quarta-feira, novembro 11, 2020

#BolsonaroGenocida sobe no Twitter após declaração presidencial comemorando suspensão de teste de vacina

 


Charge do Amarildo (amarildocharge.wordpress.com)

Deu no Correio Braziliense

O presidente Jair Bolsonaro virou alvo de críticas nas redes sociais nesta terça-feira, dia 10. A tag #Bolsonarogenocida foi parar nos Trending Topics do Twitter por duas declarações do presidente. Em uma cerimônia no Palácio do Planalto, o chefe do Executivo chamou o Brasil de “país de maricas” pela forma como estava lidando com a pandemia da covid-19. Mais cedo, Bolsonaro comemorou a interrupção dos testes clínicos da vacina CoronaVac.

Nas redes, os usuários criticaram as falas do presidente. “Minha reação ao ouvir o pronunciamento desse genocida. Eu espero que todos você se lembrem de cada palavra e de cada ato. A eleição é daqui a dois anos e espero que possamos reverter isso em 2022. Esse erro monstruoso”, escreveu uma usuária. “O IML informou que a morte do voluntário da vacina Coronavac foi por suicídio e não em decorrência do teste. Bolsonaro utilizou essa tragédia para defender a sua política da morte. #BolsonaroGenocida não respeita a ciência e o Brasil”, publicou outra.

O CASO –  O estudo da CoroVac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butatan, foi suspenso na noite desta segunda-feira pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A alegação foi que um voluntário tinha apresentado uma reação adversa grave. Nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro disse que ele tinha “vencido” uma disputa com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Nesta terça, o Instituto Butatan disse que a reação não tinha a ver com a vacina. O Boletim de Ocorrência registrado pela Polícia de São Paulo diz que a causa da morte do voluntário foi suicídio. Mais tarde, em cerimônia de lançamento da Retomada do Turismo, o presidente disse que o Brasil tinha “superdimensionado” a pandemia e que o Brasil tinha que parar de ser um “país de maricas”.

Isso é uma vergonha, escola condenada pela Justiça eleitoral sem condições de abrigar eleitores para votar


Essa escola que não ser para abrigar eleitores está abrigando alunos, crianças e adolescentes.
 A pergunta que faço é:
Porque não serve para abrigar eleitores, e serve para alunos?
A resposta está na vista de todos, falta de reparos e conservação.
A outra pergunta, cadê o dinheiro que chega para educação?
Ao invés de prometerem em Live escolas de primeiro mundo, não seria melhor consertar as que estão abandonadas?
E os vereadores que querem ser agraciados com a reeleição, fiscalizaram, denunciaram essa irresponsabilidade?
Esse é mais um motivo para a população de Jeremoabo, principalmente o eleitor não acreditar em propaganda enganosa de véspera de eleição, quem sabe os problemas de Jeremoabo são vocês que residem em Jeremoabo, e não que só aparece paar pedir votos.
Nessa eleição votem com o coração e com a inteligência, acreditando na competência, na honestidade e no bem de Jeremoabo.

Candidatos em Salvador reagem à decisão do TRE-BA de proibir de campanhas presenciais


por Matheus Caldas / Mauricio Leiro

Candidatos em Salvador reagem à decisão do TRE-BA de proibir de campanhas presenciais
Fotos: Bahia Notícias

Candidatos à prefeitura de Salvador reagiram à decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) de proibir todos os eventos presenciais de campanha eleitoral. A resolução, publicada na última terça-feira (10), tem efeitos válidos a partir desta quarta (11) em toda a Bahia (leia mais aqui). O impacto da decisão já foi sentido nas agendas dos concorrentes ao Palácio Thomé de Souza, já que boa parte dos compromissos de campanha foram cancelados (confira as agendas aqui).

 

O Bahia Notícias questionou às equipes de todos os candidatos e, abaixo, traz, por ordem alfabética, os posicionamentos de cada postulante que respondeu. Até a publicação desta reportagem, não se posicionaram Bacelar (Podemos), Pastor Sargento Isidório (Avante), Olívia Santana (PCdoB) e Rodrigo Pereira (PCO).

