sábado, março 20, 2010

Interpol coloca Paulo Maluf e o filho na lista de procurados em 181 países

Redação CORREIO | Fotos: Divulgação/Interpol

A Interpol - polícia internacional - divulgou nesta sexta-feira (19) as fotos do deputado e ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf (PP-SP), e de seu filho, o empresário Flávio Maluf, na lista de procurados em 181 países. Os dois foram incluídos na lista vermelha da organização, segundo informou o Ministério Público Estadual de São Paulo.


Ex-prefeito de São Paulo é procurado em 181 países pela Interpol

Segundo a defesa do ex-prefeito, a inclusão do nome de Maluf e do filho na busca da Interpol é 'uma afronta ao Congresso brasileiro', e que já está sendo providenciada uma ação para anular a medida.

A lista vermelha é o alerta máximo da Interpol e limita os deslocamentos do alvo. Caso entre em algum território que integre a comunidade policial internacional, Maluf poderá ser imediatamente detido. Para derrubar essa restrição, os advogados do ex-prefeito apresentaram em fevereiro medida que busca excluí-lo da lista da Organização Internacional de Polícia Criminal.

Maluf é acusado em ação da promotoria criminal dos Estados Unidos perante o Grande Júri de Nova York. Robert Morgenthau, promotor público norte-americano, acusa o político brasileiro por 'conspiração com objetivo de roubar dinheiro da cidade de São Paulo a fim de possuir fundos no Brasil, Nova York e outros lugares, e ocultar dinheiro roubado'. O processo aponta Maluf como mandante de suposto esquema de superfaturamento de obras na Prefeitura da capital paulista. Ele nega a prática de desvios em sua gestão.

Fonte: Correio da Bahia

Acusado de molestar criança de 5 anos é indiciado em Camaçari

Redação CORREIO

Reincidente no crime, Samuel Ramos Souza, acusado de molestar uma menina de cinco anos de idade em Camaçari, teve a prisão preventiva solicitada pela Delegacia de Atendimento a Mulher (DEAM), segundo informou nesta sexta-feira (19) a Secretaria de Segurança Pública (SSP).

O crime aconteceu em fevereiro deste ano no bairro de Nova Vitória. Ele convidou a menina para comprar pipoca com ele e, lá, sentou-a no seu colo e ficou acariciando a criança. O abuso foi percebido pela dona da barraca, que chamou a atenção de Samuel. Populares, alertados pela mulher, tentaram linchar o acusado.

A delegada titular da DEAM de Camaçari, Thaís Siqueira, disse que dois anos atrás Samuel quase foi espancado por moradores da região por ter assediado a mesma criança - de apenas três anos, então. Segundo a delegada, a mãe da criança, de prenome Cláudia, é diarista e costuma deixar a filha caçula, que foi molestada por Samuel, ao cuidado dos irmãos mais velhos, todos ainda crianças.

Samuel será indiciado por crime de estupro de vulnerável.

Fonte: Correio da Bahia

CGU constata irregularidades em dez municípios baianos

Redação CORREIO

Dos 120 municípios fiscalizados pela Controlodoria-Geral da União (CGU), 110 apresentaram algum tipo de problemas em suas licitações - inclusive os 10 municípios baianos que participaram do Programa de Fiscalização por Sorteio: Cocos, Ibirapuã, Itapicuru, Presidente Tancredo Neves, Santo Amaro, Antônio Gonçalves, Fátima, Igrapiúna, Itabuna e Potiragua. A cidade de Aparecida de Goiás é a que tem maior número de irregularidades, segundo o órgão.

Segundo a CGU, as irregularidades mais comum são a dispensa indevida do processo licitatório (51,8%), a simulação, montagem e favorecimento durante licitações (45,45%). Em 4,54% dos casos foi constatada a existência de conluio entre os licitantes.

Bahia
Em Cocos, a 898 km de Salvador, a CGU detectou indícios de simulação em duas licitações para recursos repassados pelo Ministério da Educação. Na primeira, que teria acontecido em 2008 para aquisição de materiais elétricos, os preços propostos pelas empresas que participaram do certame tinham a mesma diferença percentual para todos os 51 ítens licitados. Na segunda licitação, de 2009, que foi realizada para reforma e ampliação de escolas municipais, o valor proposto pela empresa vencedora era igual ao estimado pela prefeitura, mesmo sem um orçamento preliminar que evidenciasse como o valor foi obtido. O prefeito alegou que o caso era de uma mera 'coincidência'.

