quinta-feira, agosto 12, 2021

O jornal New York Times já fala em “temores por tomada de poder no Brasil”

Publicado em 12 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

A matéria mostra que Bolsonaro ataca a urna eletrônica

Nélson de Sá
Folha

O “New York Times”, que vinha evitando há semanas o noticiário político do Brasil, fez um apanhado da campanha presidencial pelo voto impresso, com a chamada “Bolsonaro desacredita voto eletrônico, despertando temores de uma tomada de poder” (abaixo).

Destaca que os “ataques ao sistema de votação, conforme cai a sua posição nas pesquisas, estão atraindo comparações com a bagunçada eleição de 2020 nos Estados Unidos”.

PERSPECTIVA DE DERROTA – Abrindo a reportagem: “Enfrentando a perspectiva de uma derrota esmagadora nas urnas no próximo ano, o presidente Jair Bolsonaro, do Brasil, está despertando seus partidários para uma batalha existencial — contra as urnas eletrônicas. A menos que os eleitores registrem sua escolha em cédulas de papel, o que o sistema atual não permite, Bolsonaro advertiu que a eleição de 2022 pode ser suspensa.”

O jornal aborda com fotos o desfile militar desta terça (10), mas sem maior atenção no texto. E registra no final que, na visita da semana passada, o conselheiro de Segurança Nacional de Joe Biden, Jake Sullivan, “demonstrou o apoio do governo [americano] ao sistema atual” brasileiro.

LULA NA TV ALEMà– Rede pública de TV da Alemanha, a ARD fez uma entrevista de 17 minutos com o ex-presidente Lula, destacando a declaração, em referência à eleição do ano que vem: “Eu vou lutar”, disse, ao responder à pergunta sobre sentir “raiva” ou desejo de “vingança” por não ter podido enfrentar Jair Bolsonaro em 2018 “quando estava na liderança”.

Lula respondeu que não, “o que aconteceu passou”, e que vai “agora lutar”. Mais à frente, assinalou: “Quando Bolsonaro diz que não quer entregar o cargo, que as eleições de 2022 não vão correr bem sem o retorno ao voto impresso, isso só mostra que ele sabe que vai perder e que depois vai acabar na prisão. Então está tentando falar a mesma bobagem que Donald Trump falava antes da invasão do Capitólio.”

A entrevista teve questões como “Você ainda reconhece seu país hoje?” e sobre desmatamento, com respostas de que “é possível reverter” o quadro — e o registro de que o Fundo Amazônia foi criado em seu governo, com apoio de Alemanha e Noruega.

DIZ A EURASIA -Uma semana após soltar nota aos clientes garantindo não haver perigo de “os militares apoiarem Bolsonaro no desafio aos resultados” de 2022, a consultoria de risco Eurasia projetou quadro mais conflituoso no site que mantém, GZero. No texto compartilhado por Ian Bremmer, seu presidente, admite que um golpe pode acontecer no Brasil.

“A eleição de 2018 já foi violenta. Bolsonaro foi esfaqueado e Lula quase levou um tiro durante uma viagem de campanha. Para 2022, após a votação, o risco de violência é maior se Bolsonaro perder e parte de sua base for às ruas para contestar o resultado.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Os alemães jamais poderão entender a esculhambação que se passa no Brasil. Lá, o marido da chanceler Angela Merkel não viaja junto com ele, porque tem de pagar uma fortuna de passagem. Vai sozinho em voo comercial, porque é mais barato. Aqui no Brasil, Lula empregou a amante para trabalhar com ele e a levava nas viagens internacionais como clandestina, com direito a cartão corporativo para fazer compras. A diferença entre Alemanha e Brasil é abissal. (C.N.)


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