BRASÍLIA - Nas mais de nove horas de depoimento ontem à Comissão de Infra-Estrutura do Senado, a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu esmiuçou os detalhes sobre a venda da Varig e da VarigLog. Durante o longo depoimento, Denise Abreu afirmou por várias vezes que foi pressionada pela Casa Civil em relação ao caso da Varig.
Denise lembrou uma reunião que durou cerca de oito horas, em que ela e outros integrantes da Anac foram obrigados a dar explicações detalhadas à secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, sobre o andamento do processo de venda da companhia aérea.
Erenice é a principal auxiliar da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. "Há (havia) claramente uma pressão. Se não uma pressão de pedidos, uma pressão psicológica", disse a ex-diretora. "Fomos sabatinados durante oito horas e tivemos de dar todos os passos do processo para instrumentalizar a Casa Civil", disse Denise Abreu.
Ela contou ainda em detalhes de como ocorreu a primeira aprovação pela Anac, no dia 23 de junho de 2006, da venda da Varig. A reunião extraordinária foi convocada pelo então presidente da Agência Milton Zuanazzi e aconteceu no Ministério da Defesa.
Na época, havia uma representação contra ela apresentada pelo advogado Roberto Teixeira, que foi retirada às pressas para que ela pudesse votar favoravelmente à venda. Denise Abreu disse ainda que foi feito um parecer dando o aval da venda da Varig para a VarigLog, que já estava nas mãos do consórcio formado pelo grupo de investimentos norte-americano Matlin Patterson e três sócios brasileiros.
"A votação se deu aprovando os pareceres técnicos e jurídicos para que houvesse a transferência acionária", explicou a ex-diretora. A Varig foi a leilão, mas apenas a TGV - trabalhadores do Grupo Varig - se interessou pela empresa. "Mas a TGV não tinha recursos para comprar a empresa", disse Denise Abreu.
Ela contou que, na época do leilão, estava em Paris, mas recebeu "algumas ligações de técnicos da Anac" avisando que tinham sido chamados para ajudar na elaboração do edital de venda da empresa. Segundo ela, existe um "boletim de ocorrência em alguma delegacia do Rio de Janeiro" sobre esse assunto.
No depoimento, Denise Abreu afirmou ainda que desde o início do processo de venda da Varig para a VarigLog, a Anac deixou claro que ia exigir todo o processo de certificação da compradora para operar a empresa de aviação.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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