Em Santo Amaro, a CGU constatou que a prefeitura dispensou a licitação para a reforma de escolas, no valor de R$ 2,4 milhões, com base em falsos motivos emergenciais. Apesar de ter sido decretado estado de calamidade pública no município, observou-se que apenas uma das escolas visitadas estava carente de reforma total. As demais necessitavam, emergencialmente, apenas de revisões no telhado e no sistema elétrico, casos em que cabia a realização de um processo licitatório.

Na licitação para construção de sala de aula em escola municipal, a empresa vencedora apresentou, no seu credenciamento, documentos e certidões de natureza tributária e não-tributária falsos. Na sua contestação, o gestor municipal argumentou que, à época do certame, o acesso à internet no município era irregular e de baixa qualidade. Por isso, não teria sido possível conferir a veracidade das certidões.

No município de Fátima, a fiscalização da CGU identificou o desvio de recursos através de simulação de folha de pagamento, no valor estimado de R$ 259 mil. A título de abono salarial, foram pagos, aproximadamente, R$ 40 mil a professores do município, mas foram sacados R$ 299 mil da conta do Fundeb para fins de pagamento desse mesmo abono, com base em uma folha de pagamentos produzida tão somente para justificar o saque a maior. Nenhum dos professores entrevistados pelos auditores reconheceu sua assinatura na folha salarial apresentada pela prefeitura - que mostra o pagamento de R$ 1,075 mil para cada um. Segundo os professores, na folha que assinaram, o valor pago a cada um foi R$ 147.

Todos os outros sete municípios baianos apresentavam irregularidades já no primeiro ítem de avaliação, que é justamente o do Ministério da Educação. Em Potiragua, a prefeitura e´acusada de pagar salário a uma senhora de 97 anos, fazendo-a passar por professora.

Fiscalização por sorteio
Funcionando desde 2003, o programa já chegou a 1.701 municípios, um total de 30,5% dos municípios brasileiros. Os relatórios dos 120 municípios fiscalizados desta vez, equivalentes ao 28º e 29º sorteios, já estão no site do CGU. Clique aqui para conferir os relatórios detalhados de todos os anos e todas as cidades.

(Com informações da CGU)

Fonte: Correio da Bahia

Juiz quebra sigilo e bloqueia bens de Valério e mais 6

Agência Estado

O juiz da 3ª Vara Federal Criminal, Roberto Schuman, recebeu a denúncia apresentada contra o ex-procurador da Fazenda Glênio Sabbad Guedes, o empresário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza, seus dois sócios - José Roberto Moreira de Mello e Rogério Lanza Tolentino - os pais de Glênio - Ramon Prestes Guedes de Moraes e Sami Sabbad Guedes - e a ex-mulher do procurador, Cibele Gomes Giacoia. Ele também decretou a indisponibilidade dos bens e a quebra de sigilo dos denunciados.

O juiz mandou ainda comunicar ao ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF) a sua decisão de instaurar o processo criminal contra os seis. Barbosa é o relator do caso do mensalão na Corte, no qual foram denunciadas 40 pessoas. Mas para Schuman, os dois casos são diferentes.

Ao receber a denúncia, menos de 24 horas depois de ela ter sido apresentada pelo Ministério Público (MP), o magistrado destacou que "há indícios verossímeis de autoria e materialidade dos crimes" de falsidade ideológica, tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Glênio foi acusado pelo procurador da República Antonio do Passo Cabral de receber pagamentos do empresário Marcos Valério - o mesmo que ajudou o PT a criar o chamado mensalão - para beneficiar bancos e seus diretores junto ao Conselho de Recurso do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN), conhecido como "Conselhinho", ligado ao Banco Central (BC), que analisava recursos contra as punições estabelecidas pelo BC. Glênio era encarregado de dar pareceres sobre estes recursos.

Na denúncia apresentada pelo procurador, é citado o caso dos bancos BMG e Rural que tiveram processos analisados pelo "Conselhinho" e que sofreram influência do procurador Glênio. Por meio de análises do Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf), foi constatado que estes bancos fizeram pagamentos à empresa de assessoria Tolentino & Mello Associados - pertencente a Valério, Tolentino e Mello -, que repassaram recursos para o procurador da Fazenda.

