realizar cirurgia para retirada da vesícula.

 

 

Médico pede novo teste para atestar que desembargadora estava curada da Covid

 

Diante da documentação, o Ministério Público defendeu ao STF a manutenção da prisão preventiva da magistrada. Em parecer, o subprocurador-geral da República Juliano Baiocchi Villa-Verde de Carvalho lembrou que os advogados não mencionaram no habeas corpus que Lígia já teria tido Covid-19.  “A defesa nada aludiu na inicial do HC quanto a anterior diagnóstico de COVID19 da paciente, tendo, ao contrário, argumentado, sobretudo na manifestação quanto às informações pelo JEP, pela possibilidade de que a paciente venha a contrair referido vírus no sistema prisional”, diz trecho do parecer.

“Ao que tudo indica, a infecção da paciente pelo vírus não foi severa, tanto que autorizada sua cirurgia de vesícula. E ainda que a Literatura Médica já tenha registrado casos de re infecção pelo vírus mundo afora, não há, conforme demonstrado no anterior parecer neste HC, como se proceder ao afastamento da preventiva da paciente ao fundamento da pandemia viral”, argumenta o subprocurador.

Titular do processo porque o relator está em recesso, a vice-presidente do STF, ministra Rosa Maria Weber, deu prazo de 48 horas para que a defesa de Lígia se manifestem sobre a documentação apresentada pelo MPF. 

O Bahia Notícias entrou em contato com a assessoria dos advogados da desembargadora e aguarda posicionamento.

Bahia Notícias

Por meio de decreto, prefeito eleito de Jacobina reduz próprio salário ao mínimo nacional


por Vitor Castro

Por meio de decreto, prefeito eleito de Jacobina reduz próprio salário ao mínimo nacional
Foto: Reprodução / Report News Bahia

O primeiro ato administrativo do prefeito eleito de Jacobina, no Piemonte da Diamantina, foi a redução do próprio salário, por meio de um decreto municipal, que deve ser publicado no Diário Oficial do Município (DOM) nesta terça-feira (4).   Atualmente, o salário do prefeito de Jacobina é de R$ 16 mil reais. Com o decreto, o novo gestor passará a receber durante 12 meses o equivalente a R$1.100,00. 

 

Ao Bahia Notícias, Tiago Dias (PCdoB) explicou a medida. De acordo com ele, será uma forma de ‘viver como o povo’. “Não adianta apenas o discurso, tem que ser na prática. O prefeito tem combustível, telefone, assessoria, e outras coisas que já nos colocam 100 vezes mais à frente do trabalhador e da trabalhadora, além disso tudo, se com um  salário  trabalhador e a trabalhadora conseguem sobreviver, por que o prefeito não consegue”, disse. 

 

Questionado sobre o período de validade do decreto, o gestor de 37 anos que foi eleito com  45,82% dos votos válidos,  disse ao Bahia Notícias que o prazo se justifica por conta de um projeto de lei municipal que pretende aumentar o salário do prefeito em 2022.  “Não adiantaria  tomar agora uma decisão em cima de algo que pode não estar mais valendo no futuro. Quando chegar em janeiro do próximo ano, que a nova lei vigorar, avalio uma nova mudança”, disse.

 

Tiago Dias disse que espera que a medida se estenda para o legislativo municipal e para a classe política de todo o estado.

Bahia Notícias

Retomada das aulas na Bahia em fevereiro é 'pouco provável', avalia imunologista


por Mauricio Leiro / Jade Coelho

Retomada das aulas na Bahia em fevereiro é 'pouco provável', avalia imunologista
Foto: Camila Souza/GOVBA

As especulações para o retorno das aulas presenciais nas escolas da Bahia são muitas. Válida desde 18 de março, a interrupção das atividades nas escolas públicas e privadas do estado foi uma das primeiras medidas adotadas pelo governo estadual para tentar frear a contaminação da Covid-19. Mas o imunologista Gustavo Cabral considera “pouco provável” retomar as aulas em fevereiro.

 

A Bahia, e outros estados brasileiros, lidam com uma nova escalada nos casos, com aumento na ocupação de leitos e mortes pela infecção. A situação está sendo vivenciada também em outros países.

 

“Acho pouco provável retorno em fevereiro”, disse com base nos atuais dados da pandemia no estado. “Na verdade nem saímos da primeira onda, a Europa entrou na segunda, a gente nem conseguiu sair”, alertou Cabral, que é graduado em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb), mestre em imunologia na Universidade Federal da Bahia (Ufba), doutor pela USP e pós-doutor em Oxford, na Inglaterra, e em Berna, na Suíça, onde estudou imunologia aplicada à vacina.

 

Cabral atualmente é pesquisador da Fapesp, onde vem estudando sobre vacinas contra Covid-19 e outras doenças. Ele comenta que a transmissibilidade ainda é muito alta no estado, e isso é um fator a ser considerado para uma decisão como o retorno das aulas.

Gustavo Cabral é baiano nascido em Tucano | Foto: Matheus Caldas/Bahia Notícias

 

“As aulas vão voltar naturalmente. Só que não vai ser uma volta normal, como acontece sempre. Eles vão ter que organizar”, disse ao destacar o papel das gestões estadual e municipais na retomada.

 

“A gente sabe que criança é muito difícil de controlar, são questões práticas”, disse ao explicar o motivo pelo qual o prudente é que o retorno das aulas seja iniciado pelos mais velhos. Segundo ele, aqueles “mais fáceis de educar e controlar".

