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A delegada Marta Rocha é a grande surpresa no Rio
Aristóteles Drummond
Diário de Petrópolis
O Brasil vai votar no final da próxima semana. As campanhas esquentaram, mas muitas eleições estão claramente definidas, como é o caso da maior cidade do país, São Paulo, em que o prefeito Bruno Covas está reeleito no segundo turno. Especialmente pelos seus opositores mais prováveis, Russomano ou Boulos, ambos com intransponíveis graus de rejeição.
No Rio, a eleição fica mais duvidosa, uma vez que o favorito Eduardo Paes, amparado nos dois produtivos mandatos exercidos, pode ter um segundo turno perigoso. É que a candidata do PDT, deputada Martha Rocha, amparada em lideranças nacionais como Ciro Gomes, se conseguir ultrapassar o prefeito Marcelo Crivella, terá em torno de sua candidatura a união das esquerdas e de parte das classes médias que votam com o fígado e não com o coração ou a inteligência.
PAES X MARTA ROCHA – O prefeito Marcelo Crivella, se não fez ou não pôde fazer uma administração realizadora, inclusive pela crise que o país atravessa desde sua posse, com fortes reflexos na cidade, também não pode ser considerado um mau prefeito.
Alguns eleitores mais sofisticados de Eduardo Paes devem votar em Crivella, no primeiro turno, e nele, no segundo. Mas só ajudará se a diferença for realmente pequena. A eventual disputa Eduardo Paes com Marta Rocha, no meu entender, será muito acirrada e quem levar será por pequena diferença. Eduardo Paes precisava ter a coragem de não ir a debate e justificar claramente que não estaria disposto a uma luta desigual, pois não recorreria a baixarias do tipo explorar suas ligações com Sérgio Cabral e Lula, dois governantes que foram reeleitos e dos quais ele dependia para liberar recursos e promover parcerias.
CLAQUE ESQUERDISTA – Como é sabidamente mais conhecido do que a opositora, não precisa se expor, pois, no dia seguinte, a claque esquerdista ocupará as mídias. Embora inteligente e competente, Eduardo Paes parece ter assessoria política mais de publicitários do que de políticos.
Não fez o seu sucessor, pois não acreditou que eleição majoritária é diferente da proporcional e que tinha dois outros secretários mais bem colocados na ocasião. Inacreditavelmente, apesar dos mandatos que mexeram com toda a cidade, seu candidato não foi nem ao segundo turno. Hoje, temos um político mais maduro e realista.
Na vereança, deve haver certa renovação, com candidaturas de jovens, e alguns mais experientes voltando, como é o caso do ex-vereador e ex-deputado estadual Wagner Siqueira, que exerceu bem os mandatos.
Partidos e coligações passaram a valer menos nesta eleição. O que a reeleição provável em primeiro turno do prefeito Elias Khalil, de BH, é uma prova.
(artigo enviado por Mário Assis Causanilhas)