sexta-feira, junho 17, 2022

Recuo no nome do vice na sua chapa mostra preocupação de Jair Bolsonaro com derrota

Publicado em 17 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Mourão diz que Tereza Cristina, cotada para vice, é "diferenciada"

Tereza Cristina, cotada para vice, sabe fazer política

Paulo Cappelli e Eduardo Barretto
Metrópoles

A maior prova do pessimismo que acometeu Jair Bolsonaro após pesquisas eleitorais é o recuo do presidente na escolha do vice. Nesta quarta-feira (15/6), em entrevista a Leda Nagle, Bolsonaro afirmou que Tereza Cristina também é cotada para a vaga, a exemplo de Walter Braga Netto.

Em abril, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, ao comentar a escolha de Braga Netto para o posto, disse que o presidente não precisava escolher um vice pensando em atrair mais votos. Afirmou Faria na ocasião: “Bolsonaro escolheu um nome de confiança. Se soubesse que essa eleição precisaria de um vice que agregasse voto, buscaria um perfil mais político. Como sabe que não interfere no resultado da eleição, escolheu um vice que seja de sua confiança. Um general do Exército”.

TEREZA CRISTINA – A articulação do Centrão para que Jair Bolsonaro aceite indicar a ex-ministra Tereza Cristina como sua vice, no lugar do general Walter Braga Netto, conta com o apoio do senador Flávio Bolsonaro e do deputado Eduardo Bolsonaro. O plano do grupo é que os filhos do presidente atuem para quebrar as resistência do pai à proposta.

A ideia de uma mulher ser a vice de Bolsonaro voltou a ganhar tração em meio ao pessimismo na campanha de reeleição, diante do risco de derrota no primeiro turno para Lula. Além de diminuir a rejeição de Bolsonaro entre as mulheres, o Centrão defende que o presidente não ganharia nenhum voto novo entre militares por ter Braga Netto na vice.

Entre os líderes do Centrão, o temor está na atuação de outro filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro. O receio é que o responsável pelo marketing da campanha rejeite as negociações e peça que o pai faça o mesmo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O raciocínio é cartesiano. O general Braga não acrescenta um só voto, enquanto Tereza Cristina traz apoio do agronegócio. Nada mal. (C.N.) 


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