Por: Primeira Leitura
Palocci é indiciado pela PF por quebra do sigilo do caseiro; advogado afirma que ele nega o crime, sustenta ter recebido dados de Mattoso, sem dar publicidade ao que viu, e isenta de culpa Marcelo Netto e o assessor do Ministério da Justiça
*Acareação expõe trajetória do PT da ética ao de esquemas ilegais; Okamotto se recusa a abrir sigilo; Venceslau, o trata como “homem de Lula” e arrecadador de caixa 2 do partido
*Na sessão, são nomeados compadres e sócios do presidente em ONG que prestava serviço sem licitação para São José na gestão Guadagnin: Delúbio, Dirceu e o próprio Okamotto
*Conselho de Ética aprova cassação do petista Josias Gomes e decide afastar de novo deputada que fez a dança da pizza PALOCCI — O ex-ministro Antonio Palocci antecipou em um dia seu depoimento à Polícia Federal e foi indiciado pela quebra de sigilo do caseiro Francenildo Santos Costa. Com a antecipação, ele despistou a imprensa, que só ficou sabendo do fato quando o advogado de Palocci, José Roberto Batochio, na noite desta terça, deu uma entrevista coletiva em Brasília relatando o que havia ocorrido. O ex-ministro depôs em casa e, segundo Batochio, com equipamentos médicos para controle da atividade cardíaca. Teria dito à polícia que recebeu do ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, o extrato do caseiro, mas sustentado que não deu publicidade aos dados — uma tentativa de escapar do crime de violação de sigilo. Ele também teria isentado de responsabilidade o assessor do Ministério da Justiça Daniel Goldberg, assim como o assessor da Fazenda Marcelo Netto — ambos estariam em sua casa durante o encontro com Mattoso, mas, de acordo com Palocci, não viram o extrato nem ouviram falar dele. Batochio disse ainda que o ex-ministro se sente injustiçado. Veja notas em Política.ACAREAÇÃO — Não houve propriamente uma denúncia nova na acareação entre o presidente do Sebrae, amigo e procurador do presidente Lula, Paulo Okamotto, e o ex-petista Paulo de Tarso Venceslau, que foi secretário de Finanças na administração Angela Guadagnin na Prefeitura de São José dos Campos. Venceslau, na verdade, expôs, passo por passo, a trajetória do PT da ética ao PT dos esquemas ilegais e propinodutos. O ponto de inflexão, de acordo com ele, foi 1995, quando o ex-ministro José Dirceu assumiu a presidência do partido, num acordo negociado com o próprio Lula. Baseado em documentos — uma auditoria independente realizada na Prefeitura de São José e um relatório do Comitê de Ética do PT, com vários depoimentos transcritos, sobre a apuração de suas denúncias —, o ex-petista ofereceu um panorama de como se davam as operações para financiar o partido. Veja notas em Política.OKAMOTTO — O presidente do Sebrae negou participação em várias reuniões descritas por Venceslau e alguns outros detalhes do relato, mas não desmontou a versão do ex-petista. Venceslau tratou Okamotto como “homem de Lula”, em nome de quem captava recursos de fornecedores de administrações petistas, mesmo sem ter cargo no partido. O presidente do Sebrae negou. Veja notas em Política.AMIGOS, SÓCIOS, COMPADRES — Venceslau contou ainda como o compadre de Lula, o advogado Roberto Teixeira, prestava serviços às gestões petistas em contratos com irregularidades e pontos obscuros, e como a denúncia da estranha presença em prefeituras da empresa CPEM, ligada a Teixeira, deixava o PT desconfortável — o próprio Okamotto o teria alertado de que o caso CPEM estaria inviabilizando uma das caravanas da Cidadania de Lula, financiada pelo tal compadre. Okamotto negou que tenha feito a advertência. Venceslau afirmou ainda que a Rede de Comunicação dos Trabalhadores, uma espécie de ONG do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, foi contratada sem licitação pela Prefeitura de São José dos Campos, por meio de uma terceira empresa, a Contexto. A ONG, segundo ele, tinha como sócios o próprio Lula, o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, e o ex-presidente do partido, José Dirceu. Veja notas em Política.CASSAÇÃO — Por 10 votos a 1, o Conselho de Ética da Câmara aprovou o relatório contra o deputado Josias Gomes (PT-BA) por quebra de decoro parlamentar, acusado de pegar dinheiro no esquema do valerioduto. O processo contra o deputado segue agora para votação no plenário da Câmara. Veja notas em Política.DANÇARINA — Contrariando decisão da Secretaria-Geral da Mesa da Câmara, o presidente do Conselho Ética da Câmara, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), decidiu que a deputada Angela Guadagnin (PT-SP), protagonista da “dança da pizza” no plenário da Casa, continuará afastada do Conselho. Veja notas em Política.
Fonte: Primeira Leitura
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