quarta-feira, fevereiro 06, 2019

Marco Aurélio Mello envia para a primeira instância inquérito sobre Aécio Neves


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Marco Aurélio não caiu na esparrela da defesa de Aécio Neves
Camila Bomfim e Luiz Felipe BarbiériTV Globo e G1
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou para a primeira instância da Justiça de São Paulo um inquérito em que o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) é investigado. O inquérito tramitava no STF, foi aberto em 2017 a partir das delações de executivos do grupo J&F e apura os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
Ao tomar a decisão, Marco Aurélio considerou que a investigação é relacionada ao período em que Aécio era senador. Desde o ano passado o STF entende que o foro privilegiado só vale para crimes cometidos no atual mandato e em razão da atividade parlamentar.
SEM FORO – “Neste inquérito, constata-se que os delitos imputados ao investigado Aécio Neves da Cunha, atualmente deputado federal, teriam sido cometidos no exercício do cargo de senador da República, e em razão deste. A situação jurídica não se enquadra na Constituição Federal em termos de competência do Supremo”, escreveu Marco Aurélio.
“Declino da competência para a primeira instância da Justiça Federal de São Paulo, Subseção Judiciária de São Paulo/SP, considerado o local do suposto cometimento de parte dos delitos imputados. Requisitem os autos ao Departamento de Polícia Federal, para a remessa cabível”, acrescentou o ministro.
ENTENDA O CASO – No requerimento de abertura do inquérito, afirma Marco Aurélio, a acusação ressaltou os depoimentos prestados por Joesley Batista e Ricardo Saud nos quais foi descrita “relação espúria” mantida entre o grupo J&F e Aécio Neves.
“Reportou-se ao alegado recebimento, no ano de 2014, de propina da ordem de mais de R$ 60.000.000,00, mediante a emissão de notas fiscais frias, por diversas empresas indicadas pelo parlamentar, e ao pagamento a partidos políticos para ingressarem na coligação da candidatura do Senador à Presidência da República”, diz trecho da decisão de Marco Aurélio.
Desde que as investigações começaram, a defesa de Aécio nega todas as acusações dos delatores, afirmando que o parlamentar não cometeu crimes. Aécio também já fez vários discursos nos quais disse, por exemplo, ser “vítima de armação” e “vítima de enredo preparado”. O tucano é réu no STF por corrupção e obstrução de Justiça.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Marco Aurélio Mello não caiu no golpe da defesa de Aécio, que pretendia se livrar do crime de corrupção e transformá-lo em crime eleitoral, que não dá cadeia. O relator não caiu nessa esparrela, embrulhou o processo e mandou para a Justiça Federal de São Paulo. Foi uma medida acertada. Aécio não merece clemência, pois enlameou o nome de duas famílias importantes de Minas – Neves e Cunha. (C.N.)

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