Compras suspeitas

Na época em que estourou o escândalo do mensalão, a própria Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso Nacional identificou estes pagamentos e os repasses para Glênio, que totalizaram um mínimo de R$ 1,5 milhão. O procurador da Fazenda defendeu-se alegando que estes pagamentos descobertos em suas contas bancárias eram destinados a seu pai, Ramon, por consultorias que ele fez a Tolentino & Mello Associados.

Mas, segundo as investigações, não apenas os pareceres apresentados eram fracos, e não justificavam pagamentos tão altos, como ainda um levantamento em cartórios do Rio de Janeiro mostrou que em um período de três anos o então procurador da Fazenda adquiriu bens orçados em R$ 7 milhões, o que seria impossível de acontecer utilizando apenas seu salário. Foram 13 imóveis que, após o surgimento das denuncias contra ele na imprensa, foram vendidos ou tiveram as transações desfeitas.
Fonte: A Tarde

Presos lotam delegacias da Bahia, critica Gilmar Mendes

Vítor Rocha, do A TARDE

Iracema Chequer / Agência A TARDE
Gilmar  Mendes esteve em Salvador para implantar  o Programa Casa de Justiça e  Cidadania

Em sua última visita à Bahia como presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mendes cobrou do governo do Estado a diminuição do número de presos em delegacias, locais destinados a detenções provisórias. Para ele, as 5,6 mil pessoas nessa situação na Bahia e as 60 mil no Brasil estão “amontoadas em péssimas condições”.

“É um número elevadíssimo. Precisamos melhorar esse quadro”, disse Mendes, na cerimônia de encerramento do mutirão carcerário e do Programa Integrar, realizada ontem, no Tribunal de Justiça da Bahia. O ministro assinou outros três acordos para novos programas.

Os tribunais de todo o País firmaram meta em fevereiro, no 3º Encontro Nacional do Judiciário, para zerar o número de detentos em delegacias. Isso porque elas servem para abrigar presos em flagrante, pelo prazo máximo de 24h. Depois eles devem ser transferidos para uma unidade prisional.

Mendes citou que foi encontrado um caso emblemático no mutirão nacional. Um preso temporário já estava detido há 14 anos numa delegacia. “O juiz não pode dizer que não tem nada a ver com o que acontece com os presos. Se for necessário, tem que lacrar presídio sim”, disse.

Ele aproveitou o evento para criticar os elaboradores do Programa Nacional de Direitos Humanos, do governo federal, entre eles o ex-ministro de Justiça Tarso Genro. O programa gerou polêmica por revisar a Lei da Anistia. “Enquanto secretarias das mais variadas estão voltadas ao passado, tratando de anistiados, de violência política, nós estamos trabalhando no presente e no futuro”, declarou. Segundo Mendes, somente na Bahia o mutirão carcerário já conseguiu libertar 8,6 mil presos que não deveriam mais estar detidos. No Brasil seriam 20 mil.

CNJ - Mendes também comentou sobre os supersalários de até R$ 52 mil detectados no TJ-BA. “Isso certamente será corrigido. Tudo isso está sendo detectado graças à fiscalização do CNJ”, disse ele, também presidente do Conselho Nacional de Justiça. Mendes deixa as presidências no dia 23 de abril, quando o ministro Cezar Peluso assume o lugar.

Mendes cobrou do TJ-BA a extinção do Instituto Pedro Ribeiro, órgão gestor do Tribunal considerado “anomalia” pelo CNJ, e citou o problema do elevado gasto de pessoal. “A Bahia vem fazendo um grande esforço de modernização. Mas há questões pendentes, que precisam ser resolvidas, do Ipraj e outros problemas ligados à Lei de Responsabilidade Fiscal”.
Fonte: A Tarde

Gripe A: nova etapa da vacinação começa nesta segunda

A TARDE On Line

Começa nesta segunda-feira, 22, a 2ª etapa da campanha de imunização contra a gripe Influenza A (H1N1). Agora, a vacinação será destinada às gestantes, crianças a partir de seis meses e menores de dois anos de idade, além de portadores de doenças crônicas como asmáticos graves, diabéticos, cardiopatas, pessoas imunodeprimidas e com doenças respiratórias crônicas.

A segunda fase segue até o dia 2 de abril, mas para as gestantes o prazo se estende até o dia 21 de maio. Na primeira etapa, que teve início no dia 9 de março e terminou nesta sexta, 19, 71.220 profissionais de saúde e 7.122 indígenas aldeados foram vacinados.

