BRASÍLIA - O candidato do PT à Presidência do Senado, Tião Viana (PT-AC), comandou ontem uma ofensiva para evitar que o senador José Sarney (PMDB-AP) se lance na disputa a 20 dias da eleição. Viana procurou o atual presidente do Senado e candidato à reeleição, Garibaldi Alves (PMDB-RN), para um pacto: a não desistência das respectivas candidaturas.
Segundo interlocutores de Viana, Sarney não enfrentaria o petista no voto e nem mesmo o correligionário e retiraria sua força eleitoral da própria disputa entre os dois senadores, por isso a proposta de "paz". Como candidato, fato oficialmente negado, Sarney é mais forte que ambos.
"Mas se o Lula pedir para que você desista?", indagou Garibaldi, que recebeu Tião para uma conversa reservada na residência oficial do presidente do Senado. "Se o presidente pedir, eu não saio. Mas você também tem que enfrentar qualquer pressão do Sarney e do (senador) Renan (Calheiros, do PMDB de Alagoas) para desistir. É muito mais difícil dizer não ao presidente, do que dizer não ao Sarney e ao Renan", disse o petista. A eleição para a Presidência e demais cargos da Mesa Diretora está marcada para o dia 2 de fevereiro, no reinício dos trabalhos do Congresso.
Garibaldi não concordou com a ideia de assinar uma nota conjunta em que os dois reafirmariam suas candidaturas. Disse que a proposta de acordo legitima sua candidatura, sob a qual pairam dúvidas jurídicas, uma vez que o texto constitucional proíbe a reeleição. Aproveitou para cobrar uma contrapartida: que o PT se comprometa a não recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra sua reeleição, deixando que os dois disputem no voto em plenário. Tião disse que a única garantia que pode dar é que ele jamais tentará impugnar a candidatura do adversário.
No início da noite, ainda sob pressão de Tião Viana, que insistia em criar um fato político para reagir à movimentação de Sarney e Renan, Garibaldi aceitou posar para uma fotografia ao lado do petista, entoando o discurso comum de que não haverá desistência.
Em nenhum momento, Sarney afirmou publicamente que deseja o cargo. Nos bastidores, porém, seu comportamento é outro, a ponto de ter pedido o apoio de senadores do PSDB. Ele articula abertamente contra o PT, na defesa de que a quarta bancada (PT) não pode tomar o lugar do PMDB, que tem a maior bancada de senadores. "Sendo Sarney, tudo pode acontecer; todo mundo sabe que Sarney diz uma coisa e pensa outra, pode ser que ele jogou nesse sentido", disse o senador Pedro Simon (PMDB-RS). Sarney, procurado, não retornou a ligação.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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