Publicado em 15 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Felipe Coutinho (Arquivo Google)
Bernardo Mello Franco
Jair Bolsonaro anunciou nesta segunda uma reciclagem do Bolsa Família. O programa passará a ser chamado de Auxílio Brasil. E ganhará um reajuste de ao menos 50% no valor médio dos benefícios.
O anúncio marca mais uma guinada no discurso do capitão. Como deputado, ele foi um crítico feroz do Bolsa Família. Chamou o programa de “mentira”, “farelo” e “esmola”.
Em 2017, um ano antes de se eleger presidente, Bolsonaro declarou:
— Se para ser candidato a presidente tem de falar que vai ampliar o Bolsa Família, então vote em outro candidato. Não vou partir para a demagogia – disse, referindo-se aos petistas, que usam essa arma eleitoral.
Agora ele conta com o programa, rebatizado de Auxílio Brasil, para salvar sua campanha à reeleição.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como ensina a Bíblia, “dai a César o que é de César”. A Bolsa Família foi criada no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, um dos poucos acertos de seu governo. É unificação da Bolsa Escola, criada em abril de 2001; da Bolsa Alimentação, criada em setembro de 2001, e do Auxílio Gás, criado em janeiro de 2002. Quando assumiu, no ano seguinte, Lula mobilizou o país com o Fome Zero, criado em junho de 2003, mas era uma obra de ficção, porque que a unificação do cadastro dos três programas de FHC também começou antes da posse do petista. Detalhe importantíssimo: os programas sociais de FHC beneficiavam cinco milhões de famílias, o que significa 25 milhões de pessoas. (C.N.)