Confira a programação das próximas etapas:

2ª Etapa (22 de março a 2 de abril) – Gestantes, portadores de doenças crônicas com menos de 60 anos e crianças com idade entre 6 meses e menos de dois anos (um ano, 11 meses e 29 dias).

3ª Etapa (5 a 23 de abril) – Vacinação da população adulta de 20 a 29 anos.

4ª Etapa (24 de abril a 7 de maio) – Vacinação da população com mais de 60 anos com doenças crônicas e crianças com idade entre seis meses e menos de dois anos de idade.

5ª Etapa (10 a 21 de maio) – Vacinação da população adulta de 30 a 39 anos.

Fonte: A Tarde

Tensão e toque de recolher em Vitória da Conquista

Cristiano Anunciação, de Vitória da Conquista

A comunidade do bairro Alto da Colina, periferia de Vitória da Conquista (a 509 km de Salvador), no sudoeste baiano, está assustada com o crescimento da violência no local. Moradores afirmam que a situação piorou depois do assassinato do soldado da Polícia Militar Marcelo Márcio Silva Lima, 32, no último dia 28 de janeiro.

O crime, outras 14 mortes e três desaparecimentos – ocorridos em seguida e que teriam relação com a morte do policial – são investigados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Criminais (Gaeco), do Ministério Público.

Os moradores contam que se tornou cada vez mais comum a ocorrência de tiroteios no bairro a qualquer hora do dia. O clima é tenso. Muitas pessoas preferem não comentar sobre a onda de violência no bairro. As famílias vivem uma espécie de toque de recolher não oficializado no local. “É difícil ver gente nas ruas depois das 6 da tarde. Ninguém sai à noite. As pessoas se trancam dentro de casa”, disse a dona de casa M.S.A., 45.

Nem os representantes da Associação Comunitária dos Moradores do Alto da Colina quiseram falar. “Os traficantes acham que a gente está dedurando eles”, alegaram. “Todos os dias, minha filha me liga dizendo que teve tiroteio e pedindo para eu tomar cuidado quando chegar do trabalho”, contou a cozinheira Marinalva Pereira da Silva, 45, que termina o serviço depois da meia-noite. Ela disse que ninguém sabe de onde vêm os tiros nem quem faz os disparos.

Gangues - Com a saída do bairro de M.S.S., 17, conhecido como Jararaca, um grupo de adolescentes passou a brigar constantemente pelo comando do tráfico de drogas na área. Testemunhas informam que houve um “racha”.

“Várias gangues brigam pela boca de fumo aqui. Não existe um horário certo para começarem os tiros. Isso acontece em plena luz do dia”, disse a estudante Joelma Pacheco Santos, 19. “Ninguém sabe quantos grupos são”, afirmou o capitão Selmo Luiz de Sales, que responde interinamente pelo subcomando do 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM), sobre o número de grupos que brigam pelo comando do tráfico de drogas no bairro.

De acordo com capitão Selmo, a polícia tem atuado de forma ostensiva não só no bairro Alto da Colina, mas também em todo o seu entorno. Ele preferiu não dar maiores detalhes sobre as ações policiais por questões estratégicas. “Intensificamos as ações da Polícia Militar na área com o objetivo de manter a tranquilidade dos moradores”, comentou ele

No entanto, não é o que afirma a comunidade local. A aposentada Amélia Alves Santos, 83, reclamou da segurança. “Depois que o PM morreu, ficou mais difícil ver polícia andando por aqui”, declarou. Quando a equipe de A TARDE chegou ao local, cruzou com uma viatura da PM, que saiu logo depois.

Na Avenida Olívia Flores, na região nobre de Vitória da Conquista, houve um aumento do número de assaltos, mesmo com um posto da PM no local. Os donos de estabelecimentos reclamam que os roubos se tornaram cada vez mais constantes. O 9º BPM informou que a área é uma das mais policiadas da cidade.
Fonte: A Tarde

OAB requer ao CNJ que faça cumprir obrigação de que juiz more na comarca

Extraído de: OAB - Maranhão

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, enviou ofício ao presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Gilmar Mendes, para informá-lo que algumas Seccionais da OAB tem recebido de advogados e da sociedade reclamações quanto ao descumprimento do inciso VII do artigo 93, da Constituição, que prevê que o juiz titular deve residir na respectiva comarca. Apesar de o próprio CNJ ter editado a resolução 37/07, para orientar os Tribunais a regulamentarem as autorizações excepcionais para que juízes residam fora da comarca, Ophir afirma que não se tem notícias acerca da operacionalização da resolução por parte dos Tribunais.

