sábado, junho 18, 2022

No Governo Bolsonaro, diesel subiu 203% e gasolina quase 170%, diz FUP




A Federação Única dos Petroleiros (FUP) criticou nesta sexta-feira, 17, o aumento dos combustíveis anunciado pela Petrobras, mas culpou o presidente da República, Jair Bolsonaro, pela alta de preços, já que ele manteve a política de paridade de importação (PPI) da companhia, implantada pelo governo Michel Temer em 2016.

Segundo dados elaborados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/seção FUP), no Governo Bolsonaro, entre janeiro de 2019 e 17 de junho de 2022, o diesel nas refinarias subiu 203%, a gasolina, 169,1% e o GLP 119,1%. Enquanto isso, o salário mínimo aumentou 21,4% no período, destacou a FUP.

"O novo aumento do diesel e da gasolina, anunciado na mesma semana em que é aprovado no Congresso Nacional o Projeto de Lei Complementar (PLP 18), que reduz o ICMS sobre combustíveis, é mais um descaso do governo federal com o trabalhador brasileiro, a maior vítima da disparada dos preços dos derivados e descontrole da inflação", disse em nota o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, sobre o reajuste de 5,2% no preço da gasolina e de 14,2% no diesel, definido a partir de reunião extraordinária convocada às pressas, no feriado da quinta-feira, 16, pelo presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Márcio Weber.

Bacelar afirmou que "o presidente Jair Bolsonaro debocha dos brasileiros com seu discurso eleitoreiro contra reajustes de combustíveis", já que manteve o PPI, e "a quatro meses das eleições, Bolsonaro se diz contrário às altas dos derivados, as quais deveria ter combatido desde o início de seu governo".

Estadão / Dinheiro Rural

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Lira diz que governo pode dobrar taxação de lucro da Petrobras

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que o governo federal pode dobrar a taxação dos lucros da Petrobras para reverter em benefício ao consumidor. A declaração foi dada após a estatal anunciar nesta sexta-feira, 17, um novo aumento nos preços dos combustíveis.

"Não custava nada para a Petrobras diminuir um pouco os seus lucros agora e esperar o resultado do que nós estamos fazendo, para diminuir a inflação dos mais vulneráveis. Ela não tem, absolutamente, nenhuma sensibilidade", afirmou Lira, em entrevista à GloboNews.

O presidente da Câmara disse que a estatal é um "monopólio puro na veia", que precisa ser combatido, e trabalha para pagar dividendos a acionistas minoritários. "Nós não queremos o caos, mas nós vamos abrir essa caixa preta da Petrobras e responsabilizar essa diretoria e esse presidente por esses atos de má-fé com o povo brasileiro", emendou.

"Aqui a Petrobras paga de CSLL [Contribuição Social Sobre Lucro Líquido], por exemplo, x% sobre o lucro. Nós vamos, por exemplo, dobrar essa taxação e tentar reverter isso diretamente para a população, para que também não entre no caixa do governo", sugeriu Lira, ao citar como exemplo o que é feito nos Estados Unidos.

Na quinta-feira, Lira anunciou que vai convocar para a próxima segunda-feira, 20, uma reunião de líderes para discutir a política de preços da Petrobrás. No Twitter, o deputado elevou o tom contra a estatal, chamou a empresa de "país independente" e disse que a companhia declarou guerra ao povo brasileiro.

Nesta sexta, o presidente da Câmara afirmou que a reunião vai ser "muito dura".

Estadão / Dinheiro Rural

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