 

BRUNO REIS (DEM)

A coordenação do candidato lançado pelo prefeito ACM Neto (DEM) afirmou que “irá cumprir a decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) e destaca que determinou, desde o início, protocolos sanitários para todos os seus eventos políticos, de forma a evitar aglomerações”. “Diz, ainda, que seguirá levando sua mensagem e suas propostas pelos meios permitidos pela legislação nesta reta final de campanha”, acrescenta.

 

CELSINHO COTRIM (PROS)

O candidato pelo Pros criticou a decisão, mas afirmou que irá acatá-la. “Vamos acatar a decisão judicial eleitoral, apesar de que poderia ter encontrado um equilíbrio entre as suspensão dos atos políticos presenciais e a prevenção contra o coronavírus”, disse.

 

CEZAR LEITE (PRTB)

Leite criticou de maneira mais incisiva a decisão da Corte eleitoral. “Nos causa estranhamento essa resolução a cinco dias das eleições. Do ponto de vista técnico e sanitário, sabemos que é absolutamente absurda essa medida cujo impacto no combate ao vírus é nulo. Mais uma vez as candidaturas independentes, que não são beneficiadas com tempo de rádio e TV e não utilizam dinheiro público, são prejudicadas”, atacou.

 

MAJOR DENICE (PT)

A petista não se posicionou sobre a decisão do tribunal, mas sua equipe indicou que a agenda desta quarta nos bairros de Pernambués e Cabula foi cancelada. 

Acabou a campanha? Ou proibição será apenas no papel?

 

Acabou a campanha? Ou proibição será apenas no papel?
Foto: Reprodução/ Facebook

Demorou um pouco a resolução do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) proibindo a realização de atos de campanha. Desde o dia 27 de setembro, quando a propaganda eleitoral passou a ser permitida, o que se viu, principalmente no interior do estado, foi uma série de descumprimentos das recomendações sanitárias. Era como se na campanha eleitoral tudo o que foi proibido entre os meses de março e setembro passasse a ser permitido. Como se a pandemia tivesse acabado. Um erro crasso.

 

Dados coletados pelo Bahia Notícias sugerem um aumento expressivo do número de casos nas cidades mais populosas da Bahia, com exceção de Salvador, após o início oficial da campanha. Infelizmente, parte dos candidatos não colaborou para tentar coibir as aglomerações ou atos que poderiam gerar a disseminação do coronavírus. Foi uma tática de cada um por si - e Deus por todos - para fingir que havia uma normalidade ainda longe da realidade. Isso em um contexto de redução da quantidade de testes realizados nos municípios, como apontam dados da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia.

 

A cinco dias da eleição, todavia, a iniciativa de proibir atos de campanha só beneficia aqueles que já usaram e abusaram do descumprimento de medidas sanitárias. Porque eles já estiveram nas ruas tempo o suficiente para serem conhecidos e reconhecidos e quem estiver atrás na disputa já não conseguirá encontrar espaço para quebrar essa condição. Ou seja, a resolução acaba por favorecer quem está na frente na disputa e que, em tese, gastou mais sola nesse período em que “comícios, passeatas, bandeiraços, caminhadas, bicicleatas, cavalgadas, motoatas, carreatas e similares” puderam ser realizados.

 

O adiamento da eleição, inclusive, parece inútil a essa altura do campeonato. O número de casos não diminuiu expressivamente, a população continua não seguindo as recomendações de distanciamento social e se criou uma sensação de que, por interesse político, é permitido até mesmo um suicídio coletivo indireto. Pode não ter sido a intenção, porém as flexibilizações durante a campanha deram sinais de que as atividades econômicas poderiam parar, enquanto a manutenção do sistema político não. Uma crítica plausível, por mais que haja “n” justificativas – ou mesmo desculpas.

 

A partir de hoje, caso se cumpram finalmente as determinações dadas pelo TRE-BA, o momento será de lamentações para quem está atrás na briga e não poderá mais sair à rua, e de celebração para quem estiver liderando as corridas. Com uma forcinha da pandemia - e da Justiça Eleitoral - a campanha de 2020 terminou mais cedo.

 

Este texto integra o comentário desta quarta-feira (11) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para a rádio A Tarde FM. O comentário pode ser acompanhado também nas principais plataformas de streaming: SpotifyDeezerApple PodcastsGoogle Podcasts e TuneIn.