"O art. 2º da referida Resolução deixa claro que tais autorizações só devem ser concedidas em casos excepcionais, e desde que não causem prejuízo à efetiva prestação jurisdicional, ao passo que o art. 3º caracteriza o fato - residência fora da comarca sem autorização - infração funcional", afirmou o presidente da OAB por meio no documento.

Diante do descumprimento da Resolução e do que prevê a Constituição, Ophir Cavalcante requereu ao CNJ que viabilize que cada Tribunal expeça atos normativos que disponibilizem a relação dos magistrados titulares em cada comarca, bem como a relação dos autorizados a residir fora delas. "É nesse espírito de transparência e célere prestação jurisdicional, considerando a trajetória corajosa desse Eg. CNJ, que este Conselho Federal propõe sejam envidados esforços objetivando o efetivo cumprimento da regra constitucional".

A seguir a íntegra do ofício encaminhado pelo presidente nacional da OAB ao presidente do CNJ:

"Ofício n º 334/2010-GPR.

Ao Exmo. Senhor

MinistroGILMAR MENDES

Presidente do Conselho Nacional de Justiça - CNJ

Brasília-DF

Assunto: Residência de magistrado na comarca.

Senhor Presidente,

Cumprimentando V. Exa., e ao tempo em que renovo louvor aos trabalhos desse Eg. Conselho enquanto gestor nacional do Poder Judiciário e interlocutor fundamental com a sociedade civil, trago ao conhecimento preocupação da OAB em relação ao cumprimento da obrigatoriedade dos juízes residirem nas comarcas.

Esclareço, a propósito, o escopo de contribuir para o aperfeiçoamento das instituições jurídicas, conforme art. 44, I, da Lei nº 8.906/94 e, nesse particular tenho o dever institucional de levar ao conhecimento desse Eg. Conselho que algumas Seccionais da OAB têm recebido de advogados e da sociedade em geral reclamações acerca do descumprimento do inciso VII do art. 93 da Carta da Republica.

Sabe-se que esse Eg. Conselho expediu a Resolução 37/2007 , a qual, na prática, orienta os Tribunais a regulamentarem as autorizações excepcionais para que juízes residam fora da comarca, conforme o regramento constitucional e art. 35, V, da Loman.

Inobstante a Resolução ter determinado o prazo de 60 (sessenta) dias para edição de normativos, não se tem notícias acerca da operacionalização dessa Resolução por parte dos Tribunais, inexistindo, outrossim, mecanismo transparente que assegure seu efetivo controle, já que a competência para as autorizações, em face do novo texto constitucional, é de cada Tribunal, por meio de seu Pleno ou Órgão Especial, onde houver.

O art. 2º da referida Resolução deixa claro que tais autorizações só devem ser concedidas em casos excepcionais, e desde que não causem prejuízo à efetiva prestação jurisdicional, ao passo que o art. 3º caracteriza o fato - residência fora da comarca sem autorização - infração funcional.

Mesmo assim, a jurisprudência desse Eg. Conselho já registra inúmeros debates sobre a questão, ‘ex vi' CNJ - PCA 200710000018819 (Rel. Cons. Paulo Lôbo - 57ª Sessão - j. 26.02.2008 - DJU 18.03.2008), CNJ - PCA 152 (Rel. Cons. Germana Moraes - 6ª Sessão Extraordinária - j. 06.03.2007 - DJU 15.03.2007), CNJ - PP 9685 (Rel. Cons. Paulo Lobo - 48a Sessão - j. 25.09.2007 - DJU 15.10.2007), entre outros.

Ocorre, contudo, que as Seccionais da OAB estão recebendo reclamações acerca do descumprimento e não se pode descuidar da realidade vivida diuturnamente nos foros, em especial nas comarcas do interior, já atestado em várias inspeções realizadas por esse Conselho.

Em razão disso, este Conselho Federal contribui com a sugestão de criação de mecanismo apto ao efetivo controle dessa questão, cujo objetivo seja estreitar a interface entre esse Eg. CNJ e as Corregedorias-Gerais dos Tribunais.

