Publicado em 22 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Estado emocional do presidente preocupa seus admiradores
Vicente Limongi Netto
Os psiquiatras contratados pelo chefe da Casa Civil da Presidência da República, senador Ciro Nogueira, para cuidar dos frequentes acessos de cólera do chefe da nação, pediram o boné. Estão esgotados. Alegam que não estão mais dando conta dos desatinos do mito de barro.
Alertam que o quadro clínico do presidente tornou-se complicado. Bolsonaro parou de tomar a medicação recomendada. Não ouve ninguém.
CLOROQUINA SALVADORA – O presidente descabela-se. Pragueja. Grita palavrões que alcançam a Praça dos Três Poderes. Joga os comprimidos no chão, pisa nas seringas. Obcecado por vingança, ameaça mandar para o Senado novos pedidos de impeachment contra mais ministros do Supremo, além de Alexandre de Moraes e de Luís Roberto Barroso.
Só fica menos agoniado com cápsulas de cloroquina, que toma com chá de erva cidreira ou suco de maracujá. Montes de caixas do santo remédio são enviadas pelos notáveis e dóceis serviçais da tropa sem choque bolsonaristas, membros da CPI da Pandemia, senadores Marco Rogério, Luiz Carlos Henri, Marco Du Val e Eduardo Girão. Pernas-de-pau que não jogam nem em campo de várzea.
CABRAL E SIMONETTI – Há 40 anos, o jurista amazonense Bernardo Cabral, ex-deputado federal, ex-senador, ex-ministro da Justiça e relator-geral da Constituinte, foi eleito presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Agora, outro jovem e valoroso advogado nascido no Amazonas, Beto Simonetti, também prepara-se para assumir a presidência da OAB Nacional.
Bernardo e Simonetti cumpriram idêntica trajetória profissional, na OAB. Ambos foram secretário-geral do Conselho Federal da entidade. Bernardo Cabral foi secretário-geral de 1979 a 1981. A seguir, Cabral ocupou a presidência de 1981 a 1983. Beto Simonetti, que por forte coincidência tem um filho chamado Bernardo, já foi declarado candidato único, na disputa eleitoral na entidade, pelo atual presidente, Felipe Santa Cruz.
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P.S. – Já ia esquecendo… Foi melancólico, um amargo ocaso, humilhante e atabalhoado gesto. Medonha estupidez. Do alto dos seus 81 anos e outros tantos de altura física, o outrora gigante Sérgio Reis apequenou-se, implorando perdão e chorando pitangas em covarde recuo, depois de fazer ameaças imbecis e amaldiçoadas. Uma decepção nacional. (V.L.N.)