terça-feira, julho 18, 2017

Observem como os gestores de Jeremoabo mentem, desrespeitam a Lei, e permanecem cometendo as mesmas ilegalidades

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Estou transcrevendo alguns tópicos da deliberação e relatório da denúncia do vereador  Jairo do Sertão e Neto, ocorrida  mais ou menos em 2013, quando denunciaram as mesmas irregularidades que o "interino" está praticando nos dias de hoje, numa demonstração de que embrulhados no manto da impunidade não cumprem acordos celebrados com o Ministério Público, mentem para o TCM-BA, desrespeitam as Leis e prejudicam o povo.
Os edis representantes do povo de Jeremoabo, e lutando pelo interesse dos jeremoabenses enganados e prejudicados, ingressaram com uma Representação perante o TCM-BA, denunciando as contratações ilegais sem o devido concurso público, o festival de nomeações em Cargos Comissionados, e a contratação de uma empresa para gerir a administração do Hospital Municipal de Jeremoabo, tudo como está acontecendo atualmente no desgoverno do "interino".
 É a história mais uma vez se repetindo em Jeremoabo, repetindo para pior.
Agora leiam partes do relatório:

 Em síntese, a defesa da Prefeita se embasou na argumentação de que:

 i) o Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público Estadual não fora firmado em sua gestão, e sim na administração passada (ano 2010), mas que mesmo assim estaria adotando medidas para solução do problema, a exemplo de concurso público que teria sido realizado em 2011;

 ii) o Hospital Geral de Jeremoabo pertencia ao Estado da Bahia e fora transferido à municipalidade em caráter de concessão de uso em 2012, tendo sido naquela oportunidade retirados todos os servidores do Estado e ficado a cargo do Município a contratação de pessoal; 

                          (...)

II. VOTO

 De fato, o pronunciamento do Parquet de Contas, por sua precisão e lucidez, deve ser acolhido, inclusive como sustentáculo para o voto ora colocado, o que fazemos com as seguintes considerações adicionais

Trata-se, como detalhado supra, de denúncia formulada por Vereadores alegando a violação das normas constitucionais que estabelecem que o ingresso no serviço público deve se dar, em regra, por meio de concurso, bem como que a terceirização dos serviços de saúde somente poderia ocorrer de forma complementar, irregularidades que, na visão dos Denunciantes, caracterizaria afronta aos princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade

A Constituição Federal estabelece, expressamente, os casos cabíveis de contratações temporárias e nomeações para cargo em comissão, sem a prévia realização de concurso público (inc. II e V, do art. 37 da CF):

 “Art. 37 (...) II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração”; (Redação dada ao inciso pela Emenda Constitucional nº 19/98)

 (...)

Isto posto, pelas razões elencadas e estando vistos, detidamente analisados e relatados e considerando-se:

(...)

d) que há imperiosa necessidade de se advertir à Prefeita Denunciada não só quanto à observância dos princípios norteadores da Administração Pública, mormente os da razoabilidade e da legalidade, mas também no que diz respeito à necessidade de realização de concurso público para a contratação de servidores efetivos na área de saúde, possibilitando a prestação de serviços de maneira integral, plena e contínua, em atendimento aos arts. 5º, 6º e 196 a 200 da Constituição Federal;

g) tudo o mais que consta dos autos.

 Votamos, com lastro no disposto no inciso XX do art. 1º da Lei Complementar Estadual nº 006/91, pelo conhecimento e procedência parcial da denúncia contida no processo TCM nº 11285-15 para aplicar à Gestora Denunciada, Sra. Anabel de Sá Lima Carvalho, Prefeita de Jeremoabo , multa no valor de R$3.000,00 (três mil reais). O recolhimento aos cofres públicos da sanção cominada deverá se dar em até trinta (30) dias do seu trânsito em julgado, na forma da Resolução TCM nº 1.124/05, sob pena de o não recolhimento ensejar o comprometimento do mérito de contas subsequentes, destacando que esta decisão tem eficácia de título executivo, nos termos do estabelecido no art. 71, § 3º, da Carta Federal e art. 91, § 1º, da Constituição do Estado da Bahia.

 Ainda, acolhendo sugestão do douto Ministério Público Especial de Contas, faz-se expressa advertência à Gestora de que o Município deve apresentar a esta Corte um plano de adequação do seu regime de pessoal na área de saúde, no prazo de até 180 (cento e oitenta) dias, de forma que o instrumento da contratação temporária somente seja adotado dentro das excepcionais situações previstas na Constituição Federal, sob pena de a não observância a estas recomendações poder ensejar reprimendas mais severas por parte desta Corte de Contas, inclusive com o comprometimento do mérito de contas futuras.

 Ciência aos interessados e à CCE, esta para o acompanhamento quanto à determinação supra, inclusive orientando e fiscalizando o seu cumprimento, de maneira a permitir e colaborar com sua efetivação, bem como lavrando eventual Termo de Ocorrência na hipótese de desatendimento.

 Após o trânsito em julgado, arquive-se 

SALA DAS SESSÕES DO TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS DO ESTADO DA BAHIA, em 16 de dezembro de 2015.

 Conselheiro Fernando Vita – Presidente em exercício
 Conselheiro José Alfredo Rocha Dias – Relator

Portanto senhores leitores, para serem eleitos prometem tudo, após eleitos, esquecem das promessas de campanha, abandonam o povo e os preceitos legais, e empurram com a barriga a coisa pública, como se fosse uma verdadeira " Casa de Mãe Joana".
Depois quando colocamos um programa para esclarecer a população tipo o " Conexão Verdade," com medo da reação  do povo, tentam fazer desacreditar dizendo que é baixaria e molecagem.
Será que é baixaria e molecagem???
 .  
Link com o relatório completo:  http://www.tcm.ba.gov.br/sistemas/textos/2015/DELIB/11285-15.odt.pdf

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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