Por: Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA - Causou um misto de estranheza e surpresa, no Palácio do Planalto, a notícia de que o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) 40 pessoas por envolvimento em irregularidades no esquema operado no Congresso pelo PT por intermédio do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, incluindo nomes como os ex-ministros José Dirceu (Casa Civil) e Luiz Gushiken (Comunicação de Governo), o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares e o ex-secretário Silvio Pereira.
Oficialmente, o Palácio limitou-se a informar que não dava declarações sobre o assunto. Só que, mais uma vez, a exemplo do que sempre ocorre quando tem algum problema incomodando fortemente o governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou até tarde da noite no palácio, despachando com assessores. Lula só saiu do palácio às 22h20.
Na avaliação de interlocutores do Planalto, a decisão do procurador não foi boa para o governo e houve quem questionasse que não entendeu exatamente o que aconteceu, já que a denúncia seguiu a mesma linha do relatório da CPI dos Correios. Um desses interlocutores lembrou que isso pode querer dizer que o tiro saiu pela culatra.
Ou seja, quando alguns integrantes do governo deram sinal verde para o texto da CPI, para evitar que o presidente Lula ou seu filho fossem ali citados, deixando muitos outros ficarem na linha de tiro, não esperavam que este mesmo texto fosse servir de base para o procurador oferecer denúncia ao STF contra pessoas que integravam o núcleo duro do governo.
Esta decisão mobilizou setores do governo e muitos telefonemas passaram a ser trocados, inclusive com o Planalto. Uma avaliação mais profunda deverá ser feita hoje, depois das repercussões do caso na imprensa e de algumas avaliações jurídicas mais completas do fato.
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