Corregedoria do CNMP vai investigar se MP-RJ vazou informações sigilosas de Flávio Bolsonaro


Corregedoria do CNMP vai investigar se MP-RJ vazou informações sigilosas de Flávio Bolsonaro
Foto: Agência Senado

O conselheiro Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho, do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), determinou o encaminhamento do procedimento de controle administrativo movido pelo senador Flávio Bolsonaro contra o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) para a Corregedoria Nacional do MP. 

 

O senador, filho do presidente Jair Bolsonaro, apresentou o pedido ao CNMP alegando que o Ministério Público do Rio por vazar informações sigilosas sobre seu processo das rachadinhas e funcionários fantasmas para a imprensa. Ele pediu a adoção de medidas preventivas administrativas contra membros do Parquet fluminense por descumprimento funcional no manejo das informações sigilosas. 

 

O conselheiro determinou o arquivamento do procedimento de controle administrativo e encaminhou os autos para a Corregedoria, por entender que há elementos para apuração dos fatos sob a ótica disciplinar. Segundo o conselheiro, há indícios que de que “os vazamentos têm partido do próprio MP”, fato que configura inclusive a prática de crime previsto no artigo 325 do Código Penal, e que, até o momento, o próprio Ministério Público do Rio “não identificou dentro de seus quadros os responsáveis por tais condutas”. Por tais razões, entendeu que o caso deve ser apurado pela Corregedoria Nacional do Ministério Público. O órgão detém competência para apurar o descumprimento de dever funcional por parte dos membros do MP. 

Bahia Notícias

Novo Triunfo: Prefeito é acusado de 'cortar' água de opositores

por Francis Juliano

Novo Triunfo: Prefeito é acusado de 'cortar' água de opositores
Foto: Reprodução / Cícero Dantas Acontece

O Ministério Público do Estado (MP-BA) instaurou nesta quarta-feira (11) um procedimento para investigar a conduta nas eleições deste ano do prefeito de Novo Triunfo, no Nordeste baiano, João Batista de Santana. Batistinha, como o gestor é conhecido, é acusado de abuso de poder em favor do sobrinho e candidato a prefeito, Matheus Bob.

 

Segundo o promotor Gildásio Rizério de Amorim, o prefeito é suspeito de interromper o abastecimento de água por meio de caminhão-pipa a opositores e de fazer ameaças veladas de suspensão de salários. Conforme a denúncia, o gestor estaria usando a crise sanitária devido à pandemia do novo coronavírus como forma de angariar votos e fazer campanha.

 

Em caso de as suspeitas se confirmarem, Batistinha, assim como o sobrinho beneficiado, podem sofrer cassação.  O promotor chamou à atenção para um dos artigos da Lei 9.504/97 [a Lei das Eleições]. Segundo o ponto, são proibidos aos agentes públicos fazer ou permitir uso promocional em favor de candidato, partido político ou coligação, de distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social custeados ou subvencionados pelo Poder Público.

 

No pedido, o promotor também cobrou o imediato fornecimento de água a todos moradores que recebem o serviço através de carros-pipa, “independente da opção política”. Foi também pedido, em um prazo de três dias, esclarecimentos do gestor sobre os critérios usados para operar o serviço atráves de carros-pipa. 

Bahia Notícias

Neto defende decisão do TRE-BA de proibir eventos presenciais de campanha na Bahia


por Lucas Arraz / Bruno Luiz

Neto defende decisão do TRE-BA de proibir eventos presenciais de campanha na Bahia
Foto: Lucas Arraz/ Bahia Notícias

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), saiu em defesa da decisão tomada pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Jatahy Júnior, que proibiu eventos presenciais de campanha eleitoral em todo o estado, a partir desta quarta-feira (11). A medida visa evitar a proliferação do coronavírus, diante de cenas cada vez mais comuns de aglomerações provocadas por candidatos, principalmente no interior baiano.

 

Na visão de Neto, diante de uma situação de risco, é necessário adotar posição mais cautelosa e conservadora, como a do TRE-BA. Ainda segundo o prefeito, a coligação de Bruno Reis (DEM), candidato à prefeitura de Salvador apoiado por ele, vai cumprir a determinação e não fará mais eventos de campanha. 