Para tanto, é preciso que cada Tribunal, sob a supervisão e controle desse Eg. CNJ, expeça atos normativos que disponibilizem a relação dos magistrados titulares em cada comarca, assim como a relação daqueles autorizados a residirem fora delas, com obrigatoriedade, ademais, de manterem atualizados na Corregedoria-Geral o respectivo domicílio, seja próprio ou locado.

É nesse espírito de transparência e célere prestação jurisdicional, considerando a trajetória corajosa desse Eg. CNJ, que este Conselho Federal propõe sejam envidados esforços objetivando o efetivo cumprimento da regra constitucional.

Ao ensejo, renovo protestos de elevada estima e distinta consideração.

Atenciosamente.

Ophir Cavalcante Junior, presidente do Conselho Federal da OAB"

Fonte: JusBrasil

CNJ estabelece normas para precatórios

Extraído de: OAB - Rio de Janeiro

18/03/2010 - O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai estipular em uma resolução as normas que os tribunais do país devem seguir para cumprir a Emenda Constitucional (EC)nº 62, que alterou a forma de pagamento dos precatórios. A discussão, que teve início nesta semana, deve ser finalizada em dois meses. Apesar de o CNJ ainda não ter finalizado o tema, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) publicou no início deste mês uma orientação para os magistrados do Estado.

A emenda - publicada em dezembro e alvo de uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) - estabelece medidas polêmicas, como a quitação do precatório pelo poder público em 15 anos ou o uso de um percentual mínimo da receita corrente líquida para quitar os títulos. Há também a previsão da realização de leilões reversos, por meio dos quais receberá primeiro o credor que aceitar o maior desconto no valor do pagamento. Como a norma não define como serão executadas essas medidas pelo Poder Judiciário, o CNJ assumiu a tarefa de "regulamentar" a questão.

Na primeira reunião do grupo, comandada pelo ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e conselheiro do CNJ, Ives Gandra Martins Filho, foram levantados os pontos mais problemáticos da emenda. Ela vincula um percentual mínimo do orçamento dos entes federados, entre 1% e 2%, para a quitação dos débitos. Desta receita, 50% vão para as chamadas contas especiais administradas pelos Tribunais de Justiça, que devem dar preferência aos precatórios menores, realizar leilões e sessões de conciliação para negociar a compra dos títulos pelo Estado. De acordo com o ministro Ives Gandra, um dos problemas é que a emenda concentrou nos TJs a administração da conta especial, ainda que os Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) tenham precatórios a pagar.

O formato dos leilões reversos também será padronizado pelo CNJ. De acordo com o ministro Ives Gandra, a emenda prevê a possibilidade de os tribunais realizarem convênios com entidades especializadas em leilões, mas não se sabe ao certo como isso deve ser feito. O conselho não possui um levantamento do estoque de precatórios nos tribunais, mas sabe-se que o TJSP possui 71 mil precatórios a pagar. Outro ponto a ser esclarecido pelo CNJ é a sanção a ser aplicada quando a emenda não for cumprida.

O TJSP publicou no início deste mês uma ordem de serviço para uniformizar os pagamentos dos precatórios. Segundo o texto, o município ou Estado que não cumprir o pagamento da forma como foi instituída pela emenda, poderá ter o regime especial cassado. O que significa dizer que o sequestro de valores das contas do ente público podem voltar a ser aplicados.

O TJSP também uniformizou a correção monetária dos precatórios. Para a Corte, as novas regras só devem valer para precatórios expedidos após 10 de dezembro, data de início da vigência da nova lei. Com a correção prevista na Emenda 62, os valores dos precatórios podem, em alguns casos, cair pela metade. Um título originado de uma desapropriação, por exemplo, que até então era atualizado com juros de 6% ao ano, acrescido do percentual de 1% de mora, além da correção monetária pelo IGPM ou pelo INPC, passa a ser corrigido apenas pela caderneta de poupança.

A Comissão de Precatórios da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo entregou ao TJSP sugestões para aperfeiçoar pontos da regulamentação. O advogado Marcelo Lobo, membro da comissão, diz que a aplicação dos juros de mora deveria ficar mais clara. A Súmula vinculante nº 17 do Supremo estabelece que não incide juros de mora no prazo de 18 meses - a contar da emissão - até que haja o pagamento dos precatórios alimentares. Porém, a regulamentação do TJSP não deixa explícito se no caso de atraso, ocorrerá a incidência de juros de mora por todo o período, incluindo os primeiros 18 meses.

