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Blindados ou não, todos os automóveos terão de ser de alto luxo
Gustavo UribeFolha
O governo federal pretende desembolsar até R$ 7,14 milhões na compra de carros blindados para a segurança dos familiares do presidente Jair Bolsonaro e do vice-presidente Hamilton Mourão. Com o argumento de que houve um aumento da demanda na atual gestão, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) autorizou a realização de um pregão eletrônico, no início de junho, para a aquisição de um total de 29 veículos, dos quais 17 blindados e 12 normais.
O edital de compra especifica que o comboio de segurança para cada um dos familiares deve ser composto de dois veículos, da mesma marca e modelo, sendo um blindado e outro normal. A necessidade de serem iguais, segundo o documento, tem como objetivo evitar a identificação do carro que transporta o familiar.
DISFARCE – “A imposição, por aspectos de segurança, visa não demonstrar a presença exata dos familiares das autoridades nos deslocamentos com o uso de veículo diferenciado, exigindo que os veículos blindados e não blindados sejam exatamente iguais.”
O Palácio do Planalto exemplifica como modelos e marcas que podem ser adquiridos Audi A6, Honda Accord e Ford Fusion, veículos considerados de alto padrão. Ao todo, o presidente tem cinco filhos e todos estão residindo em Brasília. O seu antecessor, Michel Temer, tinha apenas um na capital federal.
“O quantitativo pretendido decorre de aumento na demanda de veículos de serviços especiais, com a posse dos atuais presidente e vice-presidente, que atendem aos familiares dos citados dignitários”, diz o texto.
OUTRO PREGÃO – Neste mês também, como mostrou a Folha, o governo federal previu outro pregão eletrônico de R$ 2,5 milhões para a locação de carros para transporte de Bolsonaro e de Mourão em viagens e eventos oficias no Norte e no Centro-Oeste.
Segundo o edital, a empresa que vencer a licitação deverá disponibilizar 32 veículos. O Palácio do Planalto exige, por exemplo, dois carros blindados do tipo Sedan com quatro portas e com película protetora nos vidros laterais e traseiro.
A Folha procurou o Palácio do Planalto neste sábado (25), mas não obteve resposta até a publicação deste texto.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como dizia o Barão de Itararé, era só o que faltava… Essas mordomias têm como base legal a Medida Provisória 870, que substitui e revoga a Lei 13.502/17, cujo artigo 10 estabelece que cabe ao Gabinete de Segurança Institucional garantir a integridade do presidente, do vice e também de seus familiares. Juridicamente, “familiar” é cônjuge e filhos. Nenhuma lei manda dar dois carros de luxo, com uma tropa de motoristas e seguranças para proteger os filhos do presidente e do vice, 24 horas por dia.
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como dizia o Barão de Itararé, era só o que faltava… Essas mordomias têm como base legal a Medida Provisória 870, que substitui e revoga a Lei 13.502/17, cujo artigo 10 estabelece que cabe ao Gabinete de Segurança Institucional garantir a integridade do presidente, do vice e também de seus familiares. Juridicamente, “familiar” é cônjuge e filhos. Nenhuma lei manda dar dois carros de luxo, com uma tropa de motoristas e seguranças para proteger os filhos do presidente e do vice, 24 horas por dia.
O objetivo da lei é apenas proteger os filhos menores e que vivam com o presidente, levando e trazendo para a escola, por exemplo, mas aqui no Brasil a pouca vergonha reina, porque quem garante essas maluquices são os impostos pagos de povo. É lamentável e incompreensível. Achávamos que isso iria acabar com Bolsonaro no poder. Mas foi mais uma esperança perdida… (C.N.)