 

“Se o TRE achou por bem decidir nesse sentido, eu concordo. Tão logo tomamos conhecimento dessa decisão, colocamos para a nossa coligação que nós não faríamos mais nenhum evento, para respeitar e cumprir a decisão da Justiça Eleitoral, que tem a nossa concordância e nosso apoio”, defendeu, ao responder perguntas dos jornalistas durante a ExpoRetomada, evento realizado no Centro de Convenções, na Boca do Rio, como teste para a volta de eventos como convenções e feiras na capital baiana, suspensos devido à pandemia. 

 

Ele ainda ponderou que, no interior do estado, o descumprimento de medidas para combater a Covid-19 é mais flagrante do que na capital. 

 

“Aconteceram situações e situações. Aqui em Salvador, fizemos algumas movimentações políticas, fundamentalmente de carreatas. Com poucos carros, sem grande aglomeração, sem colocar ninguém em risco, até porque tenho que dar exemplo. O que não significa que não teve problema. Nós vimos muitos problemas, principalmente no interior, pessoas fazendo arrastões nas ruas e etc.”

 

A decisão do TRE-BA acontece às vésperas do primeiro turno da eleição, marcado para o próximo domingo (15), e em um momento no qual Bruno Reis aparece na liderança das pesquisas em larga vantagem, com chances reais de vitória em primeiro turno. Talvez pelo cenário confortável, Neto tenha tido postura diferente em relação a nomes que fazem oposição ao seu candidato, que criticaram a determinação, como mostra o Bahia Notícias em matéria publicada nesta quarta (veja aqui). Os postulantes esperavam usar os últimos dias de campanha nas ruas para ajudar a diminuir a vantagem do adversário e conseguir vaga no segundo turno. 

Bahia NotíciS

Anvisa libera retomada de testes da Coronavac


Anvisa libera retomada de testes da Coronavac
Foto: Governo de SP /Divulgação

Dois dias após suspender a realização dos testes da Coronavac, vacina contra a Covid-19 do laboratório chinês Sinovac, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu liberar o estudo no Brasil. No país, o imunizante é produzido pelo Instituto Butantan, que é ligado ao governo de São Paulo.

 

A paralisação foi anunciada na noite de segunda-feira (9), sob o argumento de que foi detectado um "evento adverso grave", mas, posteriormente, se esclareceu que o evento em questão não teve relação com a vacina. Se tratou de um suicídio.

 

Até a resolução do entrave, a questão foi ainda mais politizada, com o presidente Jair Bolsonaro comemorando a suspensão dos testes como se tudo se resumisse a um embate entre ele e o governador João Doria (PSDB-SP).

BAHIA nOTÍCIAS

Bolsonaro coloca Mourão no freezer e diz que não está falando com o vice sobre nenhum assunto


as após avalanche de  críticas – Correio do Brasil

Bolsonaro tenta impedir que Mourão dê novas declarações

Emilly Behnke e Jussara Soares
Estadão

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que não está falando com o vice Hamilton Mourão sobre eleições nos Estados Unidos nem sobre nenhum outro assunto. Com a declaração, Bolsonaro desautorizou Mourão, que tinha dado declarações dizendo que o presidente está aguardando o fim da disputa sobre a contagem dos votos nos EUA para só depois cumprimentar o vencedor.

Três dias  após o democrata Joe Biden ter sido eleito presidente dos EUA, Bolsonaro continua aguardando o fim das ações judiciais movidas por Donald Trump, que se recusa a admitir a derrota.

OPINIÃO DELE… – “O que ele (Hamilton Mourão) falou sobre os Estados Unidos é opinião dele. Eu nunca conversei com o Mourão sobre assuntos dos Estados Unidos, como não tenho falado sobre qualquer outro assunto com ele”, disse Bolsonaro à emissora de TV CNN, horas após o vice ter se manifestado sobre o confronto na Casa Branca.

Mourão havia dito que Bolsonaro falaria “na hora certa” sobre o resultado das eleições americanas. Embora a pressão para o presidente se pronunciar tenha aumentado, principalmente após autoridades mundiais, incluindo de extrema-direita, cumprimentarem Biden pela vitória, foi Mourão quem primeiro tomou a palavra.