 

Ainda sobre as crianças, principalmente as menores, de três a sete anos, o especialista destaca que não são as que mais transmitem o vírus. Ainda assim, o retorno delas ao convívio com outras crianças deve ocorrer sob muitos cuidados. “Mesmo transmitindo menos, lembrar que as crianças vão para a escola e voltam para casa e têm contato com o pais, os avós. E não precisa ser uma carga viral muito alta, uma carga viral mais baixa você transmite também. O problemas com as crianças é justamente pra manter os protocolos”, analisou.

 

A sugestão do doutor em imunologia é para que o número de alunos nas salas seja reduzido, e que seja adotado um revezamento com aulas presenciais e online.

Bahia Notícias

Ministério da Saúde requisita estoque de agulhas e seringas de fabricantes nacionais


por Natália Cancian | Folhapress

Ministério da Saúde requisita estoque de agulhas e seringas de fabricantes nacionais
Foto: Reprodução/ seringasr.com.br

Após obter fornecedores para apenas 2,3% de seringas e agulhas em uma primeira tentativa de compra, o Ministério da Saúde decidiu fazer uma requisição administrativa dos estoques de fabricantes nacionais desses produtos.

Na prática, isso indica que essas empresas só poderão vender o material excedente à pasta. O objetivo é garantir material para iniciar o plano de vacinação contra a Covid-19.

A informação foi confirmada por representantes do ministério na noite desta segunda-feira (4).

Segundo a pasta, a medida atinge fabricantes representados pela Abimo e ocorre "enquanto não se conclui o processo licitatório normal, que será realizado o mais breve possível".

Antes das seringas, o Ministério da Saúde já adotou modelo semelhante de requisição para compra de medicamentos usados na intubação de pacientes com Covid-19, por exemplo.

Em nota, a pasta diz que a nova requisição "visa a atender às necessidades mais prementes para iniciar o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19".

Diz ainda que aguarda confirmação das quantidades disponíveis no estoque das empresas e que deve iniciar um novo pregão "o mais rápido possível".

A iniciativa ocorre após um pregão realizado pelo Ministério da Saúde no dia 29 de dezembro obter fornecedor para apenas 7,9 milhões de seringas e agulhas -a pasta previa obter 331 milhões de unidades desses produtos.

Na ocasião, o preço cobrado pelas empresas ficou acima do valor estimado pelos técnicos do governo, o que frustrou a negociação.

Como deixou a compra de insumos para última hora, a pasta se viu diante de uma escassez de produtos, de uma disputa mundial pelos insumos e de preços impraticáveis dada a grande procura.

Após o fracasso do primeiro pregão, técnicos do ministério têm conversando com empresas que apareceram para a disputa. Os dois lados tentam adequar propostas, e o mais provável é que a pasta aceite pagar mais por seringas e agulhas.

Bahia Notícias

Trump faz o possível e o impossível para evitar que Joe Biden assuma Presidência


Trump confirma morte do chefe do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi | A  Gazeta

Donald Trump convoca “protestos selvagens” em Washington

Deu em O Globo

A falsa narrativa de que uma conspiração o impediu de continuar por mais quatro anos na Casa Branca tem sido a base do discurso político de Trump antes mesmo dos números da apuração confirmarem a vitória do democrata Joe Biden, no dia 7 de novembro. Além de seus apoiadores, Trump conseguiu que parte dos congressistas republicanos abraçasse a ideia.

Na quarta-feira, quando o Congresso se reunirá em sessão conjunta para contar os votos dos delegados aos Colégio Eleitoral e proclamar a vitória de Biden — a última etapa do processo eleitoral antes da posse do democrata no dia 20 de janeiro — 11 senadores do partido, liderados pelo texano Ted Cruz, anunciaram que vão questionar a validade dos resultados em plenário.

SEM CHANCES – A iniciativa é considerada sem chances de sucesso: objeções à proclamação do resultado precisam ser aprovadas separadamente pelas duas Casas do Congresso. A Câmara continuará sob o comando democrata na próxima legislatura, que tomou posse neste domingo, e muitos senadores republicanos reconheceram a vitória de Biden — incluindo o líder da maioria, Mitch McConnell, e o senador pela Carolina do Sul Lindsey Graham. Ambos foram fortes aliados de Trump durante todo o seu mandato.

No entanto, o esforço servirá para constranger Biden e, mais que isso, pôr pressão sobre os republicanos que votarem no Congresso pela confirmação do resultado — na prática, um voto contra Trump. Além disso, ele transformará um ritual político que normalmente passa despercebido em uma sessão conturbada.

SÃO APENAS 12 – Além dos 11, o senador Josh Hawley já havia anunciado que questionaria os resultados.  E no domingo outros quatro senadores republicanos protestarem e disseram que vão apoiar a vitória de Biden,

“Parece ser mais uma manobra política do que um remédio efetivo. Vou escutar atentamente, mas eles têm uma barreira muito alta para superar”, afirmou o senador Lindsey Graham.

PROTESTO SELVAGEM – O cálculo vai além de vencer ou perder. Ao apresentar os questionamentos, os senadores amplificam a alegação de Trump de que Biden venceu graças a uma fraude, o que provavelmente será repetido ao longo de todo o mandato do democrata.

Na quarta-feira, enquanto o Congresso estiver reunido, apoiadores do presidente farão uma manifestação em Washington, um evento que já é visto como potencialmente perigoso pelas autoridades locais. E o próprio Trump o classifica de “protesto selvagem”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Se os Estados Unidos não fossem um país solidamente democrático, Trump estaria colocando em risco as instituições. Porém, a única coisa que conseguirá é atrasar a reunião do Congresso, que será dirigida pelo atual vice-presidente Mike Pence, que está contra essa postura de Trump denunciar fraudes que não existiram. (C.N.)

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