terça-feira, março 05, 2019

Carta de Vélez sobre Hino escancara queda de braço no Ministério da Educação


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Veléz tem quatro facções dividindo o Ministério da Educação
Daniela LimaFolha/Painel
A já famosa carta em que o ministro Ricardo Vélez (Educação) solicitou vídeos de crianças e a leitura do slogan da campanha de Jair Bolsonaro nas escolas escancarou queda de braço que estava latente na pasta. Secretários de perfil técnico atribuíram o documento à influência de auxiliares ligados a Olavo de Carvalho. A péssima repercussão e o consequente recuo abriram caminho para uma conversa franca. Até ex-alunos disseram ao ministro que é hora de medidas práticas, e não ideológicas.
A cúpula do MEC está dividida em ao menos quatro núcleos: o de ex-alunos do ministro, o dos militares, o dos especialistas e o dos assessores simpatizantes do guru Olavo de Carvalho.
PARANÓIA – Quando o texto enviado às escolas já havia causado um estrago, Vélez compartilhou a redação do discurso que teria de fazer em comissão do Senado com os representantes da área técnica.
A paranoia era tanta que o titular do MEC foi aconselhado por assessores a usar assinatura diferente da que chancela atos da pasta na polêmica carta que enviou às escolas. Motivo: receio de que falsificassem sua rubrica.
IMPUBLICÁVEL – Fotos de comentários feitos por Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) sobre o pedido de Lula para velar o neto que morreu de meningite aos sete anos circularam em rodas de políticos de Brasília. O tom do filho do presidente foi fortemente criticado.
Até parlamentares que apoiam o governo disseram que Eduardo foi, no mínimo, insensível. Os mais exaltados chegaram a afirmar que o país foi entregue a um bando de desequilibrados.
ISOLAMENTO – Alvo de uma operação de isolamento na Assembleia de São Paulo, a bancada do PSL não planeja deixar barato. O líder, Gil Diniz, pediu aos colegas que estudem propor uma CPI para investigar o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, suspeito de ser operador de ala do tucanato.
O PSL também prepara requerimentos para cobrar explicações de Cauê Macris (PSDB), presidente da Alesp, sobre as doações que ele recebeu de servidores da Casa e os gastos de verba de campanha em estabelecimentos de sua família.
ONLINE – Carlos Bolsonaro está cada vez mais integrado à estratégia de comunicação da reforma da Previdência. Sua chegada coincide com o momento em que cresce a insatisfação de uma ala do governo com a atuação do secretário de Comunicação Social, Floriano Barbosa.
A programação inicial da equipe econômica previa o disparo de pesada ofensiva publicitária assim que a reforma fosse entregue ao Congresso. A Secom, no entanto, travou o cronograma por não concordar, entre outros pontos, com os custos.
Um auxiliar de Bolsonaro chegou a defender que a campanha fosse feita apenas pelas redes sociais e pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação). Com o impasse, a publicidade da reforma está parada. Até agora, duas peças estão sendo divulgadas.
É COMIGO? – Procurada, a Secom disse que a campanha da nova Previdência teve início no dia 21 de fevereiro. Desde estão, afirma, emissoras de rádio, de TV aberta, canais por assinatura e redes sociais exibem peças que defendem a medida. Questionada sobre a produção de novas obras, não respondeu.

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