DISSE MOURÃO – “Eu julgo que o presidente está aguardando terminar esse imbróglio aí de discussão se tem voto falso, se não tem voto falso, para dar o posicionamento dele”, afirmou o vice. “É óbvio que o presidente na hora certa vai transmitir os cumprimentos do Brasil a quem for eleito. (…) Não julgo que corra risco (de o Brasil ficar para trás). Vamos aguardar, né? É uma questão prudente aí. Acho que essa semana define as questões que estão pendentes e aí a coisa volta ao normal e a gente se prepara para o novo relacionamento que tem de ser estabelecido”, afirmou Mourão, ainda na segunda-feira.

Nesta terça-feira, dia 10, ao ser questionado por repórteres sobre sua relação com Bolsonaro, Mourão evitou a polêmica. “Apenas a minha visão é que eu acho que ele (Bolsonaro) está aguardando (para se pronunciar). Só isso”, afirmou.

JUDICIALIZAÇÃO – Mais tarde, o vice voltou ao tema em uma transmissão ao vivo nas redes sociais promovida pela Fecomércio do Rio Grande do Sul. “Lá (nos EUA) não existe judicialização, mas existe recontagem dos votos”, observou.

Horas antes, em entrevista, quando perguntado sobre o que achava de o presidente ter dito que a decisão da Anvisa suspendendo os testes da vacina Coronavac havia sido uma vitória sobre o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), Mourão se esquivou. “Eu sou vice-presidente do presidente Bolsonaro. Não me compete comentar as declarações dele”, respondeu ele.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Mourão está fazendo o possível e o impossível para não romper com Bolsonaro. Deve ser muito difícil para ele, um general de verdade, ficar engolindo sapos e sendo humilhado indefinidamente. Seu rompimento com Bolsonaro é apenas questão de tempo(C.N.)

No Rio, na disputa entre Eduardo Paes e Marta Rocha, quem levar será por pequena diferença


Martha Rocha anuncia pré-candidatura à prefeitura do Rio | Rio de Janeiro |  G1

A delegada Marta Rocha é a grande surpresa no Rio

Aristóteles Drummond
Diário de Petrópolis

O Brasil vai votar no final da próxima semana. As campanhas esquentaram, mas muitas eleições estão claramente definidas, como é o caso da maior cidade do país, São Paulo, em que o prefeito Bruno Covas está reeleito no segundo turno. Especialmente  pelos seus opositores mais prováveis, Russomano ou Boulos, ambos com intransponíveis graus de rejeição.

No Rio, a eleição fica mais duvidosa, uma vez que o favorito Eduardo Paes, amparado nos dois produtivos mandatos exercidos, pode ter um segundo turno perigoso. É que a candidata do PDT, deputada Martha Rocha, amparada em lideranças nacionais como Ciro Gomes, se conseguir ultrapassar o prefeito Marcelo Crivella, terá em torno de sua candidatura a união das esquerdas e de parte das classes médias que votam com o fígado e não com o coração ou a inteligência.

PAES X MARTA ROCHA – O prefeito Marcelo Crivella, se não fez ou não pôde fazer uma administração realizadora, inclusive pela crise que o país atravessa desde sua posse, com fortes reflexos na cidade, também não pode ser considerado um mau prefeito.

Alguns eleitores mais sofisticados de Eduardo Paes devem votar em Crivella, no primeiro turno, e nele, no segundo. Mas só ajudará se a diferença for realmente pequena. A eventual disputa Eduardo Paes com Marta Rocha, no meu entender, será muito acirrada e quem levar será por pequena diferença. Eduardo Paes precisava ter a coragem de não ir a debate e justificar claramente que não estaria disposto a uma luta desigual, pois não recorreria a baixarias do tipo explorar suas ligações com Sérgio Cabral e Lula, dois governantes que foram reeleitos  e dos quais ele dependia para  liberar recursos e promover parcerias.

CLAQUE ESQUERDISTA – Como é sabidamente mais conhecido do que a opositora, não precisa se expor, pois, no dia seguinte, a claque esquerdista ocupará as mídias. Embora inteligente e competente, Eduardo Paes parece ter assessoria política mais de publicitários do que de políticos.