Autor: Do jornal Valor Econômico

Fonte: JusBrasil

sexta-feira, março 19, 2010

Deputados baianos metidos em manifestação de direita

Foi grotesco. Ontem (18), quinta-feira, os deputados João Almeida (PSDB-BA) e José Carlos Aleluia (DEM-BA) se juntaram ao deputado fascista Jair Bolsonaro (PP-RJ) – que representa o pensamento militarista brasileiro e defende a tortura – e ainda Gustavo Fruet (PR) se reuniram diante da Embaixada de Cuba em Brasília. Os quatro palhaços foram sem carro de som e sem outros manifestantes. Queriam aparecer sozinhos. Levaram apenas assessores e fotógrafos. Entretanto, foram surpreendidos por manifestantes vinculados a movimentos sociais, incluindo estudantes e parlamentares de esquerda, acompanhados de cubanos residentes no Brasil.

Foi o maior vexame. Os quatro direitistas anticubanos foram embora com o rabo entre as pernas. Bateram boca com o estudantes pró-cubanos, mas, seus reclamos foram abafados pelo coro dos meninos da União da Juventude Socialista (UJS). O que eles gritavam? “FORA, FORA ,ALELUIA”. José Carlos Aleluia foi quem convocou a “manifestação” anticubana. Faz parte da orquestração mundial anticubana, articulada pela CIA. O militarista de direita Jair Bolsonaro tentou se confrontar com uma médica brasileira formada em Cuba, Fabiane Vasconcelos. Ouviu o que não queria ouvir.
# posted by Oldack Miranda/Bahia de Fato

PETISTAS FAZEM MANIFESTO CONTRA CESAR BORGES


Os problemas internos no PT têm se intensificado cada vez mais com a indefinição da aliança do governador Jaques Wagner com o senador César Borges. Os contrários à composição, sobretudo os defensores da candidatura de Waldir Pires à Câmara Alta do Congresso Nacional, têm pressionado o chefe do Executivo baiano para que o partido não seja preterido da disputa. O clima entre as alas petistas é de tensionamento e iminente racha. Os mais exaltados são os da corrente Articulação de Esquerda (AE), que tem no secretário estadual de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, Valmir Assunção, pré-candidato a deputado federal, o seu grande líder. Além da insatisfação com a possibilidade de coligação com os republicanos, eles estariam inconformados com a indicação para que o parlamentar estadual Yulo Oiticica, que desertou recentemente do bloco, assuma o posto de titular da Sedes. Não há confirmação se o manifesto saiu realmente da AE, mas o fato é que panfletos reacionários com a mensagem “César bateu nos estudantes e quer derrubar Waldir. Não a César Borges. Senador é Waldir” começaram a ser distribuídos. Integrantes do Partido dos Trabalhadores confirmam que o protesto se originou no seio da sigla.

Fonte: Sudoeste Hoje

LULA PODE SER RÉU DO MENSALÃO DO PT



STF pede inclusão de Lula no processo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá ter o seu nome como réu no processo do mensalão. A iniciativa é do ministro do Superior Tribunal Federal Joaquim Barbosa, que levará ao plenário da Corte uma questão de ordem em que pede a inclusão de Lula nas investigações. O ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) já havia pedido a inserção do chefe do Executivo nacional, por co-participação no esquema de propina. O líder petista deve reconhecer pelo primeira vez que ouviu em 2005, o alerta sobre a existência do fato. Bahia Noticias

Fonte: Sudoeste Hoje

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Estágio pode contar para a aposentadoria

Ana Magalhães
do Agora

O estágio pode ser contado como tempo de contribuição para o pedido de aposentadoria. Uma decisão do TRF 3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que atende São Paulo e Mato Grosso do Sul), de 22 de fevereiro deste ano, permitiu a um segurado que o período trabalhado como estagiário fosse considerado tempo de contribuição, independentemente do recolhimento das contribuições previdenciárias.

A vantagem somente será aceita pela Justiça caso o estágio tenha caráter de vínculo empregatício. Isso acontece quando as funções executadas pelo estagiário não estão relacionadas com os estudos, não têm foco na aprendizagem ou não precisam de um treinamento específico.

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