BRASÍLIA - O senador José Sarney (PMDB-AP) está disposto a disputar a presidência do Senado no voto, em plenário, com o petista Tião Viana (AC). Foi isto que o próprio senador decidiu comunicar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ontem, em audiência marcada para o início da noite.
Segundo um dirigente do PMDB que acompanha a novela da sucessão do Congresso, Sarney gostaria de ser o candidato de consenso, mas já não tem expectativa de ser "ungido" ao cargo. Ao contrário, o grupo de Sarney avalia que não há mais condições políticas de o Planalto remover a candidatura de Viana.
Sarney desejava voltar à presidência do Senado, mas jamais admitiu a hipótese de disputar o cargo com quem quer que fosse. Diante da forte pressão de correligionários, no entanto, não teve como escapar da candidatura em qualquer cenário.
A presidência do Congresso pelos próximos dois anos é considerada essencial para garantir espaço de poder aos peemedebistas em tempos de eleição, sobretudo quando 17 dos 20 senadores do partido, inclusive o novo líder Renan Calheiros (PMDB-AL), terão de renovar o mandato em 2010.
Com o apoio do PT, Tião Viana decidiu que sua candidatura era irreversível e fez questão de tornar isto público no dia 14 de janeiro, quando propôs um acordo ao atual presidente e candidato à reeleição, Garibaldi Alves (PMDB-RN). O petista comprometeu-se a dizer "não" ao presidente Lula, caso este lhe pedisse para desistir da candidatura, e sugeriu que Garibaldi desse a mesma resposta à proposta semelhante, para abrir espaço a Sarney.
Garibaldi concordou e os dois chegaram a posar lado a lado, para registrar em imagens a resistência de ambos a qualquer pressão. Não é bem assim. Diante das dúvidas jurídicas que pairam sobre sua candidatura, uma vez que o texto constitucional proíbe a reeleição de presidente do Senado, Garibaldi não tem como se manter na corrida sucessória à revelia do partido.
Por isto mesmo, diante do fato novo chamado Sarney, decidiu submeter sua candidatura aos correligionários mais uma vez. Em conversas com amigos ontem, Garibaldi lembrou que fora lançado pela bancada, com o voto de 17 senadores, entre os quais o próprio Sarney. Também repetiu que não seria candidato contra a vontade do partido.
A nova consulta é questão de prudência. Afinal, é sabido na bancada do Senado que o grupo de Renan e Sarney tem o apoio de ampla maioria. Que o diga o atual líder Valdir Raupp (RO), que ameaçou disputar a liderança contra Renan Calheiros. Enquanto amealhava votos para enfrentar o adversário no voto, no dia 2 de fevereiro, Renan lhe apresentou uma lista de apoios com nada menos que 14 assinaturas de peemedebistas, liquidando a disputa.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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