Não fez o seu sucessor, pois não acreditou que eleição majoritária é diferente da proporcional e que tinha dois outros secretários mais bem colocados na ocasião. Inacreditavelmente, apesar dos mandatos que mexeram com toda a cidade, seu candidato não foi nem ao segundo turno. Hoje, temos um político mais maduro e realista.

Na vereança, deve haver certa renovação, com candidaturas de jovens, e alguns mais experientes voltando, como é o caso do ex-vereador e ex-deputado estadual Wagner Siqueira, que exerceu bem os mandatos.

Partidos e coligações passaram a valer menos nesta eleição. O que a reeleição provável em primeiro turno do prefeito Elias Khalil, de BH, é uma prova.

(artigo enviado por Mário Assis Causanilhas)

Sem defesa da Amazônia, a Europa não faz acordo com o Mercosul, diz o embaixador alemão


Acordo UE-Mercosul e Fundo Amazônia dependem do Brasil' | Brasil | Valor Econômico

Holms diz que o governo brasileiro precisa passar credibilidade

Fábio Amato
G1 — Brasília

O embaixador da Alemanha no Brasil, Heiko Thoms, diz que o governo brasileiro mostra “boas intenções” em encontrar uma solução para frear o desmatamento ilegal na Amazônia, mas, segundo ele, o que se espera do país agora é um “plano concreto” para enfrentar o problema. Até o mês passado, a quantidade de queimadas na Amazônia já tinha superado a de todo o ano passado. Thoms foi um dos 12 embaixadores que, na semana passada, participaram de uma viagem de três dias à Amazônia organizada pelo vice-presidente Hamilton Mourão.

Além do vice-presidente, também integraram a comitiva os ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente), Tereza Cristina (Agricultura) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).

BOAS INTENÇÕES – “É bom que a gente tenha boas intenções, mas o que precisamos agora é de um plano concreto de ações e que ele seja implementado”, disse o embaixador alemão em entrevista ao G1.

De acordo com Thoms, a mensagem foi transmitida pelos embaixadores à comitiva brasileira durante a viagem. Ele também afirmou que a apresentação de um plano — e a credibilidade desse plano — serão fundamentais para o andamento do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

“O que precisamos agora — e nós dissemos aos ministros e ao vice-presidente — é de um plano de longo prazo para combater o desmatamento ilegal, com medidas e prazos concretos e com objetivos claros. Precisamos ter os números exatos de onde o Brasil quer ir e para que patamar o governo brasileiro quer reduzir o desmatamento”, declarou o embaixador.

CRÍTICAS INTERNACIONAIS – A viagem foi organizada depois que oito países europeus enviaram uma carta a Mourão, afirmando que a alta do desmatamento poderia dificultar a importação de produtos brasileiros.

No documento, divulgado em setembro, os países disseram estar comprometidos em limitar o desmatamento das cadeias de produtos agrícolas vendidos para a Europa. Em resposta, Mourão já tinha informado que pretendia levar os embaixadores para visitar o bioma.

A carta foi encaminhada em meio ao aumento das críticas internacionais à política ambiental adotada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, e ao crescimento do desmatamento e das queimadas no país nos últimos meses.

FALSAS ALEGAÇÕES – Enquanto as queimadas na Amazônia em 2020 passam número registrado em todo o ano de 2019, Bolsonaro e ministros do governo têm apontado que as críticas internacionais são motivadas por interesses comerciais e têm o objetivo de prejudicar produtores brasileiros.

Em setembro, em discurso na ONU, Bolsonaro afirmou que o Brasil tem sido “vítima” de uma campanha “brutal” de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal, e voltou a culpar ONGs por crimes ambientais, sem apresentar provas.

Agora, o embaixador alemão diz que a credibilidade de um futuro plano contra o desmatamento será essencial para que o acordo saia definitivamente do papel. “Precisamos ver agora provas de ações sérias. Sustentabilidade é parte do acordo União Europeia-Mercosul mas, se a gente sente que isso não está sendo levado a sério, então também teremos dúvidas sobre o acordo. Queremos nos livrar dessas dúvidas”, afirmou.

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